Ações do Projeto PANexus ganham destaque em evento do CNPq

Coordenadora do PGDR, a professora Gabriela Coelho-de-Souza apresentou os cinco eixos do projeto e seus resultados e mostrou produtos feitos a partir das oficinas de capacitação que integram a iniciativa, como o sabonete de mel e cera de abelha tubuna


Professora Gabriela Coelho-de-Souza no evento do CNPq (Foto: CNPq/Divulgação)

Criado com objetivo de fortalecer a governança da sociobiodiversidade para as seguranças hídrica, energética e alimentar na Mata Atlântica Sul, o Projeto PANexus está engajando, fortalecendo e ampliando uma rede de pessoas, instituições, planos e ações voltados ao trabalho com a mata com araucária e as restingas. Além de conectar, qualificar e empoderar os participantes, entre eles produtores rurais, as ações realizadas até o momento têm fortalecido modos de vida e conservado ambientes. Apresentados no II Seminário de Acompanhamento e Avaliação das Chamadas Nexus I e II, que ocorreu entre os dias 11 e 13 de novembro, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília, os resultados do projeto foram elogiados por avaliadores pelo trabalho de articulação de teses.

A apresentação foi realizada pela coordenadora do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) Gabriela Coelho-de-Souza, que destacou a importância do projeto para a bioeconomia. “Temos um eixo de inovação e empreendedorismo, que inclui o desenvolvimento de produtos como o sabonete de mel e cera de abelha tubuna. Esse produto foi considerado símbolo do projeto no encontro de monitoria do PAN Lagoas do Sul (Cepsul/ICMBio), pois foi com a produção desse sabonete que a filha de um agricultor participante passou a valorizar o trabalho de criação de abelhas do pai”, conta a professora. O produto foi resultado de uma das oficinas de abelhas nativas do PANexus, ministrada por Letícia Troian e Joana Bassi. Além de cursos para técnicos e agricultores, o projeto também realiza ações de articulação da rede, eventos, pesquisas e publicações.

O PANexus foi um dos quatro projetos apresentados pela UFRGS no evento, que reuniu mais de 30 iniciativas de todo o país para a conservação e recuperação dos biomas caatinga, cerrado, pampa, mata atlântica e pantanal. Os outros três projetos da universidade foram “Cenários de conservação da vegetação nativa e a sustentabilidade de agroecossistemas no bioma pampa", apresentado pelo professor Valério De Patta Pillar, "Restauração ecológica dos campos sulinos: uma alternativa visando a segurança alimentar, hídrica e o uso eficiente de energia", representado pelo professor Miguel Dall'Agnol e "Segurança energética, hídrica e alimentar dos sistemas de produção em base agroecológica na Região Metropolitana de POA", exibido pelo professor Paulo César do Nascimento. Com exceção do PANexus, que envolve a Mata Atlântica, as outras iniciativas da UFRGS trabalham com o pampa.


Participantes do evento durante mesas de debate (Foto: CNPq/Divulgação)

No mesmo evento, também foram apresentados projetos parceiros do PANexos desenvolvidos por outras instituições. A Embrapa Clima Temperado (CPACT), que fica em Pelotas, mostrou ao público o projeto "Nexo pampa: valorização, manejo e restauração da vegetação nativa como estratégica para as seguranças alimentar, hídrica e energética", representado pelo doutor Adalberto Kaiti Miura. Já a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia apresentou o projeto "Rota dos Butiazais no bioma pampa: conectando pessoas e ecossistemas para a conservação e uso sustentável da biodiversidade", exibido pela doutora Rosa Lia Barbieri, que é muito reconhecido pela rede em torno da conservação dos butiazais em diferentes biomas.

A UFSM, outra instituição parceira da UFRGS, apresentou um trabalho conectado ao PANexus no bioma pampa. A iniciativa agrega o "Programa Conexus - Sistemas biodiversos para inclusão social e qualidade ambiental no bioma pampa: conexões entre abordagem Nexus e o Programa Quintais Sustentáveis", representados pela professora Ana Paula Rovedder, parceira na construção do documento técnico de espécies prioritárias para a restauração da Floresta Ombrófila Mista.

Representando a Embrapa Florestas (CNPF/Embrapa), que fica em Colombo, no Paraná, o doutor Washington Luiz Esteves Magalhães apresentou o projeto "Uso da economia cirtulcar, sistema agroflorestal e da biorrefinaria para mitigar a falta de segurança hídrica, energética e alimentar aos pequenos produtores do Litoral Paranaense", que também tem relação com o PANexus. "A participação dele em atividade do PANexus contribuiu para a construção de redes em prol do projeto que ele coordena", relata Gabriela. 

Conforme a professora, que acompanhou os três dias de evento, ficaram muito claras as relações entre o projeto PANexus e as outras iniciativas apresentadas pela UFSM e unidades da Embrapa, o que mostra a importância do diálogo e das conexões entre as instituições que trabalham para a valorização da sociobiodiversidade.

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