Coordenador: Professor Marcello Baquero

Descrição: O processo de fortalecimento democrático no Brasil, nos últimos anos, avançou significativamente produzindo expectativas na população de uma melhor qualidade de vida, mais equidade social, melhores oportunidades de emprego, estabilidade e, no campo social uma cidadania plena. No entanto, ser cidadão não é algo que se materializa naturalmente, é preciso aprender a sê-lo e para isso é essencial que se internalizem valores, normas e crenças que valorizem os princípios democráticos. Neste sentido, no Brasil, o exercício da cidadania está longe de gerar uma cidadania crítica e politicamente interessada. Essa situação se aplica principalmente aos jovens. Ser jovem é difícil num contexto que não proporciona políticas públicas adequadas para atender as demandas básicas (igualdade de oportunidades sociais, econômicas e políticas). Quando os benefícios da pós-modernidade não se estendem para os futuros cidadãos as possibilidades do progresso democrático são constrangidas pelas atitudes e comportamentos de apatia, anomia e indiferença em relação à política. Nesse cenário, a formação da personalidade política, via socialização política dos jovens tende a produzir e reproduzir uma prática política que fragiliza não somente o a formação de capital social e fragiliza a relação estado-sociedade.  Com base nessas características do contexto brasileiro, este projeto busca analisar de que forma o processo de construção democrática no país proporciona as bases para a construção ou não de capital social, levando em conta os dispositivos disponíveis de construção de identidades coletivas da pós-modernidade, tais como a televisão e, nas últimas duas décadas, a internet. Assim, problematizamos como se dá, na atualidade, o processo de socialização política da juventude brasileira. Para responder a essas questões se utilizarão duas pesquisas representativas de cunho quantitativo em três cidades no Sul do Brasil (Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba). A primeira com jovens na faixa etária de 15 a 24 anos e a segunda que será realizada, somente em Porto Alegre com a população em geral, como grupo de controle. 

Situação: Em andamento (2014 - Atual)