A revista Economist desta semana traz uma profunda análise de um mercado de patentes em fase de surgimento. Executivos norte-americanos já falam em “corrida armamentista” e “destruição mútua assegurada”, termos da Guerra Fria, por conta das compras de patentes e registros feitos por empresas para se protegerem das rivais.

A revista se posiciona em um meio termo, acreditando que um livre-mercado de patentes possa azeitar a inovação e ainda assim proteger os direitos dos inovadores — não se poderia esperar outra coisa da mais velha defensora do liberalismo, afinal.

Em todo caso, percebe que a questão deve ser resolvida de um jeito ou de outro, mas que de maneira nenhuma as leis de proteção intelectual devem prejudicar o intercâmbio de tecnologias, essencial para a evolução técnica nas áreas de tecnologia da informação e telecomunicações, que se beneficiam do “efeito rede”, ou seja, do fato de que “quanto mais as pessoas usam um sistema, tanto mais ele se torna útil”.