Boletim

 


Volume 5-- 1968 -- p 67-80

O VALOR DO DIAGNÓSTICO NA EDUCAÇÃO

 

Maria Helena Novaes
Rio de Janeiro - Brasil

 


INTRODUÇÃO

Considerando que a atualização dos principais problemas relacionados ao diagnóstico escolar é de grande importância para os que trabalham no terreno da educação, escolhemos êste tema por se tratar de assunto bastante discutido e que merece ser devidamente esclarecido.
Tanto no plano pedagógico, como no psicológico, é preciso lembrar que o diagnóstico escolar não implica apenas na aplicação e uso de testes, exigindo outras medidas técnicas de avaliação, além de todo um trabalho de investigação, de observação, de análise e de síntese de dados de natureza diversa, úteis para o estudo e a orientação de cada caso.
Assim, o Serviço de Orientação Psicopedagógica (5. O.
P. P.) da Escola Guatemala, no Rio de Janeiro, sempre se preocupou em aperfeiçoar as técnicas de diagnóstico escolar, sobretudo, relacionados ao tríplice enfóque das dimensões - familiar, escolar e psicológica, procedendo a investigação sistemática do meio sócio-econômico, do ambiente familiar, da adaptação, e rendimento escolar do aluno, além das suas características de personalidade, aptidões e habilidades específicas, sempre trabalhando em equipe, composta de assisten
otes sociais e de psicólogas, em contato contínuo com as professôras e a direção da escola.
Os trabalhos e pesquisas realizados pela equipe do 5.
O. P. P., comprovam estas afirmativas, tendo sido alguns dêles divulgados através da revista dos Arquivos Brasileiros de Psicotécnica e à disposição dos interessados no próprio Serviço.[p.67]

1. Natureza e objetivos do diagnóstico escolar.

O têrmo diagnóstico provém da medicina que, por princípio, procura localizar as causas dos sintomas físicos e mentais, a fim de prescrever os respectivos tratamentos. Portanto, a ordem dos acontecimentos está claramente indicada na seguinte regra: "antes de dosar e tratar, diagnosticar".
A situação do diagnóstico no processo educativo é, porém, mais complexa, uma vez que grande variedade de fatôres, entram em jôgo, tanto no processo de aprendizagem, como na adaptação escolar e ajustamento pessoal do aluno; poderíamos apontar fatôres de ordem interna: físicos, intelectuais, emocionais e fatôres externos diretamente ligados ao meio ambiente escolar e extra-escolar. -
Assim sendo, o conceito de diagnóstico na educação, ampliou-se no sentido de acompanhar os objetivos educacionais, sempre voltados para o processo do desenvolvimento integral da personalidade do aluno. A sua importância é demonstrada pela evidência experimental, sobretudo, quando associado a medidas preventivas e corretivas adequadas.

Um diagnóstico bem sucedido e eficaz nas escolas pressupõe:

1. conhecimento das causas usuais das dificuldades mais freqüentes relacionadas com as diversas habilidades e aptidões ligadas aos processos desenvol vidos pela escola (comunicação, indicação, criatividade, planificação etc.).
2. capacidade de observação, experiência suficiente, além de treinamento válido para interpretar pautas de comportamento' e atitudes como decorrências da atuação de causas conhecidas.
3. técnicas e métodos adequados que possibilitem descobrir e pesquisar as causas inter e subjacentes;
4. conhecimento satisfatório das medidas corretivas a serem prescritas para determinado diagnóstico, bem como dos diversos recursos da comunidade.

Darley, afirma: "o diagnóstico na educação está ligado à identificação dos problemas específicos, devendo ser, primeiramente,[p.68] encontrado o problema mais freqüente naquele meio escolar (econômico, social, do professor, etc...), possibilitando, assim, uma orientação e aconselhamento apropriados. Aliás, é importante considerar, na determinação da conduta humana, que estamos quase sempre discutindo mais as probabilidades de ocorrência dos vários fatôres do que a certeza da ocorrência de qualquer um dêles. Por outro lado, é preciso, também, pesquisar o problema real e não sàmente aquêle apresentado pelo indivíduo, fazendo-sê bem nítida a diferença entre os sintomas e as causas".

Portanto, o diagnóstico escolar consiste na utilização de recursos, meios e processos técnicos com o objetivo de localizar e avaliar os problemas e dificuldades dos alunos, determinando suas causas, para preveni-las e corrigi-las. (As orientadoras bem como as professôras devem estar preparadas para usar técnicas específicas a fim de que a avaliação dos alunos possa ser feita de maneira rápida e eficiente.) Em conseqüência, representa uma das fases mais importantes do trabalho da educação, pois se preocupa constantemente com a análise das dificuldades do rendimento escolar, dos desajustamentos na escola e com as falhas do processo educativo. Quando se trata de educação é preciso sempre lembrar que é muito mais lógico adaptar a escola à criança, do que a criança à escola. O ensino deve atender às diferenças individuais dos alunos, e respeitar as suas características pessoais (bem como das classes), uma vez que a sua principal função é a de facilitar o "desenvolvimento optimum" de cada aluno.
Muitos professôres acham que os seus alunos, por se encontrarem acima da média dos demais, não necessitam de um diagnóstico, não compreendendo que êstes alunos, apesar do seu bom rendimento, podem ter outros problemas e dificuldades, e mesmo que não os tivessem, é extremamente positiva a análise e identificação dos fatôres que levaram tal classe a tão produtivo rendimnto, assim como, a procura de outros meios para um ainda melhor rendimento escolar.
Convém esclarecer que os exames, médias, notas devem servir apenas como pontos de referência auxiliares de julgamento e não metas a atingir.
O diagnóstico escolar tem duas funções básicas, a primeira consiste em localizar, analisar e identificar as causas das dificuldades dos alunos em tôdas as áreas das suas atividades[p.69] e a segunda a de identificar e avaliar as áreas de aprendizagem e ajustamento mais positivas e negativas.
Muitas vêzes um coeficiente de inteligência é o mesmo em diversos alunos, mas a análise dos fatôres e aptidões investigados como, por exemplo, memória, capacidade de relações espaciais, raciocínio lógico, raciocínio aritmético, capacidade de conceituaçâo verbal divergem muito, necessitando o professor e o orientador de informações precisas para poderem ajudar os alunos de maneira mais efetiva nas suas atividades escolares.

Por um lado, sabemos que os efeitos das dificuldades não diagnosticadas a tempo são acumulativas e a despeito da competência dos professôres e eficácíados métodos de ensino, os alunos permanecem "problemas" e, por outro, que quanto mais específicas forem as informações do diagnóstico mais exatas e eficientes poderão ser as medidas conetivas.
A utilização de testes e medidas apropriadas, como testes de escolaridade, questionários, escalas de avaliação e entrevistas, possibilitarão a análise das áreas e dificuldades, bem como, o levantamento das aptidões de cada aluno fornecendo dados precisos para uma orientação válida.
Todo material efetivo de medidas de avaliação, principalmente, relacionado com as matérias escolares, só pode ser preparado depois que as diversas habilidades e aptidões envolvidas tenham sido isoladas e analisadas. Por exemplo - para conseguir avaliar a compreensão da leitura silenciosa é preciso isolar dentre outros, os seguintes fatôres: conhecimento do sentido das palavras, capacidade de aprender o sentido das sentenças, de coordenar as unidades de pensamento, de formar "todos", lógicos e organizados e assim por diante.
Devem ser evitados no diagnóstico escolar os seguintes erros: a) confusão entre os fatos e meras suposições, muitos professôres só acreditam naquilo que estão vendo e ouvindo; b) avaliação superficial, feita por atitude de comodismo ou deficiência de métodos de investigação mais aprofundada; c) interpretação subi etiva, muitas vêzes condicionada por preconceitos da parte do professor e concepção deformada dos objetivos da educação.
Um programa de diagnóstico na escola, deve ter como principal objetivo, não só a correção das dificuldades que[p.70] apresentam os alunos e professôres, mas, principalmente, a prevenção de possíveis e similares ocorrências no futuro. Diríamos, assim, que o seu objetivo imediato consiste em apontar quais os recursos e medidas corretivas que possam ser aplicadas para corrigir deficiências existentes, e que o seu objetivo final é o de prevenir a possível ocorrência desta mesma dificuldade, posteriormente.
As estatísticas revelam que muitos alunos não são bem sucedidos na escola, outros fracassam totalmente e muitos ainda realizam quase nada em comparação com as suas possibilidades. Assim, os dados fornecidos pelo diagnóstico em muito auxiliaráo os professôres, orientadores, pais, não só através de descoberta dos processos específicos que respondem diretamente pelas dificuldades do ensino, como através do esclarecimento das áreas que poderiam ser melhor aproveitadas, levando a uma análise mais significativa dos próprios métodos de ensino.

2. "Técnicas e Métodos"

Quanto às técnicas e métodos utilizados no diagnóstico estarão na dependência das diferentes situações a serem analisadas, procurando sempre investigar, dados e fatos não só escolares como familiares e sociais (do desenvolvimento do aluno nos seus diversos setores de atividades), aptidões, habilidades, experiências, e para isso mobilizando fontes de informações diretas e indiretas e vários recursos como a observação, entrevistas, questionários, fichas acumulativas, testes, estudos de notas de classe e assim por diante.
Os testes são instrumentos valiosos para diagnóstico escolar, contudo, convém esclarecer que êste não pode ficar delimitado a uma simples aplicação de testes e exames.
Todo e qualquer programa de avaliação deve estar associado aos objetivos da educação, uma vez que é função essencial da orientação atender as necessidades dos alunos, respeitando, naturalmente, a estrutura funcional do ensino, a articulação dos níveis de ensino, e a realidade nacional escolar, adotando medidas práticas e instrumentos padronizados e úteis, O aluno deve permanecer o centro de um programa de diagnóstico. Uma pessoa humana, cuja dignidades deve ser respeitada.[p.71]

Partindo dêste princípio básico, poderíamos sugerir corno medidas a adotar num programa de testes em educação:

1. selecionar os testes em função dos objetivos educacionais;
2. respeitar os fins propostos pelo programa de testes;
3. fornecer esclarecimentos prévios aos pais, professôres, diretores e público em geral;
4. preparar um esquema eficaz de aplicação;
5. aplicar os testes em condições favoráveis;
6. avaliar criteriosamente os resultados;
7. registrar as conclusões e dados obtidos;
8. interpretar com rigor os escores e resultados obtidos;
9. transmitir de maneira clara e adequada os resultados aos pais, alunos, professôres e demais interessados.
10. favorecer e propiciar o uso adequado dos testes pelos professôres e orientadores;

Um bom programa de testes pressupõe técnicas válidas, daí uma das maiores necessidades atuais do campo de educação seria construção de testes genuinos que possam favorecer a adoção de medidas profiláticas e corretivas adequadas. Além de ser importante procurar saber, através dos resultados dos testes, se um aluno mi a classe inteira está abaixo do nível geral do grupo e quais as causas que estão provocando êste baixo nível de rendimento, (a fim de que êste fato não suceda posterionnente com o mesmo aluno ou com os demais alunos), os programas de testes deverão ser adequados aos níveis de ensino. No nível primário poderemos planejar três tipos de testes:

a) testes de habilidades e aptidões básicas para aprendizagem;
b) testes de personalidade;
c) testes de maturidade intelectual, perceptiva ou social próprios para esta faixa evolutiva.[p.72]

No nível secundário podem ser incluídos testes de interêsses e motivação vocacionais, de aptidões específicas.
Uma bateria de testes será tanto mais válida no campo educacional quanto mais favorecer a análise das dificuldades de aprendizagem como é o caso, por exemplo, da bateria de testes de maturidade mental e, dos testes de execução, dos inventários de interêsses, e dos testes de aptidões especificas e de personalidade. Êstes dados são transformados em perfis que em muito auxiliam os professôres e orientadores para melhoria das condições de rendimento e ajustamento escolar.

McCallister propõe três métodos de localização dos problemas e dificuldades escolares:

a) através dos testes padronizados;
b) da análise das informações cumulativas;
c) da análise da performance escolar;

Como técnicas específicas de diagnóstico podemos apontar ainda a da introspecção realizada pelo próprio aluno, observação dos alunos nas diversas atividades escolares, procurando principalmente descobrir os processos mentais utilizados pelos alunos, análise das respostas nos testes de "Survey", estudo da história do desenvolvimento do aluno, análise e contraste dos opositores (por exemplo: o melhor e o pior da classe), observação do comportamento de ambos, análise da situação escolar partindo do histórico escolar, métodos de ensino, grupos escolares, sistema, notas, professôres, critérios de aprovaçáo etc...
Estas informações devem ser organizadas, elaboradas, sendo muito importante a técnica de entrevista para esta coleta de dados.

3. Áreas e Níveis

Hildreth sugere as seguintes áreas de investigação de maior importância para o diagnóstico escolar:

a)aptidões mentais dos alunos envolvidos no processo de aprendizagem escolar, como o raciocício, memória, atenção, percepção, associação, julgamento, compreensão, auto-crítica, disciplina mental etc.[p.73]
b) aptidões verbais ligadas ao domínio de linguagem do vocabulário, da rapidez ou lentidáo na utilização dos simbolos verbais, capacidade de usar palavras e sentenças, capacidade descritiva e de simbolização;
c) características de personalidade tais como capacidade de iniciativa, de perseverança, de auto contrôle, de curiosidade, de responsabilidade, atitudes frente ao fracasso e ao sucesso, graus de ajustamento e de maturidade;
d) condições físicas - equipamento sensório-motor, maturação física, estado de nutrição, contrôle glandular coordenação motora;
e) meio familiar e situação ambiental - constelação familiar, vizinhança, contatos sociais, atividades extra-escolares, nível econômico-social, interêsses culturais;
f) meio escolar - histórico escolar, adaptação, rendimento escolar, hábitos de estudo, dificuldades surgidas, mudanças excessivas de métodos e de escolas.
j) interêsses, prospecções e planos de vida.

Seria interessante lembrar que o estabelecimento das causas dos problemas e dificuldades não é feito diretamente pelo simples ato da medida, mas deve ser inferido através da medida e de todos os outros dados pertinentes.
De um modo geral, os estudos das causas básicas das dificuldades escolares apontam:

1. aproveitamento insatisfatório das habilidades do aluno,
2. métodos de ensino inadequados,
3. deficiência na técnica de transferência na aprendizagem,
4. ausência de interêsse pela escola, pelas matérias escolares e pelo ensino,
5. deficiências físicas que prejudicam o rendimento e adaptação escolar do aluno,
6. deficiência intelectual,
7. problemas emocionais, personalidades desajustadas,
8. dificuldades de natureza sócio-econômica,
9. dificuldades no ambiente familiar,
10. condiçóes do ambiente escolar pouco favoráveis.[p.74]

Serão, portanto, válidas as seguintes indagações formuladas por professôres e orientadores;

- quais as principais dificuldades e problemas de determinada classe de alunos?
- quais as principais dificuldades e problemas de cada aluno de uma classe em particular?
- quantos alunos manifestam a mesma dificuldade?
- em que áreas se concentram estas dificuldades ex.: aprendizagem de leitura, raciocínio aritmético, etc...?
- qual o nível de ajustajnento e de rendimento de tal classe?
- quais os fatôres que estão contribuindo para o bom rendimento e o mau rendimento de determinada classe?
- quais as áreas de aprendizagem mais significativas? Por quê?
- tais problemas e dificuldades são peculiares a determinada escola ou outras classes e escolas também apresentam os mesmos problemas? Ross propõe os seguintes níveis a serem estabelecidos no processo do diagnóstico:[p.75]


Temos, assim, como etapas importantes do diagnóstico escolar a localização dos indivíduos que precisam de orientação: a localização da natureza das dificuldades e problemas, a busca das medidas curativas e a adoção de medidas profiláticas de caráter preventivo.
1. Quanto à localização dos alunos que precisam de diagnóstico escolar e de futura orientação pode ser feita através de testes de escolaridade, critério de notas, testes de "Survey", e do julgamento dos professôres. Vários autores recomendam mesmo que todo aluno cujo nível de rendimento escolar está abaixo do seu nível intelectual deverá ser alvo de uma análise e estudo especial.
Hildreth salienta que é muito importante adaptar sempre os objetivos educacionais e, sobretudo, os sistemas de ensino às possibilidades e limites dos alunos, como é o caso, por exemplo, dos deficientes mentais.
2. A fim de poder localizar a natureza das dificuldades é importante que o programa de testes seja bem feito, devendo-se considerar as necessidades dos alunos, a situação de aprendizagem do grupo e a utilização adequada dos resultados dos testes e medidas aplicadas. Uma vez respeitados êstes princípios fundamentais as seguintes indagaçóes - quando testar? - em que consiste um programa mínimo de testes? serão fàcilmente respondidas.

No que diz respeito à seleção dos testes deverá preencher os seguintes requisitos:
a) atender aos objetivos educacionais e a natureza do diagnóstico, em particular;
b) validade e fidedignidade dos testes empregados;
c) articulação dos mesmos com os diferentes níveis de ensino;
d) integração dos testes e medidas nas respectivas áreas da aprendizagem a ser?m avaliadas;
e) material de testes válido e adequado;
f) impressão boa dos testes;
g) instruções, normas e tabelas aprovadas;
h) contrôle sistemático das técnicas;
i)manuais dos testes atualizados;[p.76]

3. Não só é importante a localização das causas das dificuldades apresentadas, mas também o porquê dêstes problemas e dificuldades.
Aliás, uma das críticas feitas ao abuso da utilização dos testes procede do argumento que os escores dos testes revelam mais os resultados da aprendizagem, do que a aprendizagem em si.
Tyler distingue nitidamente a medida do processo de avaliação e da interpretação ou inferência dos resultados.
4. Desde que sejam apuradas as causas das dificuldades e localizadas as áreas dos problemas a revisão das medidas curativas e profiláticas se faz necessária.
Traxler prepara quadros onde aponta o tipo do distúrbio, o método de diagnóstico e os tipos de medidas sugeri- das para a correção e tratamento dêstes distúrbios. Qualquer material de ensino corretivo deverá não sômente cobrir de modo adequado tôdas as aptidões básicas assim como as habilidades subjacentes nas quais a realização depende da reunião graduada dêstes componentes.
5. Finalmente, o diagnóstico preventivo é de grande valor na educação pois, sendo descobertos os erros, dificuldades e deficiências do ensino e da aprendizagem e apontadas as causas destas dificuldades, poderemos evitar desajustamente[p.77]

tos escolares mais graves, bem como fornecer dados e
informações para modificar a organização dos currículos e
adoção de métodos de ensino.
Como ilustração prática, dêste estudo do diagnóstico escolar na área de aprendizagem poderemos citar o problema de leitura.
As principais dificuldades nesta área foram resumidas em seis categorias, segundo McCallister

a) Métodos de ataque à leitura defeituosos;
b) Inabilidade para estabelecer relações entre os simbolos e sinais verbais;
c) Falta de conhecimentos básicos de técnica de leitura;
d) Deficiência de vocabulário;
e) Inadequaçáo dos métodos de ensino;
f) Falta de clareza e objetividade nas instruções e ordens transmitidas aos alunos.


Ross já afirmava "Poor readers are made and not bom" e continua "Poor teaching, in a larger sense is the chief cause of reading retardation".
Gray declara, "uma leitura bem sucedida em todos os níveis é condicionada pela maturidade física, mental, emocional e social dos alunos e de adaptação apropriada às suas necessidades".

Portanto, são pré-requisitos essenciais de leitura:

a) experiência com base para a interpretação dos simbolos verbais;
b) facilidade razoável no que diz respeito ao uso das idéias;
c) contrôle adequado nas sentenças comuns;
d) bom vocabulário oral;
e) facilidade de enunciação e pronúncia;
f) facilidade na discriminação visual e auditiva;
g) interêsse especial na aprendizagem da leitura;[p.78]

Gates apresehta uma série de testes que revelam e localizam as dificuldades mais freqüentes da leitura ligadas ao
vocabulario oral, a inabilidade para atacar novas palavras. a leitura, de palavras e sílabas e à pobreza de compreensão daquilo que e lido. Como recursos a serem utilizados na correção destas dificuldades sugere jogos de palavras, histórias em sequencia, historias de cooperação, histórias individuais e exercícios especializados.
4. Conclusões:
Em síntese, o diagnóstico escolar favorece os objetivos da educação, uma vez que, através do seu caráter preventivo e corretivo ajuda o aluno, através dos dados e informações que fornece, a desenvolver suas habilidades, aptidôes, e a evitar dificuldades de aprendizagem e de adaptação escolar. Auxilia o professor na sua tarefa educativa, contribuindo com estudos valiosos para o conhecimento mais seguro dos alunos, e para a revisão de sua atuação profissional e dos métodos de ensino; é instrumento indispensável para o orientador e psicólogo escolar uma vez que implica numa avaliação científica do aluno em situação escolar e, finalmente, serve aos pais, educadores e a comunidade em geral, favorecendo o desenvolvimento de personalidades que devem se caracterizar por realizações pessoais e contribuições significativas para si e para a sociedade.
Conclusions:
As a syntesis, the school diagnosis facilitates the achievement of education goals, as much as, through its preventive and corrective caracteristics helps the student with the information it brings, to develop his habilitation, aptitudes ãnd to avoid learning difficulties and school ajustement.
It helps the teacher in her education task, contributing with valuable studies for a sounder knowledge of the students and for a revision of her professional behavior over teaching methods.
It is an essencial implernent for the school counselor and psychologist because it implies a scientific evaluation of[p.79] the student in a school setting and finally, it serves to the parents, the educators and to the community at large helping the development of personalities which must be marked by personal fulfillment and meaningful contributions to oneself and to the society.

BIBLIOGRAFIA


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