Ciclo de Seminários da Mostra Aula de Cinema do CineEsquemaNovo 2009 tem inscrições gratuitas Os interessados em participar do ciclo de seminários do CineEsquemaNovo 2009 - Festival de Cinema de Porto Alegre podem garantir sua vaga e fazer a inscrição gratuitamente. Para isso, é preciso enviar uma ficha para o e-mail seminarios@cineesquemanovo.org, com dados como: nome completo, profissão e/ ou instituição de ensino ao qual pertence.
Os seminários ocorrem ao lado da Mostra Aula de Cinema, todas as manhãs, de 20 de outubro (terça-feira) a 24 de outubro (sábado). A programação dupla de filmes e palestras acontecerá na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro, a partir das 10h. O objetivo é potencializar o foco desta Mostra entre estudantes e jovens realizadores, através de palestras ministradas pelos jurados das mostras competitivas do CEN 2009, Cezar Migliorin, Christian Saghaard, Maria Helena Bernardes, Maria Henriqueta Satt e Lina Chamie.
Em pauta questões como “Políticas da imagem e o documentário contemporâneo”, “Linguagem e produção de filmes com temática infantil”, “Direção cinematográfica - a função do diretor”, “A participação da imagem em movimento na história da arte e sua presença na produção contemporânea” e ainda “O Documentário e a reinvenção do real”.
Programação dos Seminários:
*As palestras são realizadas após as sessões da Mostra Aula de Cinema na Sala P. F. Gastal, da Usina do Gasômetro
20/10, às 11h, com Lina Chamie
Tema: “Direção cinematográfica - a função do diretor”
A transformação da palavra em imagem e como contar uma história. O seminário abordará os fundamentos da linguagem cinematográfica e a utilização dos recursos narrativos do cinema para transformar palavras escritas (o roteiro) em imagens (o filme).
21/10, às 11h, com Cezar Migliorin
Tema “Políticas da imagem e o documentário contemporâneo”
O lugar do documentário é, freqüentemente, aquele de entrelaçar a comunicação e a poética, a representação e a produção de si e do outro, o roteiro e a cena. Nestas instabilidades, como é possível pensar hoje o documentário como um gesto político? A palestra se centrará em produções brasileiras contemporâneas e suas escrituras para especular sobre essa questão.
22/10, às 11h, com Maria Henriqueta Creidy Satt
Tema “Documentário e a reinvenção do real”
O seminário aborda o documentário como um lugar de fabulação e reinvenção do real. Nesse percurso, apresentará filmes que privilegiam as cinematografias experimentais: das vanguardas de 1920 e 30 aos documentários dos tempos recentes, em seus diálogos estéticos e conceituais com a videoarte e a arte contemporânea. Um apanhado que começa por “Skyscraper Symphony” (1929), de Robert Florey, e chega a “Rua de Mão Dupla” (2002), “A Alma do Osso” (2004) e “Sin Peso” (2007), de Cao Guimarães, passando por “Berlim Sinfonia de uma Metrópole” (1927), de Walter Ruttman, “Daybreak Express” (1958), de D.A.Pennebaker, “Sleep” (1963), de Andy Warhol.e “Rafael França, Obra como Testamento” (2001), de Alex Gabassi e Marco Del Fiol.
23/10, às 11h, com Christian Saghaard
Tema “Linguagem e produção de filmes com temática infantil”
A palestra vai propor uma reflexão sobre a produção brasileira de filmes de curta-metragem destinados ao público infantil. A aproximação do espectador com seu cinema precisa começar já na infância, e é fundamental investir na produção de filmes e oficinas para crianças e adolescentes. O entendimento da linguagem audiovisual é necessário para o exercício da cidadania e isso vale para todas as idades, inclusive para as crianças, pois o cinema incentiva uma postura ao mesmo tempo criativa e crítica em relação às formas de comunicação às quais elas estão expostas em diferentes telas. A criança precisa estar conectada ao mundo audiovisual ao seu redor, sabendo ao mesmo tempo entendê-lo e até se expressar através dele. A conversa incluirá a exibição de dois filmes de Saghaard dedicados a este público: “Isabel e o Cachorro Flautista” e “O Avô do Jacaré”.
24/10, às 11h, com Maria Helena Bernardes
Tema: “A participação da imagem em movimento na história da arte e sua presença na produção contemporânea”
O filme, assim como a performance, são introduzidos como novas possibilidades no cenário da antiarte modernista logo após o final da Primeira Guerra Mundial. Expressões centrais dos espetáculos multimídia dadafuturistas, ambas as linguagens são celebradas como possibilidades de incorporação da experiência temporal às artes plásticas, tradicionalmente definidas como “artes do espaço”, e também como perspectiva de ruptura de suas categorias históricas. A conversa propõe instigar o público ao debate sobre as repercussões da incorporação da imagem em movimento no cenário da arte contemporânea, além da relação entre “filme de artista”, “filme autoral” e “cinema de entretenimento”.