PGDR oferece icecake sociobiodiverso na festa de 110 anos da FCE

Doce com bolo de juçara, sorvete de butiá e farofa de amendoim com gengibre surpreendeu os participantes do evento


O icecake sociobiodiverso é um bolo de juçara com sorvete de butiá e farofa de amendoim com gengibre

A comemoração de 110 anos da Faculdade de Ciências Econômicas (FCE) da UFRGS contou com sabores especiais da biodiversidade gaúcha. Realizado na última terça-feira, 26 de novembro, o evento de aniversário da unidade ofereceu aos participantes um icecake sociobiodiverso produzido pelo PGDR. Feito pelas profissionais da gastronomia Juliana Machado Severo e Tatiana Mota Miranda, o doce foi composto por uma base de bolo de juçara com sorvete de butiá em cima, decorado com farofa de amendoim com gengibre, hortelã e flores comestíveis.

As palmeiras juçara (Euterpe edulis Mart.) e butiá (Butia sp.) são espécies nativas da flora do Rio Grande do Sul e estão ameaçadas de extinção. "Não conhecia a juçara, foi a primeira vez que eu comi. Achei muito bom", afirmou a bolsista de comunicação da FCE Julia Carolina Bravo. "Estava muito gostoso, também provei pela primeira vez", contou Thayna Miranda, outra bolsista de comunicação da unidade. Curiosas sobre a fruta que tinham acabado de descobrir, ambas também puderam conhecer a aparência da juçara, por meio de fotos na internet. Elas são exemplos de como a gastronomia pode despertar a busca pelo conhecimento da biodiversidade.


Doces surpreenderam o paladar dos convidados

Diretora do Instituto de Economia da Universidad de la República, no Uruguai, a professora Gabriela Mordecki foi outra participante do evento que provou pela primeira vez uma receita com juçara. "É muito diferente do outro açaí que provei no Brasil, que era mais doce", comentou a pesquisadora, que veio a Porto Alegre para ministrar dois cursos na UFRGS.

Apesar de neglicenciados pelo mercado alimentício tradicional, a juçara e o butiá têm amplo potencial de consumo e grande versatilidade na cozinha. Por isso, o PGDR busca incentivar o uso dessas frutas nativas por meio de uma gastronomia consciente, crítica e sustentável como uma forma de preservação dos biomas mata atlântica e pampa. "A ideia da ação foi fomentar a segurança alimentar e nutricional", explicou a coordenadora do PPG, professora Gabriela Coelho-de-Souza.


Da esquerda para a direita: Gabriela Coelho-de-Souza, coordenadora do PGDR, Carlos Henrique Vasconcellos Horn, diretor da FCE, André Cunha, coordenador institucional do Núcleo de Estudos em Economia Criativa e da Cultura (Neccult), Gabriela Mordecki, da Universidad de la República, e Maria de Lurdes Furno, vice-diretora da FCE

O diretor da FCE, professor Carlos Henrique Vasconcellos Horn, e a vice-diretora, professora Maria de Lurdes Furno da Silva, agradeceram a experiência gastronômica. "Obrigada ao PGDR pelo doce feito especialmente para o aniversário da FCE", afirmou Maria de Lurdes antes de convidar os participantes para cantarem parabéns à unidade.


Chefs de cozinha Tatiana Mota Miranda e Juliana Machado Severo criaram o icecake sociobiodiverso


Gabriela Coelho-de-Souza, coordenadora do PGDR, e Marcelo Conterato, diretor do CISADE (Foto: FCE)


Leonardo Xavier, coordenador substituto do PGDR, e Gabriela Coelho-de-Souza, coordenadora do PGDR


Presente do PGDR para a FCE (Foto: FCE)

Veja mais fotos do evento no Facebook do PGDR e no Flickr da FCE

Texto e fotos: Fernanda da Costa/PGDR

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