Você está aqui: Linha do Tempo/Terceiro Período - 1963 - Buchla Synth
Vídeo demonstrando sons no Buchla 100
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=sOjgUi4uM5c
Outro vídeo demonstrando sons no Buchla 100
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=GW9_Dp4MNrE
Buchla 200 Modular Synthesizer Patching
http://www.youtube.com/watch?v=EUJdOu4z3h4&feature=player_embedded
The Buchla Music Box
http://www.youtube.com/watch?v=0JzOV1MjhJE&feature=player_embedded
Making a simple Buchla 200 System patch
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xQARp_P2Djo


Donald Buchla

Buchla Series 100 (1965)
Imagem: www.vintagesynth.com/misc/buchla/buchla100.jpg

San Francisco Tape Music Center, na década de 60
A partir da esquerda: Tony Martin, Maginnis Bill, Ramon Sender,
Morton Subotnick & Pauline Oliveros
imagem: http://home.swipnet.se/sonoloco11/rabe/int.pic/SFTMCr.jpg

Buchla Series 200 (1970)
Imagem: http://farm1.static.flickr.com/23/25730532_e5c9e20d2c.jpg

O Electric Music Box ( The Music Easel) – (1973)
Imagem: http://farm4.static.flickr.com/3141/2502529657_da9ee1cab8.jpg
Luigi Nono

The Buchla Electric Music Box model 101 (1970 - 1978)
Imagem: http://120years.net/machines/buchla/buchlas101.jpg

Buchla Series 200 (1970)
Imagem: www.vintagesynth.com/misc/buchla/buchla200.jpg

Buchla Series 700 (1987)
Imagem: www.vintagesynth.com/.../buchla700_audities.jpg

Buchla Series 200e (1970 - 1980)
Imagem: http://www.synthtopia.com/content/wp-content/uploads/2008/11/buchla-200e-synthesizer.jpg


1963 - Sintetizadores Buchla

Donald Buchla começou construindo e projetando instrumentos eletrônicos em 1960. Com o tempo ficou sabendo da existência de um gravador multipista no “San Francisco Tape Music Center” e iniciou uma parceria com Subotnick e Sender para construir novos instrumentos. Buchla possuía conhecimento em física e eletrônica, com grande potencial para construir instrumentos eletrônicos. Com o financiamento provindo da Fundação Rockefeller, Buchla construiu em 1963 um sistema modular controlado por voltagem e um step sequencer (sequenciador de passos) para automação de informações musicais, tais como altura e timbre. Através do step sequencer era possível programar uma seqüência de alturas e timbres a serem tocados pelo sintetizador.

O sistema modular Buchla foi desenvolvido um ano antes do primeiro sintetizador criado por Robert Moog, na outra extremidade dos Estados Unidos. Entretanto, os sintetizadores Moog eram mais parecidos com um instrumento tradicional. O Buchla difere do Moog em dois aspectos. O primeiro é que foi o primeiro sintetizador a incorporar um seqüênciador para programação e repetição de uma série de voltagens. Segundo que, ao invés do teclado, o primeiro Buchla utilizava 16 pads sensíveis. Cada um desses pads podia disparar sons programados manualmente, usando ligações e os controles dos painéis, ou podia simular um teclado real usando a escala cromática.

O primeiro instrumento Buchla possuía três seqüênciadores. Dois deles com oito estágios e o terceiro com 16. Existiam três saídas de controle de voltagem para cada estágio. Dois seqüênciadores podiam ser usados em cascata para serem executados simultaneamente, fornecendo seis controles de voltagem por estágio. Uma voltagem podia controlar a altura, outra o panorama e a terceira a amplitude. Através de técnicas de seqüênciamento era possível também programar um ritmo complexo por um longo período de tempo. Buchla e Subotnick iniciaram o aperfeiçoamento do sintetizador modular em 1965. Trabalhando em conjunto criaram o Buchla Series 100.

O San Francisco Tape Music Center mudou-se para o Mills College na Califórnia em 1966, e passou a chamar-se Center for Contemporary Music, ou CCM. Enquanto isso, incentivado com os resultados e a possibilidade de comercialização do novo The Modular Music System, também chamado de Buchla Box, seu inventor estabeleceu sua própria empresa, denominada Buchla and Associates. Entretanto, Buchla possuía maior capacidade de projetar sintetizadores e construí-los do que comercializá-los. Logo, seus sintetizadores foram utilizados pela comunidade acadêmica, não atigindo sucesso comercial. Em 1969, Buchla vendeu os direitos da fabricação do Series 100 para CBS.

Nos Estados Unidos existiam apenas dois grandes fabricantes de sintetizadores até a metade da década de 1970, a Moog e a Arp. Mesmo com a forte concorrência, Donald Buchla desenvolveu em 1970 um sintetizador com osciladores digitais, que chamou de Series 200, que possibilitava ligar circuitos analógicos controlados por voltagem com circuitos digitais. Essa tecnologia abriu as portas para programações complexas pela busca de novos sons. Nesse modelo Buchla ainda inovou, utilizando um sistema de cabos coloridos para facilitar a visualização das ligações entre os módulos.

A próxima invenção foi o Buchla 500 em 1971, com uma matriz possibilitando qualquer conexão entre os módulos de síntese e tela de computador. Em 1972 desenvolveu o Buchla Series 300, um computador controlador que podia ser ligado a módulos do Series 200. O The Music Easel foi produzido em 1973. O instrumento, de pequenas proporções, possuía um teclado com sensibilidade ao toque.

Em 1982 foi fabricado o Buchla 400, totalmente computadorizado incluindo tela e linguagens de programação Midas III, Chops e Patch VI. Através delas, os compositores podiam programar sons e sequencias no Buchla 400. As linguagens foram desenvolvidas para serem de fácil compreensão dos músicos, permitindo que eles criassem novos sons com mais liberdade nas relações entre gosto e resposta musical.

Em 1987 Buchla lançou o Series 700, com três conjuntos de entrada e saída MIDI e controle de voltagem. Continuando uma tradição da Buchla, o sintetizador apresenta pads sensíveis ao invés de teclado. Este modelo disponibiliza 12 vozes com quatro osciladores digitais por voz, totalizando 48 osciladores. O visor central permite editar os pads e a posição de vários controles sensíveis. Utiliza a linguagem Midas VII, que inclui um editor de instrumentos, editor de forma da onda, editor de tabela de afinação e um editor de partitura.

Celebrando os 40 anos de construção de instrumentos eletrônicos, a Buchla relançou o Series 200e, que foi fabricado entre 1970 e meados de 1980. Foi adicionada a interface MIDI, roteamento de ligações entre os módulos, geração de timbres digitais e memória. Por ser um instrumento modular, o sistema podia ser configurado pelo usuário.

Fontes:

http://120years.net/machines/buchla/index.html
http://www.buchla.com/historical/
http://en.wikipedia.org/wiki/Buchla
http://www.synthmuseum.com/buchla/buc10001.html
http://www.vintagesynth.com/misc/buchla200.php