Após o Minha Notícia, agora o portal iG abre mais um espaço de webjornalismo participativo: Jornal de Debates, sob responsabilidade de Paulo Markun. Trata-se de uma versão eletrônica do jornal que circulou nos anos 40, o que aliás prova que a interação do cidadão com a mídia não nasceu com a Internet. Apenas se potencializa.

As regras são:

“Todo e qualquer internauta poderá participar do JORNAL DE DEBATES, desde que preencha o cadastro e aceite o termo de responsabilidade. Seu primeiro artigo, charge ou comentário passará pelo editor, para verificar se respeita os preceitos estabelecidos pela publicação. Caso esteja conforme, será publicado, dando a seu autor o direito de enviar colaborações diretamente para o site, sem passar pelo crivo do editor. É uma espécie de voto de confiança, revogável em caso de desrespeito às normas divulgadas ou do uso indevido do espaço.”

Todo artigo tem espaço para comentários e admite réplicas. Trata-se de um webjornal participativo com abertura total à escrita, visto que, após a primeira publicação, não há mais censura prévia aos textos. Infelizmente, o nível da maioria dos textos ainda não é lá grande coisa.

ATUALIZAÇÃO: a participação online não está mais livre de problemas do que a presencial. O editor Paulo Markun se viu obrigado a publicar uma nota hoje, 15 de setembro.

Nota do Editor

PRIMEIROS PASSOS

O Jornal de Debates ainda engatinha e por isso, tropeça. Estamos corrigindo algumas falhas que dificultam a operação.

Temos recebido centenas de comentários e até artigos pelo caminho do Fale conosco, de leitores/internautas que não são cadastrados. Esta é uma tribuna livre, mas a clara identificação da autoria é pressuposto para um debate aberto e consequente.

É bom reiterar: TODO MUNDO pode escrever um artigo, replicar outro, enviar uma charge, propor um tema, comentar qualquer tópico ou denunciar uma colaboração que não respeite a elementar regra proposta em 1946 – a de que idéias só se combatem com idéias. Mas para isso, é preciso se cadastrar neste jornal, com ou sem um endereço de email do Ig e preenchendo um formulário mínimo.

Depois da primeira publicação de um leitor/internauta, as próximas são automaticamente colocadas no ar, cabendo ao conjunto dos participantes, a começar pelo editor, a atribuição de verificar se textos e desenhos cumprem a norma estabelecida originalmente e agora reiterada.

Cesar Sanson estranhou a composição do nosso poderoso – no sentido de ser realmente plural – conselho editorial, que considerou exageradamente laico. “Faltou alguém – salvo engano – do mundo das igrejas”, escreveu Cesar. Devolvo o problema: qual o credo que devemos privilegiar? Que religião pode representar todas as outras? O Jornal de Debates é ecumênico por definição.

Paulo Markun