PGDR trouxe para o III AgUrb suas redes de articulação

PGDR trouxe para o III AgUrb suas redes de articulação
PGDR trouxe para o III AgUrb suas redes de articulação

Encontro Butiazais-Frutas nativas

Em sua participação no Conselho de Desenvolvimento do Território Rural do Litoral Norte e dos Campos de Cima da Serra, o PGDR atua como um dos animadores da formação de redes de fortalecimento da sociobiodiversidade. Foi por conta deste viés da prática da extensão na pós-graduação que vários dos grupos que trabalham em conjunto com os pesquisadores do programa estiveram presentes no III AgUrb, tanto nos debates como na Feira Comida de Rua. Para citar apenas um exemplo, pode-se mencionar o envolvimento de Alvir Longhi, técnico do Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), coordenador da câmara temática de agroflorestas do Território Rural Campos de Cima e da Cadeia das Frutas Nativas e membro da Rede Ecovida.

A  coordenadora do PGDR Gabriela Coelho-de-Souza, fazendo um balanço do evento realizado entre 17 e 21 de setembro deste ano, ressalta a interlocução do programa com diversos gestores que participaram de mesas, como a Rede Brasileira de Pesquisa em Segurança Alimentar e Nutricional e a Rede Latino Americana de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. Além disso, as saídas de campo promovidas durante o AgUrb deram visibilidade e valorizaram indivíduos e entidades que são parceiros da universidade, da Emater e de ONGs.

Em sua avaliação, a dinâmica dos grupos de trabalho permitiram a integração com pesquisadores de outras universidades com ampla diversidade geográfica. "Foram momentos de muita riqueza, o que mostra uma participação e um grau de excelência do PGDR dentro de várias temáticas, entre elas a sociobiodiversidade, as cadeias curtas, as políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, incluindo a discussão sobre os produtos tradicionais", avalia.

 

20 anos - Dando início às comemorações que celebram duas décadas de programa, em 2019, durante a conferência internacional o PGDR realizou a mesa redonda Desenvolvimento Rural, Agricultura e Alimentação: 20 anos de história e perspectivas futuras. Os debatedores foram os professores Paulo Waquil, Catia Grisa, José Carlos dos Anjos, Gabriela Coelho-de-Souza e Mireya Eugenia Valencia Perafán (UnB). Ao final das apresentações, que consistiram em um resgate histórico das diversas fases do programa, a plateia fez muitas demonstrações de afeto e respeito pelo PGDR.

Após o debate, os participantes foram convidados para um coquetel. Mais de 120 pessoas prestigiaram a celebração, que contou com receitas da sociobiodiversidade, valorizando as frutas nativas do sul do Brasil e o diálogo com as receitas amazônicas. Além da comunidade do PGDR, participaram vários pesquisadores, instituições internacionais, nacionais, estaduais e territoriais. Destaque para a presença do professor Renato Maluf, coordenador da Rede Brasileira de Pesquisadores em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, da professora Mireya Perafán, da Rede de Pesquisa e Gestão em Desenvolvimento Territorial (RETE), do professor Flávio Barros, da Sociedade Brasileira Etnobiologia e Etnoecologia, e de Agta Ikuta e Sabrina Milano da SDR, do Comitê Gestor Pleapo-RS.

Também em alusão às duas décadas de atuação, foi promovida pelo Grupo de Estudos em Saúde Coletiva (GESC) a exposição fotográfica Manifesto Visual. Segundo Tatiana Gerhardt, uma das organizadores, “a mostra é importante para projetar o futuro, pensando em novas perspectivas de produção de conhecimento. A utilização de imagens na pesquisa  e os referenciais teórico-metodológicos ligados aos estudos decoloniais entram na tentativa de ampliação dos horizontes dentro do PGDR”. Além disso, dão sustentação à nova linha de pesquisa, que trata de territorialidades, bem-viver, saúde coletiva e alimentação. O GESC apoiou a organização do III AgUrb e foi um dos proponentes de um simpósio autogestionado sobre agrotóxicos.

 

Articulação - Na programação do PGDR no AgUrb, também foi realizado o terceiro encontro da Rota dos Butiazais - Red Palmar com a Cadeia Solidária das Frutas Nativas, ligada à Rede Ecovida. Representantes de ambas participaram do painel Alimentação e agricultura em uma sociedade urbanizada: uma agenda de múltiplos atores. Também foram promovidas oficinas sobre PANCs e biodiversidade com o apoio do Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional – ASSSAN Círculo, lançado durante o evento, no âmbito do PGDR e CISADE.

Para a coordenação do PGDR, a contribuição do AgUrb para o desenvolvimento rural foi trazer uma discussão que está relacionada a diferentes dimensões do indivíduo, da comunidade, da região, do estado e dos países, no sentido de refletir sobre a soberania dos processos alimentares. "Pensar nesta força impulsora de buscar articular agricultura familiar e povos e comunidades tradicionais dentro de contextos de produção sustentável traz essas diferentes escalas de análise do desenvolvimento rural, que vão desde o contexto local até o contexto global", comenta. Aponta, também, a importância de debater temas como as mudanças climáticas, as questões agroalimentares, a fome no mundo e as diferentes estratégias dos países que estão envolvidos nestas temáticas que mostram o quanto o desenvolvimento rural está conectado nesta questão mais ampla.

 

[Colaborou Bruna Karpinski]

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