Musca domestica

Introdução

       É uma mosca não-hematófaga, que possui distribuição geográfica mundial. Vive habitualmente no domicílio e peridomicílio humanos, na zona urbana e rural. O tamanho da população local dependente muito das condições sanitárias vigentes, ocorrendo sempre em maior quantidade sempre que há deficiência no serviço de coleta de lixo urbano ou tratamento do esterco dos animais.

Biologia do parasito

As fêmeas realizam  a ovipostura sobre matéria orgânica fermentável, como lixo e fezes. Os ovos são brancos, alongados e medem menos de um mm. A eclosão ocorre de oito a 24 horas após a postura. Assim que nasce, a larva começa a se alimentar do substrato, sofrendo duas ecdises (mudas). Após, aproximadamente, cinco dias, a larva abandona o substrato de desenvolvimento e se enterra no solo para pupar. Se o clima for quente, o adulto estará formado em quatro ou cinco dias. O ciclo completo dura, em média, de dez a 14 dias. Nas estações frias, o período do ciclo completo pode prolongar-se por várias semanas, já que o desenvolvimento do inseto é influenciado pela temperatura. A Musca domestica apresenta coloração acinzentada, com quatro faixas longitudinais negras no mesotono. Ela possui o abdome de coloração creme ou amrelada e uma faixa mediana longitudinal dorsal negra. Apresenta grande capacidade de vôo e tem hábitos diurnos, sendo que sempre procura locais bem iluminados e quentes. O inseto é atraído tanto pelo lixo e esterco como pelo leite, substâncias açucaradas, frutas e outros alimentos humanos. O transporte de agentes patogênicos é favorecido pelas características das peças bucais e das extremidades das pernas do inseto. Outro fato que facilita a veiculação de patógenos pelo inseto adulto é a insconstância em se estabelecer num local definido, mudando rapidamente de locais com a presença da matéria orgânica em decomposição (lixo, saídas de esgoto, aterros sanitários, etc.) para o interior das residências, onde podem estar expostos alimentos e objetos. Outro mecanismo conhecido de veiculação de patógenos é a regurgitação alimentar.

Importância e prevenção

Vários patógenos causadores de infecções entéricas e não-entéricas. Assim, dezenas de espécies de vírus, podem ser potencialmente veiculados pela Musca domestica. Ela pode transportar as bactérias da febre tifóide, da disenteria bacilar, das infecções estafilocócicas, os cistos e oocistos de protozoários e ovos de helmintos. O combate à mosca deve ser feito no sentido de eliminar os seus focos de criação. Já que o inseto desenvolve rápida resistência ao uso continuado de inseticidas, as medidas de controle recomendadas são: dar destino adequado ao lixo e aos dejetos humanos ou de animais; impedir o acesso dos insetos às fontes de alimentos (colocar telas em janelas e portas); aplicar inseticidas de efeito residual, nas épocas onde a presença do inseto é maior. Qualquer dessas medidas de controle deve ser realizada criteriosamente, para evitar intoxicação humana pelos inseticidas. Essas medidas contribuem diretamente no controle do inseto e nas doenças vetoriadas pelos mesmos.

 

Musca doméstica