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Acre já tem catalogado cerca de 300 geoglifos, que são aquelas figuras iguais às Linhas de Nazca

 

Já existem 300 geoglifos catalogados, distribuídos em 150 sítios arqueológicos
Já existem 300 geoglifos catalogados, distribuídos em 150 sítios arqueológicos
Foto: Edison Caetano

O Acre guarda um imenso patrimônio arqueológico da América do Sul, que este ano completa 35 anos de sua descoberta: os geoglifos, que são aquelas figuras no chão de formato variado (geométrico, ser humano ou animais) semelhantes às Linhas de Nazca, no Peru. 

A Nazca brasileira foi descoberta em 1977, depois do desmatamento da área onde estão (perto da capital Rio Branco) para a agropecuária. Naquela época, o arqueólogo Ondemar Dias encontrou oito geoglifos circulares, mas o achado não foi largamente divulgado. 

Somente quase 30 anos depois, em 2005, as figuras começaram a ser esquadrinhadas de forma mais intensa, com trabalho comandado pelos pesquisadores Alceu Ranzi, da Universidade Federal do Acre, e Denise Schaan, do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Universidade Federal do Pará. Atualmente, existem cerca de 300 geoglifos catalogados, distribuídos entre 150 sítios arqueológicos. 

“Não há relatos históricos sobre os construtores dessas formações”, explica Denise. “Mas, com base no que se sabemos sobre as populações que habitavam aquela região a partir dos séculos 18 e 19, elas podem ter sido feitas pelos povos aruaque, entre 3 mil e mil anos antes do presente.”

Também não se sabe ao certo para quê as figuras serviam. Especula-se que o local onde elas estão fosse ponto de encontro para rituais, festas, feiras e cerimônias religiosas. “Acreditamos que elas têm significado simbólico religioso ou cultural para os povos”, deduz a professora.

Ela também conta que há outros achados nessas regiões, como “fragmentos de vasilhas de cerâmica e vasilhas quase inteiras, decoradas com desenhos de formas geométricas e espirais, além de alguns poucos fragmentos de pedras de amolar e lâminas de machado de pedra”.

O problema é que assim como o desmatamento revelou essa riqueza, a mesma atividade também vem destruindo o que ainda não foi catalogado. “A maior ameaça são as plantações de cana e benfeitorias feitas em fazendas, além das estradas, que já cortaram muitos geoglifos”, alerta Denise.

Para avistar as formações. É preciso estar a mais de 80 metros de altura, num voo de balão ou avião, para ver um geoglifo. A agência de balão Eme Amazônia (www.emeamazonia.com.br) está prestes a inaugurar esse passeio, e o Governo do Acre planeja construir uma torre de observação.

FONTE: http://www.zone.com.br/destinoaventura/n/nazca-brasileira-acre-ja-tem-catalogado-300-geoglifos/31132