A revista The Economist traz uma extensa e abrangente reportagem a respeito do futuro da casa digital — se é que haverá algum.

Em linhas gerais, notam que os executivos da indústria de eletrodomésticos estão desconectados da realidade vivida pelo consumidor. Apostam na casa digital por não terem outra perspectiva de aumento das vendas, então tentam desesperadamente criar uma necessidade no lado da demanda. Como diz um alto funcionário da Microsoft: “Quando você pergunta aos consumidores o que eles querem, eles nunca dizem. Você tem de mostrar a eles primeiro.”

Outro problema apontado pela revista britânica é a falta de compatibilidade entre os diferentes formatos de arquivos digitais. A Apple tem o AAC, enquanto a Microsoft usa WM9 e o consumidor prefere mesmo é o intercambiável MP3. A indústria ainda está em guerra, cada participante com a esperança de sobrepujar os outros, impor seu sistema e largar com uma enorme vantagem. Mas a falta de padrões universais só atrasa seu sonho de vender a casa digital.

O consumidor, afinal, não quer saber de DMR, codecs e quetais. Quer é ligar o aparelho, vê-lo funcionar instantaneamente e, se possível, utilizá-lo em conjunto com outros aparelhos das suas marcas preferidas.