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Museu Arqueológico de Xingó será reformado

A Chesf fará a reforma, mas ainda não há data definida

Em reunião realizada entre o Ministério Público Federal (MPF), a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS) ficou definido o comprometimento da companhia em realizar melhorias no Museu Arqueológico de Xingó (MAX).

No entanto, embora a UFS administre o museu, não poderá realizar a reforma uma vez que a Chesf ainda está de posse do imóvel. O processo de transferência de posse do prédio para a UFS já está em andamento e segundo previsão da Chesf deve ocorrer no mês de junho deste ano.

A procuradora da República Lívia Nascimento Tinôco cobrou da Chesf providências para a manutenção emergencial dos galpões que abrigam inadequadamente o acervo arqueológico do MAX.

Representantes da Chesf informaram em reunião que a companhia está disposta a patrocinar a reestruturação do MAX e implementação da reserva técnica, via Lei Rouanet, mas até o momento não há previsão para o início das reformas.

O diretor do MAX, Albérico Nogueira de Queiroz, informou que já está em andamento o processo de licitação para dar início as reformas no prédio. “Já está sendo dado início a compra de equipamentos, contratação de pessoal e do levantamento e elaboração do projeto de reforma do museu”, diz o diretor.

Na próxima quarta-feira, 28, técnicos da Chesf vão realizar uma visita ao MAX juntamente com representantes da Universidade, a fim de avaliar quais medidas emergenciais deverão ser tomadas. Segundo afirmou o representante da UFS, Luiz Marcos de Oliveira Silva, um processo licitatório para aquisição de material permanente e de consumo está em andamento e inclui as necessidades do Museu.

Histórico

O MAX foi criado pela Chesf para guardar o material oriundo do resgate arqueológico na área que viria a ser inundada pela represa de Xingó. Um relatório do Centro Nacional de Arqueologia (CNA), órgão ligado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), feito em 2011 a pedido do MPF, apontou diversos problemas na estrutura do Museu e na guarda desse material que estava sendo armazenado em local sem controle de umidade e temperatura. Além disso, muitas peças estão diretamente expostas aos raios solares e a fatores biodegradantes.