Foto: Divulgação Governo BA

Campanha do governo da Bahia alerta para a masculinidade tóxica

O governo da Bahia encampa, desde o ano passado, a campanha Masculinidade Nova, alertando para os riscos da masculinidade tóxica. Além do vídeo institucional, foram feitas peças para redes sociais e mídia externa.

MASCULINIDADE TÓXICA” é um dos temas que têm ocupado cada vez mais espaço nos diferentes meios (acadêmicos, institucionais, organizações sociais) e na sociedade em geral. O termo tem sido definido como “uma crítica aos comportamentos desnecessários e destrutivos, interna e externamente conectados a uma visão de mundo que entende o masculino como superior ao feminino”, onde o “ser homem” é não ser ou não ter qualquer comportamento dito como “feminino”.

Esse padrão masculinidade resulta de uma construção cultural profundamente injusta, repressiva e nociva, que afeta não somente as mulheres, mas, paradoxalmente, também os próprios homens. A construção socialmente arbitrária do masculino e do feminino torna evidente que as desigualdades sociais não são inerentes às diferenças biológicas ou naturais entre homens e mulheres, mas decorrentes de relações sociais ou do modo como as sociedades vêm construindo ao longo da história as relações de gênero.

Esses padrões culturais impõem barreiras difíceis de serem transpostas pelas mulheres. Exigem transformações na sua forma de ver, de ser e estar no mundo, sendo esta uma condição necessária para que também se produzam mudanças no mundo masculino. Ser homem e ser mulher implica em relações sociais entre um e outro, logo a mudança de um leva necessariamente à mudança do outro.

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