O PAN Lagoas do Sul e a segurança hídrica, alimentar e energética

Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Sistemas Lacustres e Lagunares do Sul do Brasil (PAN Lagoas do Sul) e a participação em sua governança do projeto 'Conservação e uso sustentável da Mata Atlântica: produtos, modelos agroflorestais e governança da sociobiodiversidade', no âmbito da Chamada MCTIC/CNPq NEXUS II: pesquisa e desenvolvimento em ações integradas e sustentáveis para a garantia da segurança hídrica, energética e alimentar nos biomas Pampa, Pantanal e Mata Atlântica

A governança de um ecossistema depende do envolvimento de um grande número de atores cooperando para levantar dados e executar um planejamento. Para as zonas de restinga, ecossistema ligado à Mata Atlântica, na faixa litorânea da região sul do país, foi definido o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Sistemas Lacustres e Lagunares do Sul do Brasil  (PAN Lagoas do Sul), um planejamento estratégico voltado para espécies ameaçadas da planície costeira.

Conheça mais detalhes no vídeo produzido pelo CEPSUL/ICMBio.

 

Ações para a garantia da segurança hídrica, energética e alimentar na Mata Atlântica

A participação na governança das restingas na faixa litorânea é uma das frentes de ação do projeto Conservação e uso sustentável da Mata Atlântica: produtos, modelos agroflorestais e governança da sociobiodiversidade, coordenado pela professora Gabriela Coelho-de-Souza e aprovado na Chamada MCTIC/CNPq NEXUS II: pesquisa e desenvolvimento em ações integradas e sustentáveis para a garantia da segurança hídrica, energética e alimentar nos biomas Pampa, Pantanal e Mata Atlântica. Integram também o projeto os professores Rumi Kubo, Fabio Dal Soglio e Tatiana Miranda.

No final de abril, o CNPq realizou uma reunião para promover o início da execução das 30 iniciativas financiadas. Nos dois dias do encontro, os coordenadores apresentaram as ações planejadas e foram incentivados a estabelecer interações entre os projetos.

Nesse contexto, Gabriela firmou a intenção de inter-relacionar seu projeto com Rosa Lia Barbieri, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Clima Temperado, que propôs projeto relacionado às rotas butiazais (bioma Pampa), e Danilo Rheinheimer dos Santos, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que teve aprovada proposta de atuação relacionada a sistemas agroflorestais no bioma Pampa.

Reunião Nexus


Conservação e uso sustentável da Mata Atlântica

Gabriela explica que o projeto aprovado na chamada Nexus está focado em dois ecossistemas da Mata Atlântica: as restingas – áreas litorâneas que sofrem pressão da urbanização, o que afeta os butiazais – e a floreta ombrófila mista – onde estão as araucárias. “São ecossistemas bastante tensionados, um em função da salinidade, o outro em função do frio. O projeto se propõe a estudar os sistemas agroflorestais, examinando que modelos estão sendo implantados desde São Paulo até o Rio Grande do Sul”, comenta. Esse levantamento será apresentado à sociedade por meio de um observatório da sociobiodiversidade, que pretende elencar dados sobre o que se produz, qual a característica das áreas e das famílias, como é a organização etc.

Em parceria com a UergsCentro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (Cepsul), Embrapa Florestas, Floresta Nacional São Francisco de Paula/RS, Colegiado de Desenvolvimento Territorial (Codeter) Campos de Cima da Serra - RSCodeter Litoral RS e o Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), o projeto, a ser desenvolvido em três anos, pretende trabalhar com agricultores o desenvolvimento de produtos a partir da casca do pinhão, com alto valor energético, e de licor priolenhoso – subproduto desenvolvido pela Embrapa. Nas restingas, está sendo avaliado como estão os modelos agroflorestais para que se possa restaurar as áreas.

Para ambos os ecossistemas serão elaborados modelos agroflorestais – gerados a partir da interlocução com os agricultores – a serem implantados em áreas de preservação permanente, principalmente em matas ciliares e áreas de reserva legal, entendendo-se que são as matas ciliares que fazem a segurança hídrica, no sentido de proteção dos cursos d’água e das nascentes. A segurança alimentar se dá a partir das próprias espécies enquanto geração de alimento. A segurança energética provém dos subprodutos que são extraídos das espécies.

 

Reunião Nexus_UFRGSA UFRGS no Pampa

Essencialmente, o foco da chamada pública Nexus em segurança hídrica, alimentar e energética tem como finalidade principal promover a biodiversidade. Ao total, são 30 projetos em andamento, contemplando cinco biomas: Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Além do projeto vinculado ao PGDR, a UFRGS teve aprovados três projetos voltados para o Pampa. Eles são coordenados pelos professores Miguel Dall´Agnol (Agronomia), Valério de Patta Pillar (Ecologia) e Paulo César do Nascimento (Agronomia Solos).

O professor Fabio Kessler Dal Soglio está organizando um evento, a ocorrer no final da junho, em que poderá feita a divulgação dos projetos aprovados para a comunidade da UFRGS com a intenção de promover a incorporação de mestrandos e doutorandos e de ampliar a formação de redes.

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