Projeto PANexus fortalece a governança da sociobiodiversidade para segurança hídrica, energética e alimentar

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A conservação de espécies e ambientes, a garantia de fornecimento de água, energia e alimentos às comunidades e a valorização de modos de vida sustentáveis e tradicionais foram o centro das discussões ocorridas na I Oficina do Projeto PANexus Restinga, em Pelotas (RS), entre 12 e 14 de março.

Realizada na sede do Centro de Capacitação de Agricultores Familiares da Embrapa Clima Temperado, a oficina teve a participação de 40 pessoas envolvidas nas ações do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Sistemas Lacustres e Lagunares do Sul do Brasil (PAN Lagoas do Sul), um planejamento estratégico voltado para espécies ameaçadas da planície costeira.

Walter Steenbock, analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (CEPSUL) e coordenador do PAN Lagoas do Sul, salienta que a integração é uma iniciativa piloto de articulação entre conservação de espécies e ambientes e segurança alimentar, nutricional, energética e hídrica de comunidades que praticam modos de vida próprios da planície costeira do sul do Brasil.

Representante da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do RS no PAN Lagoas do Sul, Joana Bassi ressalta que, além de fortalecer a articulação em rede entre as diversas pessoas, instituições e comunidades tradicionais que atuam no âmbito do território do PAN, o encontro possibilitou dimensionar o status de desenvolvimento das 157 ações desenvolvidas no primeiro ano de execução do plano.

“A partir da análise coletiva das ações que compõem a matriz de planejamento, foi possível avançar no entendimento dos rumos do PAN, desde o fortalecimento das estratégias de comunicação e divulgação, passando pela amplificação de seu papel politicamente estratégico em relação a conflitos socioambientais, até as inter-relações potenciais com demais projetos em execução, como o GEF Pró-Espécies”, avalia.

Segundo Joana, o Projeto Estratégia Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (Pró-Espécies), financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), prevê a elaboração de um conjunto de outros PANs territoriais no Rio Grande do Sul, abrangendo espécies até então não contempladas na política de conservação e entrando em intersecção territorial em relação ao PAN Lagoas do Sul.

“Na perspectiva das sinergias entre ações e instituições, articularam-se quatro eixos centrais de atuação futura ligados aos objetivos específicos do PAN: políticas públicas, economias alternativas e restauração de restingas, normatizações e licenciamento e educação socioambiental”, conclui.

A parceria entre o PAN Lagoas do Sul, o projeto PANexus, o PGDR e o Círculo de Referência em Agroecologia, Sociobiodiversidade, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (ASSSAN Círculo) fomenta uma experiência de integração que aposta no enfoque territorial e objetiva fortalecer a governança da sociobiodiversidade para segurança hídrica, energética e alimentar.

 

[foto: Maya Ribeiro Baggio]

Publicação: 02/abr/2019

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