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Eletrobrás apoia projeto de Arqueologia para alunos

Há cinco anos, o projeto Arqueologia Educação Patrimonial introduz os jovens à pesquisa científica e os conscientiza sobre a importância de se preservar o patrimônio histórico. O Arqueologia Educação Patrimonial faz parte do projeto Jovens Talentos – da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do Centro de Ciências do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj) –, e, por isso, seus participantes recebem uma bolsa de R$ 210. O projeto abrange alunos de Angra dos Reis, Rio Claro e Paraty.

Desde que foi criado, 116 jovens já passaram pelo projeto. Alguns alunos são de escolas públicas de Rio Claro e também dos colégios estaduais apoiados pela Eletronuclear em Angra dos Reis e Paraty: respectivamente, o Roberto Montenegro e o Almirante Álvaro Alberto. Além disso, participam do projeto índios da Escola Indígena Estadual Guarani Karai, localizada na aldeia Sapukai, em Angra.

Nanci Vieira, professora do projeto, ressalta que os jovens também recebem orientação vocacional. “Uma das principais diferenças que vejo nos nossos alunos é que eles têm mais segurança na hora de escolher uma profissão”, afirma a docente, que também dá aulas no curso de arqueologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Atualmente, 15 jovens do 2º e 3º anos do ensino médio fazem parte desta iniciativa, apoiada pela Eletrobras Eletronuclear. Durante dois anos, os estudantes têm aulas teóricas e práticas. No último ano, eles também fazem mapeamentos de áreas arqueológicas do município onde moram e realizam uma pré-pesquisa científica, onde alguns alunos são selecionados para apresentar os seus trabalhos na Jornada Científica. O encontro reúne bolsistas do Jovens Talentos de todo o estado do Rio de Janeiro.

Nanci afirma que esse é um momento em que os jovens podem trocar conhecimentos entre si. “O legal é que, na jornada, os alunos têm a experiência de apresentar trabalhos para um número expressivo de pessoas. Isso proporciona uma troca muito enriquecedora, que fecha a participação deles no projeto”, resume a professora.

Manuela Machado, de 20 anos, foi aluna da primeira turma. A experiência permitiu, na época, que ela tivesse contato com o meio acadêmico. “Participávamos de congressos. Foi um grande aprendizado. Isso me permitiu ter mais noção do que é iniciação científica, o que tem me ajudado muito na faculdade”, ressalta a jovem, que estuda arquitetura na Universidade Paulista (Unip).

Para Bruno Carneiro, de 18 anos, o projeto está permitindo que ele aprenda mais sobre outras culturas. “Eu não estou aprendendo somente técnicas arqueológicas, mas também sobre os indígenas brasileiros, principalmente, os índios da nossa região”, relata o jovem, que está no último ano do Arqueologia Educação Patrimonial.

As aulas são realizadasem Praia Brava, em espaços cedidos pela empresa, que oferece ainda transporte e alimentação aos estudantes.

 

Fonte: http://www.avozdacidade.com/site/page/noticias_interna.asp?categoria=3&cod=14599