Cavernas no Rio Grande do Sul

A constituição geológica do Estado do Rio Grande do Sul não favorece a formação de cavernas. Geologicamente, o estado é subdividido em três domínios bem distintos: o Embasamento Cristalino e as Bacias do Paraná e de Pelotas:



Seção Geológica do Rio Grande do Sul, aproximadamente de NW a SE (Santa Rosa a Mostardas).



Mapa Geomorfológico do Rio Grande do Sul: a Planície Costeira corresponde à porção emersa da Bacia de Pelotas, o Embasamento Cristalino ocupa o centro do estado e o Planalto Basáltico e a Depressão Periférica correspondem à Bacia do Paraná.


A Bacia de Pelotas estende-se ao longo da costa do Oceano Atlântico, formando um espesso pacote principalmente de areias inconsolidadas. A sua maior parte situa-se no Oceano Atlântico.

A Bacia do Paraná é uma enorme Bacia Sul-Americana, ocupando grandes áreas no Uruguai, Argentina, Paraguai e no Brasil. Uma pequena parte desta Bacia ocorre no Rio Grande do Sul, subdividindo-se em uma parte mais elevada e uma parte topograficamente mais baixa. A primeira é formada por derrames de lava, a segunda por camadas de rochas sedimentares bem mais antigas.

Finalmente, no centro do estado afloram rochas muito mais antigas e de gênese muito complexa. Formam uma faixa que se estende do Uruguai para Santa Catarina e Paraná e contém uma infinidade de rochas diferentes - magmáticas, sedimentares e metamórficas, algumas muito antigas, com mais de dois bilhões de anos de idade.


E as cavernas ?

As maiores e mais bonitas cavernas do mundo ocorrem em calcários, que são rochas sedimentares formadas por carbonato de cálcio com ou sem magnésio (calcita ou dolomita). Este tipo de rocha não existe em superfície no Rio Grande do Sul. Existem calcários na porção que corresponde à Bacia do Paraná, mas estão situadas em profundidade e, por isso, não estão acessíveis. O que é chamado de "calcário" no Rio Grande do Sul na realidade são mármores, uma rocha metamórfica formada a partir de calcários. Nos mármores, o carbonato de cálcio recristalizou, formando cristais grande que não se dissolvem facilmente.

Portanto, as "cavernas", "grutas", "grotas", "furnas", "tocas" e "ocas" encontradas em muito municípios gaúchos são, em sua grande maioria, abrigos sobre rochas ou formados por erosão pluvial. Este tópico foi comentado no item "Cavernas, grutas, grotas furnas e tocas" deste site. Entretanto, algumas das "cavernas" são paleotocas. Por isso, o Projeto Paleotocas desenvolveu uma etapa de Prospecção Digital visando uma lista básica de cavernas em solo gaúcho. Da grande maioria não há foto disponível na internet e nem mesmo as Prefeituras que listam as "cavernas" entre suas atrações turísticas disponibilizam uma foto em suas homepages. Muitas são apenas menções. Com o tempo, visitaremos algumas mais próximas. A grande maioria, entretanto, não são de interesse neste projeto de pesquisa, sendo interessantes para outros fins.

A listagem de cavernas, na sua versão atual, pode ser baixada aqui.. Correções são benvindas !





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