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30/04/2013
  • Seminário Franco-Brasileiro sobre a Questão Agrária e Agricultura Familiar ocorreu em Paris com participação e apoio do PGDR/ UFRGS.

Ocorreu nos dias 24 e 25 de abril 2013 o Seminário Franco-Brasileiro "Dialogues contemporains sur la question agraire et l'agriculture familiale au Brésil et en France", realizado no Anfiteatro Tisserand, na AgroParisTech em Paris - França. Este Seminário foi realizado pelo Laboratoire Dynamiques Sociales et Recomposition des Espaces (Ladyss/CNRS) e pela UFR Systemes Agraires et Developpement Rural (SADR/ AgroParisTech) e teve entre os seus organizadores o Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR/ UFRGS), representado pelo professor Lovois de Andrade Miguel, atualmente realizando pós-doutorado na AgroParisTech. Igualmente, o professor Lovois apresentou na sessão 5 deste seminário, o trabalho intitulado "Evolução dos Sistemas Agrários no RS".

 


Neste seminário, diversos pesquisadores da França e do Brasil debateram temas relacionados à questão agrária e a agricultura familiar, em especial relacionado aos desafios impostos à agricultura familiar, as políticas públicas para a agricultura, a agroecologia, as metodologias de pesquisa nos estudos rurais e as perspectivas para a agricultura familiar no século XXI.

O Seminário contou com a presença de pesquisadores ilustres nos estudos agrícolas e rurais, tanto da França quanto do Brasil. Destacam-se, por exemplo, as presenças de Marcel Jollivet (Ladyss/Cnrs), Marc Dufumier (AgroParisTech), Jean Paul Billaud (Ladyss/Cnrs), Hubert Cochet (AgroParisTech) Bernard Roux (AgroParisTech/Académie de l'Agriculture), Jacques Rémy (Inra), Philippe Léna (IRD), Afrânio Garcia Jr. (EHESS), Sérgio Pereira Leite (UFRRJ), Leonilde Medeiros (UFRRJ) e Maria Nazareth Wanderley (UFPE), dentre outros.

 

Cabe destacar que este evento foi transmitido por webconferência para todo o Brasil com o apoio técnico e utilizando sistema de videoconferência disponibilizado pelo Núcleo de Educação a Distancia do IEPE/ PGDR/ UFRGS (http://www.ufrgs.br/nucleoead). Todas as intervenções e debates foram transmitidos ao vivo pela internet, com tradução simultânea para o português. Com isto, além dos 80 participantes presenciais, outros 110 participantes puderam assistir às palestras e debates e também participar do evento via chat diretamente do Brasil. Igualmente, com o intuito de permitir a preparação dos participantes, a divulgação das apresentações e intervenções assim como as demais atividades relacionadas a realização do evento, foi adotado pela coordenação do evento e utilizada nestas atividades a plataforma de ensino a distancia da UFRGS (Moodle/ UFRGS).

 

02/04/2013
  • Valores de bolsas de pós-graduação são reajustados

As bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) foram reajustadas em cerca de 10% sobre valor vigente em março. O pagamento com os novos valores será feito a partir de maio.

A partir de 1º de abril, a bolsa de mestrado passará de R$ 1.350 para R$ 1.500, a de doutorado, de R$ 2.000 para R$ 2.200, e por fim, a bolsa de pós-doutorado será reajustada de R$ 3.700 para R$ 4.100. Este é o segundo reajuste em menos de um ano. Em maio de 2012, o governo federal também concedeu um reajuste de 10% para mestrandos, doutorandos, pós-doutorandos e alunos de iniciação científica.

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o novo reajuste faz parte da política para aumento do número de mestres e doutores na educação superior. "O reajuste de bolsas é fundamental para estimular jovens talentos", salientou.

Nos últimos quatro anos, a Capes expandiu o Sistema Nacional de Pós-Graduação e aumentou a oferta de bolsas. Em 2008, havia cerca de 40 mil bolsistas no país. Em 2011, foram concedidas 72.071 bolsas de pós-graduação e 30.006 no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Em 2012, foram mais de 127 mil bolsas em todas as modalidades. Já o CNPq, em todas as modalidades, no mesmo período, aumentou a oferta de bolsas de 63 mil para cerca de 81 mil.

Qualificação – A bolsa é um instrumento para viabilizar a execução de projetos científicos, tecnológicos e educacionais nas pesquisas e projetos apoiados pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O MEC e o MCTI, por meio da Capes e CNPq, mantêm programas de qualificação na educação superior, entre eles, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e o Ciência sem Fronteiras, que concede bolsas no exterior para alunos de graduação em cursos das áreas de exatas.

Antes do reajuste do ano passado, o último reajuste de bolsas de pós-graduação no país havia sido em junho de 2008, quando as de mestrado passaram de R$ 940 para R$ 1,2 mil e as de doutorado de R$ 1,3 mil para R$ 1,8 mil. Entre 2004 e 2008, houve três aumentos, em que as bolsas obtiveram reajuste de 67% sobre os valores de 2002.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC

 

14/03/2013
  • Doutoranda do PGDR é agraciada com o 8º Prêmio Igualdade de Gêneros

Carolina Braz de Castilho e Silva, doutoranda em Desenvolvimento Rural no PGDR, foi agraciada com o 8º Prêmio Igualdade de Gêneros, promovido pelo CNPq, na última sexta-feira, dia 08/03.

O artigo intitulado "Gênero e Pluriatividade na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul: um estudo sobre Veranópolis e Salvador das Missões" resulta da sua dissertação de mestrado em Sociologia, sob orientação do Prof. Sérgio Schneider (PGDR/PPGS - UFRGS).

Este e os demais trabalhos agraciados podem ser encontrados no link: http://www.cnpq.br/web/guest/noticiasviews/-/journal_content/56_INSTANCE_a6MO/10157/908294

 

20/12/2012
  • IEPE inaugura novas instalações

Nesta terça-feira, 18, o Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas – IEPE – inaugurou seus novos espaços, com o intuito de melhor atender à comunidade e de acompanhar o aumento do número de alunos, bem como a expansão dos cursos e programas de pós-graduação sediados no edifício. A cerimônia ocorreu no próprio IEPE, situado na Av. João Pessoa, 31 – Campus Centro.

O momento foi celebrado por professores, servidores técnico-administrativos, estudantes, pós-graduandos e membros da administração central. O diretor do IEPE Carlos Mielitz Netto agradeceu a todos que participaram da cerimônia e que contribuíram com o projeto. Ele comentou ainda que, para os próximos anos, os desafios do Centro são a criação de um instituto multidisciplinar, que expanda ainda mais as linhas de pesquisa; e a ampliação do prédio em um novo andar, de forma que comporte um número maior de grupos de estudo e de profissionais.

O professor Egon Fröhlich, colaborador do PGDR, programa de pós-graduação sediado no edifício, falou sobre a história daquele espaço, tão importante na trajetória dos estudos agrícolas no Rio Grande do Sul. Ele observou as mudanças pelas quais passou o programa, a quantidade expressiva de estudantes estrangeiros que recebe e a qualidade dos profissionais formados ali, muitos em posições de destaque no cenário nacional. “Este era antigamente um lugar úmido, desgastado, com paredes em ruína. E hoje abriga conhecimento e grandes profissionais”, lembrou Fröhlich.

Galeria de imagens

Fonte: site da UFRGS

 

10/12/2012
  • UFRGS é melhor universidade brasileira em avaliação do MEC

“O resultado da avaliação demonstra o acerto das nossas políticas acadêmicas. A busca da excelência é um dos pilares da gestão da UFRGS e forma a base do projeto de Universidade de Classe Mundial que agora iniciamos.” A afirmação do reitor Carlos Alexandre Netto expressa o significado da avaliação divulgada nesta quinta-feira, pelo ministro da Educação Aloízio Mercadante, que coloca a UFRGS entre as onze melhores instituições de ensino superior do Brasil. No grupo das universidades, a UFRGS aparece em primeiro lugar, com o mais alto Índice Geral de Cursos do país, de 4,28. Com este resultado, a UFRGS, mais uma vez, atinge o conceito 5, valor máximo do IGC calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC).

O cálculo do IGC inclui a média ponderada dos Conceitos Preliminares de Curso (CPC) e os conceitos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável por avaliar os programas de pós-graduação das instituições. Já o CPC avalia o rendimento dos alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - Enade (55% do total da nota), a infraestrutura (15%) e o corpo docente (30%). O resultado do CPC 2011 considerou 4.403 universidades – sendo 2.642 públicas e 1.761 privadas – além de 2.245 faculdades e 928 centros universitários.

Rankings a partir dos dados do Inep

Posição entre universidades / Instituição / UF / IGC 

1 / UFRGS / RS / 4,28 
2 / UFABC / SP / 4,26
3 / UFLA / MG / 4,25
4 / UNICAMP / SP / 4,22
5 / UFMG / MG / 4,14
6 / UFV / MG / 4,08
7 / UFTM / MG  / 4,05
8 / UFSCAR / SP / 4,02
9 / UFSC / SC / 3,98
10 / UNIFESP / SP / 3,95

Posição Geral  / Instituição / UF / IGC 

1 / EBEF / RJ / 4,83
2 / SLMANDIC / SP / 4,66
3 / ITA / SP / 4,60
4 / FACAMP / SP / 4,56
5 / FAJE / MG / 4,46
6 / INSPER / SP / 4,43
7 / FGV / RJ / 4,41
8 / EG / MG / 4,40
9 / FGV-EAESP / SP / 4,39
10 / FUCAPE / ES / 4,36
11 / UFRGS / RS / 4,28

94% dos cursos da UFRGS receberam pontuações altas

Numa escala de 1 a 5, expressiva maioria dos cursos da UFRGS (94%) obteve Conceito Preliminar de Curso (CPC) entre a pontuação 4 e 5. Tiveram o maior conceito 28% dos cursos de graduação da instituição gaúcha.

UFRGS é melhor universidade brasileira em avaliação do MEC

Licenciatura em Artes Visuais é o único do país com conceito 5 - Foto: Thiago Cruz


Cinco graduações da UFRGS estão classificadas como as melhores do país: Artes Visuais (Licenciatura), Engenharia Elétrica, Letras (Bacharelado), Matemática (Bacharelado) e Música (Licenciatura). A licenciatura em Artes Visuais é a única no país com CPC 5. Os cursos de Engenharia da Produção, Engenharia da Computação e Ciências da Computação figuram como os segundos melhores do país e os mais bem avaliados no grupo das universidades federais. A área de Engenharia da UFRGS foi destaque ainda com Engenharia de Alimentos (3º melhor) e Engenharia Ambiental, Metalúrgica, Materiais e Química, que figuram em 4º lugar.

Ao comemorar os índices, o reitor agradeceu à comunidade universitária. “Estão de parabéns todos os professores, estudantes e técnico-administrativos que fazem da UFRGS a melhor universidade do Brasil”, afirmou.

Os dados completos da avaliação do ensino superior brasileiro podem ser consultados no site do Inep.

Fonte: site da UFRGS.

Destaque na imprensa geral:

Site G1 - Globo - veja +
Site do Terra - veja +
Site Zero Hora - veja +


03/12/2012
  • Aluno do PGDR participa de conferência em homenagem a Elinor Ostrom

Márcio de Araújo Pereira, doutorando do PGDR sob a orientação do Prof. Marcelino de Souza e coorientação do Prof. Sérgio Schneider, participou entre os dias 29 de novembro e 01 de dezembro da Conferência Design and Dynamics of Institutions for Collective Action, realizada em Utrecht, Holanda. A conferência é um tributo a Elinor Ostrom, falecida em 12 de junho deste ano, primeira e única mulher a receber o Prêmio Nobel de Economia (2009). Participaram do evento como apresentadores e palestrantes, 60 destacados pesquisadores selecionados ao redor mundo que apresentaram resultados de suas pesquisas relacionadas ao governo e gestão dos bens comuns e a evolução das instituições para a ação coletiva, tema este que destacou Ostrom como uma das mais eminentes cientistas de seu tempo. 

Márcio, único brasileiro entre os selecionados, apresentou o trabalho intitulado The Collective Action of Social Actors on Governing the Commons in the Surroundings of Protected Areas in Brazil, no qual foram apresentados resultados decorrentes de pesquisas realizadas no entorno do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, buscando compreender como os diversos atores afetados pelo processo de criação de uma área protegida organizam-se e desenvolvem ações coletivas para a gestão dos recursos comuns.

Informações adicionais sobre a programação e participantes podem ser colhidas no site oficial do evento:
http://www.collective-action.info/conference/

 

30/11/2012
  • IEPE 60 Anos - Programa "Conhecendo a UFRGS" irá ao ar pela UNITV Canal 15 NET

Referência no Rio Grande do Sul e no Brasil pelo seus trabalhos no cálculo de indicadores econômicos, o IEPE (Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas), que completará 60 anos em 2013, foi destaque de uma matéria no Programa "Conhecendo a UFRGS" pelo canal UNITV, 15 da NET no dia 20/11/2012 às 20:00, com reprise às 23:00 do mesmo dia.

Assista ao vídeo:

Atualmente responsável por dois indicadores importantes: O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e o Cesto Básico, o IEPE completará 60 anos em 2013.

Veja+ no Jornal da UFRGS - pág.3

 

26/11/2012
  • Mais de 20 entidades assinam documento final dos Seminários de Agroflorestas e de Frutas Nativas

Nesta sexta-feira (23/11), último dia do I Seminário de Agroflorestas do RS e do II Seminário de Frutas Nativas do RS, mais de 20 instituições participaram da assinatura, no auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, do documento com as principais demandas identificadas e discutidas durante os três dias de programação dos eventos. A Carta foi entregue a representantes do Legislativo e da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR). Os eventos foram promovidos pela Emater/RS-Ascar, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Embrapa Clima Temperado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e ONG Ingá Estudos Ambientais.

   

A Carta - elaborada a partir da compilação dos dados e das experiências sistematizadas ao longo do desenvolvimento do projeto Agroflorestas, além de outras questões suscitadas durante os seminários - apresenta as principais demandas referentes a quatro eixos temáticos: manejo, beneficiamento, comercialização e formação de redes, construídos a partir de eventos regionais. O documento foi entregue ao deputado Jéferson Fernandes, representando a Assembleia Legislativa, e ao representante da SDR, Rodrigo Rodrigues, pelo agricultor familiar Mário Araújo, pelo quilombola Manoel Boeira, e pelo cacique Guarani José Cirilo.

   

Entre as inúmeras demandas apresentadas estão qualificar o diálogo entre agricultores, técnicos e órgãos ambientais; buscar a simplificação dos processos autorizatórios para o manejo agroflorestal, conforme previsto em Lei; tornar acessível a legalização das atividades de manejo e produção agroflorestal; incentivar o desenvolvimento de viveiros florestais e mercados institucionais para sementes e mudas florestais nativas; reconhecer o manejo florestal e a legalização do produto da agroflorestal; promover e valorizar os frutos nativos; incentivar as formas associativas das agroindústrias; ampliar os espaços públicos para a comercialização dos produtos; garantir acesso às políticas públicas; fortalecer as redes e a troca de experiências; e melhorar o uso das tecnologias da informação e a comunicação; e buscar a participação efetiva dos movimentos sociais nas discussões.

   

A professora do Programa de Pós-Graduação e Desenvolvimento Rural da UFRGS, Gabriela Coelho-de-Souza, lembrou que o processo está em construção. “Conseguimos avançar na questão do manejo sustentável e aprofundamos na temática das agroflorestas e dos sistemas sustentáveis de produção. A academia e a assistência técnica conseguiram abordar a questão quilombola e indígena, demonstrando o comprometimento das instituições. Isso mostra o avanço no sentido de um grupo de trabalho que está buscando soluções”, destacou Gabriela.

Carta das Agroflorestas e Frutas Nativas do Rio Grande do Sul 2012

Projeto Agroflorestas
O Projeto Agroflorestas, desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, identificou 149 experiências agroflorestais manejadas por agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais nas diferentes regiões fitoecológicas, em 75 municípios do Estado do Rio Grande do Sul.

Sistemas Agroflorestais
São sistemas produtivos que visam à manutenção e à conservação dos recursos da biodiversidade e o equilíbrio ambiental, congregando a produção de alimentos (grãos, tubérculos, frutas, etc) e de produtos das florestas (madeireiros, como lenha e madeira sólida para construção civil e fabricação de móveis; e não-madeireiros, como plantas bioativas, frutas, sementes, casca de árvores, etc). “É um sistema que busca não apenas o aproveitamento econômico dos recursos naturais, mas principalmente a sinergia entre todas as espécies envolvidas”, explica o engenheiro florestal e coordenador dos seminários pela Emater/RS-Ascar, Antônio Borba.

Foto Kátia Marcon

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
Jornalista Raquel Aguiar
imprensa@emater.tche.br
(51) 2125-3105
(51) 9918-6934

26/11/2012
  • Seminários de Agroflorestas e Frutas Nativas encerram com ciclo de palestra

No encerramento do I Seminário de Agroflorestas do RS e o II Seminário de Frutas Nativas do RS, que aconteceu na Assembleia Legislativa do RS, dia 23/11, teve palestras de importantes pesquisadores que se dedicam especialmente ao tema agroflorestas e frutas nativas. O evento foi promovido pela EMATER/ASCAR-RS, UFRGS, Instituto de Pesquisas Ambientais (INGA), Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e Embrapa Clima Temperado.

O professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Joel Donazzolo, iniciou as apresentações com a palestra “De Genes a paisagens: lições de pesquisa e da prática agroecológica para políticas públicas de conservação e usos de espécies nativas”.  O pesquisador mostrou que é possível realizar trabalhos sobre espécies nativas para o desenvolvimento do potencial produtivo e sua conservação a partir de políticas públicas. Apresentou trabalho que desenvolve na serra gaúcha, onde está sistematizando o conhecimento local, associado à conservação e manejo da goiabeira serrana para cultivo doméstico. Essa iniciativa está promovendo a conservação pelo uso da espécie, através de pesquisa participativa e envolvimento dos agricultores. De acordo com Donazzolo, a goiabeira serrana, assim como outras espécies nativas, tem potencial pouco aproveitado no Estado e no país. Na Nova Zelândia, por exemplo, ela é muito conhecida, pois está presente em diversos produtos alimentícios e a Colômbia tornou-se o maior produtor dessa fruta.

Logo após, o professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Jorge Vivan, apresentou a palestra “Desafios sistêmicos para o futuro das frutíferas nativas”, apontando estratégias para o fortalecimento dos trabalhos com Sistemas Agroflorestais e frutas nativas, a partir de roteiro de análise de política pública. O primeiro ponto para a estratégia seria a avaliação da economia política e estruturas de governança, onde se deve questionar quem toma as decisões, para quem, quem se beneficia, quais as motivações e quais os benefícios potencialmente associados a um maior apoio para as frutas nativas. Alguns dos principais pontos que o pesquisador trouxe para ajudar na construção dessa estratégia abrangem – envolver múltiplos atores, identificar conexões existentes (feiras ecológicas, demanda privada), identificar resultados ambientais desejados, definir responsabilidades institucionais, divulgação e debates, transformar acordos em políticas, fortalecer as iniciativas para manter as parcerias entre outras propostas apresentadas.

Para fechar o ciclo de palestras, o engenheiro florestal, Jean Dubois, representante da Rede Brasileira Agroflorestal (REBRAF), explanou sobre “Diretrizes sugeridas para um desenvolvimento agroflorestal sustentável no RS”. Dubois apresentou casos de sistema silvopastoril, onde foram associadas faixas arborizadas com pastagens, beneficiando o aumento da produção de leite. Mostrou também que através da integração lavoura – pecuária - floresta é possível melhorar as condições dos animais e aumentar a renda dos produtores. Citou alguns exemplos de agroflorestas que acontecem no RS, como a citricultura agroflorestal, desenvolvida pela Ecocitrus, a erva-mate agroflorestal, o silvibananeiro no Litoral Norte e o sistema faxinal. De acordo com Dubois, a melhor opção para o agricultor familiar com falta de mão-de-obra, é investir numa produção de mais rendimento e menos mão-de-obra de manutenção. Entre as sugestões, o pesquisador apontou o beneficiamento de frutas, como o processo de desidratação, o investimento no capital de plantio de madeiráveis e a produção de mel integrado às agroflorestas.

O Seminário, que aconteceu nos dias 21, 22 e 23 de novembro, é uma realização do projeto Fortalecimento das Agroflorestas no RS: formação de rede, etnoecologia e segurança alimentar e nutricional, executado pela EMATER/ASCAR-RS e UFRGS, através do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) e o Projeto Pró Frutas Nativas de Porto Alegre, desenvolvido pela ONG INGÁ e a parceria da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Embrapa Clima Temperado e ONG Sementes da Vida e os patrocínios do Banrisul, SDR, CNPq, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Secretaria do Meio Ambiente de Porto Alegre (SMAM).

Assessoria de Comunicação Projeto Agroflorestas do RS
Simone Moro
imprensa.prisma@gmail.com


23/11/2012
  • I Seminário de Agroflorestas  e II Seminário de Frutas Nativas do RS proporcionou debates e trocas de experiências

O segundo dia do encontro (22/11), realizado no Centro de Formação Sepé Tiarajú, em Viamão, foi dedicado a trabalhos em grupo para debater dificuldades, potencialidades e demandas sobre Sistemas Agroflorestais (SAFs). Cerca de 150 participantes, entre agricultores, Guaranys, quilombolas, técnicos e pesquisadores de diversas regiões do Estado participaram das discussões com grandes expectativas.   Agricultores familiares, indígenas e quilombolas há muito tempo produzem e exploram de forma sustentável produtos da agrofloresta, em especial as frutas nativas, como forma de geração de renda, garantia de segurança alimentar e nutricional, contribuindo para a conservação da agrobiodiversidade. Porém, eles se deparam constantemente com dificuldades legais referentes ao manejo, comercialização e beneficiamento desses produtos.

O I Seminário de Agroflorestas do RS e o II Seminário de Frutas Nativas do RS são uma realização do projeto Fortalecimento das Agroflorestas no RS: formação de rede, etnoecologia e segurança alimentar e nutricional, executado pela EMATER/ASCAR-RS e UFRGS, através do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) e o Projeto Pró Frutas Nativas de Porto Alegre, desenvolvido pela ONG INGÁ e a parceria da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Embrapa Clima Temperado e ONG Sementes da Vida e os patrocínios do Banrisul, SDR, CNPq, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Secretaria do Meio Ambiente de Porto Alegre (SMAM).

De acordo com a professora do PGDR/UFRGS, Gabriela Coelho-de-Souza, está é uma oportunidade para propor demandas no sentido de orientar políticas públicas estaduais e municipais visando fortalecer a produção agroflorestal no Estado.

Abrindo as discussões da manhã, 12 agricultores apresentaram suas experiências com produção em agrofloresta.  A família Bellé apresentou o trabalho que desenvolve na produção de sucos da floresta há cerca de 7 anos.  Cultivam grande  diversidade de espécies nativas e convencionais de forma orgânica, resultando em cerca de 300 produtos processados.  A agricultora Franciele Bellé  expôs sobre a dificuldade de obter o registro dos produtos.  Até o momento conseguiram registrar somente os sucos de araçá, butiá, guabiroba, goiaba, maçã com açaí e uva. Esperam registrar outros  sucos, como o de ananás, pitanga, jabuticaba e sete capotes. “Temos esperança de que a legislação facilite o registro dos produtos processados”, afirmou Franciele.


Os debates foram realizados dentro da perspectiva de quatro eixos – manejo, comercialização, beneficiamento e redes, resultando no levantamento de inúmeros problemas e demandas referente a Sistemas Agroflorestais .  Nas discussões, os agricultores afirmaram que necessitam mais informação sobre legislação, para facilitar a regularização da atividade. Há falta de clareza e flexibilidade da legislação para manejo da mata nativa e das agroflorestas.  Gostariam que fosse simplificado o registro e licenciamento dos produtos da agrofloresta e a legislação fosse diferenciada para agroindústria familiar. Foi sugerida a formação de um grupo autônomo de agricultores e instituições para garantir o fortalecimento do trabalho sobre SAF, mesmo nas trocas  de governos. Além da necessidade de organização de banco de sementes para trocas locais e  perpetuação das espécies e da busca pelo apoio dos consumidores.Uma das demandas propostas  foi o incentivo através de recursos financeiros para implantação de unidades de referência em SAF agroecológico e cursos de formação para agricultores.

Outra importante questão versou sobre como incentivar o jovem a permanecer no campo, mostraram que formação em agroecologia, incentivo em trabalhar junto com a família,  trocas de experiência e acesso a novas tecnologias contribuem para a sua permanência na propriedade rural. O estudante da Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul, Yan Gusson, acredita que a agrofloresta é uma forma de cultivo mais atrativa para os jovens se envolverem no trabalho agrícola.

À tarde os grupos foram divididos por eixos: manejo, beneficiamento, comercialização e redes, reunindo todas as informações debatidas anteriormente.  Algumas  instituições convidadas abriram as discussões em cada grupo com apresentação de suas experiências. No grupo do Manejo, a SEMA apresentou alguns esclarecimentos sobre a legislação e a possibilidade de alguns procedimentos poderem ser alterados, conforme  demandas dos produtores. No Beneficiamento, o agricultor João Matos de Nova Santa Rita, apresentou a caminhada em regularizar produtos medicinais provenientes de sua agrofloresta medicinal e a Ecocitrus apresentou sua experiência na forma de organização das famílias envolvidas no beneficiamento de produtos. No debate sobre Comercialização,  o Centro de Tecnologia Alternativas Populares (CETAP) apresentou o programa Sabores Nativos que está desenvolvendo no Estado para promover e valorizar as frutas nativas e o Opac Litoral Norte explanou sobre como estão se organizando para conseguir a certificação orgânica. No grupo Redes, o Opac Rama – Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana - mostrou como aproximadamente 80 famílias de agricultores ecológicos de Porto Alegre e Viamão estão construindo uma certificadora participativa para obterem o selo de produto orgânico.

Os resultados das discussões serão apresentados no dia 23, no Teatro Dante Barone (Assembleia Legislativa/RS em Porto Alegre). Neste mesmo dia, será entregue carta às autoridades e instituições competentes com propostas para incentivar e fortalecer iniciativas em Sistemas Agroflorestais.
 
O segundo dia de seminário encerrou com atividade de trocas de sementes e mudas entre os participantes, venda de produtos caseiros, ao som de violão e muita animação.

Simone Moro
imprensa.prisma@gmail.com


23/11/2012
  • Viamão sedia I Seminário de Agroflorestas e II Seminário de Frutas Nativas do RS

Na tarde desta quarta-feira (21/11), ocorreu a abertura do I Seminário de Agroflorestas do RS e do II Seminário de Frutas Nativas do RS, no Centro de Formação Sepé Tiaraju, em Viamão. Os eventos, promovidos pela Emater/RS-Ascar, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Embrapa Clima Temperado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e ONG Ingá Estudos Ambientais, serão realizados até sexta-feira (23/11). Participaram da solenidade de abertura o diretor técnico da Emater/RS, Gervásio Paulus, o diretor do Departamento de Agroindústria Familiar da SDR, José Batista, a engenheira agrônoma do Assentamento Filhos de Sepé, Daiane Mezzonato, a professora do Programa de Pós-Graduação e Desenvolvimento Rural da UFRGS, Gabriela Coelho de Souza, o pesquisador da Embrapa Clima Temperado Joel Cardoso, a representante da ONG Ingá, Cláudia Abreu, além de estudantes, técnicos e agricultores familiares.

Conforme o engenheiro florestal e coordenador do evento pela Emater/RS-Ascar, Antônio Borba, durante os três dias de programação serão apresentadas experiências em sistemas agroflorestais, segundo quatro eixos temáticos: manejo, beneficiamento, comercialização e formação de redes, construídos a partir de seis eventos regionais ocorridos nos municípios de Canguçu, Sapiranga/Araricá, Morrinhos do Sul, Palmares do Sul, Severiano de Almeida e Porto Alegre.

Durante a solenidade de abertura, o diretor técnico da Emater/RS destacou a importância das parcerias para a realização dos seminários. “Somente através de parcerias é que chegaremos mais longe no que se refere aos sistemas agroflorestais”, disse Paulus. “Esse evento faz parte de um processo de construção e partilha de conhecimento e de reflexão a partir das experiências sistematizadas. Devemos pensar a partir da prática”, concluiu Paulus. Assim como Paulus, a professora da UFRGS também destacou as ações realizadas em parceria. “Graças ao tripé ensino, pesquisa e extensão, aqui representadas por diversas instituições, estamos avançando na temática das agroflorestas e nos sistemas sustentáveis de produção”, frisou Gabriela.

José Batista, da SDR, falou sobre a estrutura da secretaria, os públicos assistidos e os objetivos da pasta. “Não queremos o modelo produtivo vigente. Buscamos a sustentabilidade em todas as nossas ações e, para isso, precisamos fazer do meio rural um espaço com boas condições para se viver”, frisou. Batista citou algumas ações da SDR nesse sentido. “Disponibilizamos aos agricultores familiares cerca de R$ 200 mil para compra de milho crioulo”, citou.

A representante do MST, Daiane Mezzonato, ressaltou o trabalho desenvolvido pelos assentamentos do RS. “Nossa prioridade é a produção de alimentos de qualidade para a população e temos as agroflorestas e toda a produção orgânica e ecológica como metas. Produzimos cerca de 10 mil toneladas de arroz orgânico no Rio Grande do Sul”, disse. Daiane ainda destacou a realização do primeiro seminário estadual voltado às agroflorestas. “É satisfatório sabermos que temos um espaço para discutir um tema tão importante e que para nós do MST é novo. Falar em agrofloresta é falar em uma estratégica de soberania alimentar e produção agroecológica”, frisou.

Para Joel Cardoso, da Embrapa, os seminários são importantes para dar visibilidade aos sistemas agroflorestais. “Que sirvam para que a discussão desse tema avance não somente no RS, mas também em todo o Brasil. Devemos debater um modelo para sair dessa crise ambiental que vivemos no momento”, destacou. “Ainda temos muito a crescer em relação a esse tema, inclusive nos centros de pesquisa”, finalizou Cardoso

 

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
Jornalista Júlio Fiori
imprensa@emater.tche.br

 

09/11/2012
  • I Seminário de Agroflorestas do RS e II Seminário de Frutas Nativas do RS

O evento é proposto pelo "Projeto Fortalecimento das Agroflorestas no Rio Grande do Sul: formação de rede, etnoecologia e segurança alimentar e nutricional", executado pelo PGDR/UFRGS e Emater, pelo "Projeto Pró Frutas Nativas de Porto Alegre" executado pelo InGá Estudos Ambientais e pelo "Projeto Construção participativa de sistemas agroflorestais sucessionais no território Sul, RS (Encosta da Serra do Sudeste)" executado pela Embrapa Clima Temperado.

A programação dos Seminário consta de três dias, mas somente o último é aberto ao grande público. Os dois primeiros dias são focados em grupos de trabalho que envolvem agricultores, técnicos, pesquisadores, professores e estudantes que já vem participando dos diferentes projetos. Temos limitante de espaço e prioridade para a participação dos agricultores, o que espero que compreendam.

No dia 23/11 esperamos grande participação na Assembleia Legislativa do RS, onde vamos apresentar boa parte dos resultados dos projetos envolvidos. A ideia é podermos dar visibilidade aos êxitos e aos desafios no desenvolvimento das Agroflorestas no RS, articulando os diferentes envolvidos e comprometendo o poder público com a temática.

Veja o cartaz de divulgação.

Veja a programação.

>> Abertura dos Seminários em Viamão

>> Seminário proporcionou debates e trocas de experiências

>> Seminários encerram com ciclo de palestra

>> Mais de 20 entidades assinam documento final dos Seminários de Agroflorestas e de Frutas Nativas

 

 

08/11/2012
  • Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional destaca a criação do Observatório de Segurança Alimentar no RS

A criação do Observatório Socioambiental de Segurança Alimentar e Nutricional em âmbito estadual foi destaque no site do CONSEA. Veja o texto da notícia abaixo.

Gaúchos criam observatório em segurança alimentar

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-RS) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS) se uniram para implantar o Observatório Socioambiental de Segurança Alimentar e Nutricional em âmbito estadual.

A ferramenta foi lançada no último dia 17 de outubro, em Porto Alegre, em meio às celebrações pelo Dia Mundial da Alimentação (16/10). O observatório vai monitorar a implantação do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional em nível local, por meio da internet. Segundo a professora de pós-graduação em Desenvolvimento Rural da UFGRS, Gabriela de Souza, o instrumento surgiu do próprio plano, que diz que “o monitoramento da política de segurança alimentar e nutricional carecia de ferramentas práticas”.

A ação, segundo ela, vai fortalecer as políticas para a área. “Ao conseguir ver o quanto as políticas estão sendo concretizadas, os setores e movimentos envolvidos assumem poder para implantar ações e combater a fome”.

Além de reunir os setores governamentais e a sociedade civil para trocar informações, o observatório vai fortalecer a produção agroflorestal e reconhecer as condições de reprodução social dos povos indígenas e comunidades tradicionais no estado.

“A criação dessa ferramenta demonstra que estamos avançando cada vez mais no fortalecimento de iniciativas e instrumentos de monitoramento da realização do direito humano à alimentação adequada”, avalia Priscila Bocchi, coordenadora de Monitoramento das Ações de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Os dados ainda estão sendo inseridos no observatório, que deve estar completo no início de 2013. No site (http://www.ufrgs.br/obssan/mapas.html), há mapas e informações históricas com indicadores do município e as suas dificuldades.

Fonte: com informações do MDS/UFRGS/Consea-RS/Emtaer-RS

 

01/11/2012
  • Abertas as inscrições para o Exame de Seleção - Mestrado e Doutorado PGDR

Coordenação do PGDR

O PGDR realizará o exame de seleção para os cursos de Mestrado e Doutorado, para ingresso em março de 2013, segundo as condições e o calendário apresentados nos Editais respectivos. O concurso é aberto a candidatos brasileiros e estrangeiros.

Seleção Mestrado 2013

Seleção Doutorado 2013

As inscrições serão efetuadas através do formulário eletrônico no período de 01 a 30 de novembro de 2012.

 

24/10/2012
  • Lançamento do livro "Dimensões socioculturais da alimentação - Diálogos Latinoamericanos"

Uma seleção de estudos antropológicos que abordam os sistemas alimentares a partir dos mais variados ângulos, evidenciando como, mais que fato biológico, a alimentação humana é ato social e cultural. Os autores revelam como o alimentar implica em práticas, representações e imaginários, envolve escolhas, símbolos e classificações, que organizam visões de mundo diversas, no tempo e no espaço, participando, ainda, na conformação de identidades, uma vez que expressa relações sociais e de poder.

Sessões de Autógrafos:

- 58ª Feira do Livro de Porto Alegre: 05/11, às 18h - Praça de Autógrafos
- 40ª Feira do Livro de Pelotas: 07/11, às 18h - Tenda de Autógrafos

O livro também poderá ser adquirido pelo site: http://www.livraria.ufrgs.br

>> Veja aqui o cartaz de divulgação.


INTRODUÇÃO: cultura em suas múltiplas dimensões - Renata Menasche, Marcelo Alvarez e Janine Collaço (Organizadores)

I – ESCOLHAS ALIMENTARES, SAÚDE E POLÍTICAS PÚBLICAS
Reflexões sobre a análise antropológica da alimentação no México - Miriam Bertran Vilà | Comemos como vivemos? Compreender as maneiras contemporâneas do comer - Mabel Gracia Arnaiz e Jesús Contreras | Estratégias de consumo alimentar, necessidades básicas e intervenções de programas de auxílio alimentar em bairros pobres da região da Grande La Plata (Argentina) - Luis Hernán Santarsiero | Os bastidores de uma
escolha: o aleitamento materno no Brasil e na França - Gilza Sandre-Pereira

II – PRODUTOS IDENTITÁRIOS
Entre o esquecimento e o resgate: aportes para a reconstrução das trajetórias sociais da alfarroba nas províncias do Chaco e Formosa (Argentina) - Sebastián Carenzo | “Que cheirinho bom!” O milho para além do comer - Hugo Menezes Neto | O Queijo Serrano dos Campos de Cima da Serra: história, cultura e identidade como ingredientes de um produto da terra - Renata Menasche e Evander Eloí Krone | Cultura, sabor e mercado do café: uma leitura antropológica - Denia Román Solano

III – TRANSFORMAÇÕES CONTEMPORÂNEAS E CONSUMO ALIMENTAR
Ressignificações do tradicional e do típico mineiro - Mônica Chaves Abdala | Os alimentos entre a reivindicação identitária e a reexotização da diversidade cultural. O caso da Quebrada de Humahuaca (Argentina) - Marcelo Alvarez e Gloria Sammartino

IV – HISTÓRIAS E ETNOGRAFIAS DO COMER
Usos simbólicos e usos emblemáticos dos alimentos na poesia de Gregório de Matos - Claude G. Papavero | A comida nas histórias da “colônia”: um estudo etnográfico das mudanças alimentares entre famílias rurais de Maquiné (Rio Grande do Sul, Brasil) - Mariana Oliveira Ramos | Restaurantes: classificações e diálogos entre lógicas no cenário da capital paulista - Janine Helfst Leicht Collaço

 

18/10/2012
  • Observatório de Segurança Alimentar é lançado no evento IEPE 60 anos e PGDR na Semana Mundial da Alimentação

Fonte: Site da UFRGS

O representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Hélder Muteia, fez na manhã de hoje, 17, o lançamento simbólico do Observatório Socioambiental de Segurança Alimentar e Nutricional (OBSSAN) em evento realizado na Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, que comemora a Semana Mundial da Alimentação 2012 e os 60 anos de fundação do IEPE, Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade.

Observatório de Segurança Alimentar é lançado em evento na UFRGS
Hélder Muteia, representante da FAO no Brasil, participa do evento
Foto:Thiago Cruz

Galeria de imagens

O OBSSAN atuará como um instrumento de monitoramento da implantação da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, organizando indicadores propostos pelo Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional para que as políticas públicas sejam implantadas nos municípios. A coordenadora do evento, professora do PGDR/UFRGS, Gabriela de Souza, explica que “esses indicadores têm sete dimensões que passam pela produção de alimentos, abastecimento, educação, saúde e três níveis de caráter socioambiental, como povos indígenas e comunidades tradicionais, dimensão ambiental e a dimensão dos conflitos socioambientais, em que a maior parte dessas populações está envolvida”.

A proposta desenvolvida no Rio Grande do Sul já esta sendo levada para outros estados, como Piauí e Pará. Toda essa experiência também é compartilhada com Cabo Verde para que lá também sejam implantados seus observatórios em politicas publicas.

Antes do lançamento do OBSSAN, o representante da FAO fez uma palestra sobre o tema “Agricultores cooperativados alimentam o mundo e garantem a segurança alimentar e nutricional” e assinalou os desafios para enfrentar a insegurança alimentar no mundo: situação extrema de fome na Africa Subsariana, baixo estoque de alimentos, crescente preço dos alimentos e padrões de consumo. “No mundo onde uma em cada oito pessoas passam fome, é urgente uma mudança nos padrões de consumo, que inclui combater a obesidade da população e eliminar o desperdício para que haja mais disponibilidade de alimentos”, declarou Hélder Muteia.

A abertura do encontro contou com as presenças do reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto, do vice-diretor do IEPE, Leonardo Xavier e da coordenadora do evento, professora Gabriela de Souza, além de representantes de universidades gaúchas, da Unicamp e da Universidade de Cabo Verde, além de pesquisadores e estudantes.

Em sua fala, o Reitor destacou que "é papel da UFRGS contribuir com a resolução de problemas da sociedade, através da geração de conhecimentos, qualificação profissional  e inserção na comunidade".

Aberto ao público, o evento segue atividades na tarde de hoje, com reunião de trabalho e articulação entre núcleos de estudo e pesquisa em Segurança Alimentar e Nutricional, no Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas. A atividade é promovida pelo PGDR, IEPE e CONSEA-RS, tendo, entre os parceiros, Unesco e governo federal.

 

04/10/2012
  • Encontro de agricultores no litoral promove trocas de experiência sobre agrofloresta

Simone Moro
Jornalista - Reg. Prof. 12.561

O encontro de trocas de experiências entre agricultores do litoral norte do RS acontecerá em Morrinhos do Sul, nesta terça-feira (02/10). Pela manhã, haverá visita às áreas de cultivo do agricultor familiar, Valdeci Evaldt, baseado no sistema agroflorestal. A tarde segue com as apresentações de experiências representativas em manejo agroflorestal existentes na região, trazendo elementos para a posterior discussão sobre manejo, beneficiamento e comercialização. No encerramento, haverá trocas de sementes entre os participantes.

A iniciativa faz parte do projeto Fortalecimento das Agroflorestas no RS: formação de rede, etnoecologia e segurança alimentar e nutricional, realizado pela o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PGDR/UFRGS) e pela Emater-RS/Ascar, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), através do Programa Agricultura de Base Ecológica.

Um dos objetivos do encontro regional é identificar, através de metodologia participativa, as dificuldades e potencialidades para o desenvolvimento das agroflorestas no que se refere ao manejo, beneficiamento, comercialização e formação de rede. No encontro também serão escolhidas três experiências representativas do litoral para serem apresentadas no I Seminário Estadual de Agroflorestas do RS a ser realizado nos dias 21, 22 e 23 de novembro em Porto Alegre, somando-se às demais experiências de outras regiões do Estado.

O encontro, que reunirá agricultores do litoral e da OPAC RAMA de Porto Alegre e Viamão, comunidade quilombola de Morro Alto, técnicos e estudantes, é organizado pela Emater de Mampituba, de Morrinhos do Sul, PGDR-UFRGS, SDR e Centro Ecológico Litoral.

Agrofloresta - Esse sistema de plantio, utilizado milenarmente por populações tradicionais, atualmente é considerado inovador. Melhora a qualidade do alimento e é possível ter uma boa produtividade, combinando diferentes espécies agrícolas e florestais. O cultivo em sistema agroflorestal está se tornando uma alternativa viável, em detrimento das constantes oscilações climáticas e ambientais.

 

01/10/2012
  • Publicação dos Editais do Exame de Seleção - Mestrado e Doutorado PGDR

Coordenação do PGDR

O PGDR realizará o exame de seleção para os cursos de Mestrado e Doutorado, para ingresso em março de 2013, segundo as condições e o calendário apresentados nos Editais a seguir. O concurso é aberto a candidatos brasileiros e estrangeiros.

Seleção Mestrado 2013

Seleção Doutorado 2013

As inscrições serão efetuadas através do formulário eletrônico no período de 01 a 30 de novembro de 2012.

 

26/09/2012
  • Prêmios ANPPAS 2012 para dissertação e tese do PGDR

Coordenação do PGDR

O VI Encontro Nacional da ANPPAS realizado em Belém, de 18 a 21 de setembro de 2012, premiou em 2º lugar, a dissertação de mestrado, elaborada pela egressa do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR/UFRGS) PATRICIA DOS SANTOS PINHEIRO, com o trabalho intitulado: "SABERES, PLANTAS E CALDAS: A rede sociotécnica de produção agrícola de base ecológica no sul do Rio Grande do Sul" (veja em .pdf), orientada pelo Professor Jalcione Almeida.

Também foi premiada em 2º lugar, a tese de doutorado, elaborada pela egressa do (PGDR/UFRGS), MARIA REGINA TEIXEIRA DA ROCHA,
com o trabalho intitulado: "A REDE SOCIOTÉCNICA DO BABAÇU NO BICO DO PAPAGAIO – TO: dinâmicas da relação sociedade-natureza e estratégias de reprodução social agroextrativista" (veja em .pdf), orientada pelo Professor Jalcione Almeida.

A ANPPAS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade) congrega os programas e instituições brasileiras que desenvolvem atividades de pesquisa e/ou formação stricto sensu de pessoal especializado em nível de pós-graduação de caráter interdisciplinar que focalizem a interação Ambiente e Sociedade em suas múltiplas dimensões. A entidade edita o periódico "Ambiente & Sociedade".

O Prêmio ANPPAS é entregue a cada dois anos. Em 2012, concorreram os trabalhos defendidos entre abril de 2010 e maio de 2012.

 

03/09/2012
  • Projeto Agroflorestas no RS promove oficinas com Quilombolas do Limoeiro

Por Simone Moro e Marcus Vinicius Mouzer

O Projeto Fortalecimento das Agroflorestas no RS vem realizando desde 2011 diversas ações junto à Comunidade Quilombola do Limoeiro, em Palmares do Sul, com a atuação de técnicos da EMATER, estudantes da UFRGS e integrantes da Associação Quilombola do Limoeiro. O objetivo é atender as demandas que surgem da comunidade para o fortalecimento das práticas agroflorestais próprias da comunidade, principalmente quanto ao manejo de suas chácaras, para manutenção da socioagrobiodiversidade da região.

As atividades desenvolvidas incluem visitas às famílias locais para diagnósticos rápidos e a realização de oficinas sobre temáticas agroflorestais, como a produção de composto a partir da palha de arroz, podas e viveirismo ecológico. Foram realizados também intercâmbios com outras comunidades: em 2011, quilombolas participaram de encontro dos agricultores ecológicos de Porto Alegre/Viamão para realizar trocas de sementes e visitaram viveiro de mudas nativas na Comunidade da Solidão, em Maquiné.

Recentemente, a partir de alguns mutirões, foi construído um viveiro na propriedade do bolsista quilombola do projeto, Seu Adroaldo, que vem diversificando a produção de mudas. A proposta do viveiro é abastecer as chácaras locais e tornar-se nova fonte de renda aos participantes.

De acordo com o bolsista de extensão do projeto, Marcus Vinícius Mouzer,
as chácaras quilombolas são pontos de resistência dentro do contexto socioecológico local, na medida em que a região é ocupada por grandes monocultivos de arroz. “Fortalecendo as ações de manutenção desses locais, fortalece-se também a luta quilombola por uma aquisição mais digna de suas terras”.

A iniciativa faz parte do projeto Fortalecimento das Agroflorestas no RS: formação de rede, etnoecologia, segurança alimentar e nutricional, executado pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PGDR-UFRGS) em parceria com a Emater/ASCAR-RS.

O trabalho junto aos quilombolas é um dos cinco eixos do projeto que está voltado para o acompanhamento e incentivo de quintais agroflorestais na região, assim chamadas as áreas destinadas ao cultivo de diversas espécies, como frutíferas, palmeiras, madeiráveis, além de culturas alimentares e criação de animais domésticos. De acordo com engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar no município, Alex da Silva Corrêa, o intuito do projeto é beneficiar as 84 famílias da comunidade quilombola do Limoeiro até o final deste ano.


 

31/08/2012
  • 3º Dossiê da Rede de Estudos Rurais: “Contextos rurais e agenda ambiental no Brasil: práticas, políticas, conflitos, interpretações"

Organizadores:
Jalcione Almeida, Cleyton Gerhardt e Sônia Barbosa Magalhães

Acesse o arquivo
Consulte também o Sumário
Site - Redes Rurais

 

28/08/2012
  • Lançamento do Livro "O CENSO 2006 e a reforma agrária: aspectos metodológicos e primeiros resultados"

CONVITE: O Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (NEAD/MDA) e o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do sul (PGDR/UFRGS) Convidam para lançamento do livro: O CENSO 2006 e a reforma agrária: aspectos metodológicos e primeiros resultados

Local: Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS Av. João Pessoa, 52 – 3º andar – Centro – Porto Alegre – RS

Data: 05/09/2012 (quarta-feira) às 14h

Apresentação: “O livro é uma pesquisa que permite um olhar do censo 2006 para o estabelecimento de novas diretrizes que organizem e que possibilitem novas análises sobre a reforma agrária. Seu lançamento é muito estratégico porque alcança pesquisadores e estudantes que poderão utilizá-lo como fonte para seus próximos trabalhos”, ressalta Guilherme Abrahão, coordenador executivo do NEAD.

Resumo: Produzida pelo Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (NEAD/MDA), a pesquisa delimita o universo dos beneficiários dos assentamentos da reforma agrária, destacando parâmetros como unidade de análise, origem do estabelecimento, condição do produtor em relação às suas terras, forma de obtenção das terras e localização dos projetos de assentamento. A partir dessa definição e da combinação de variáveis censitárias são apresentados dados quantitativos agregados e comparativos por unidade de federação, região e Brasil, situando esse universo em relação ao conjunto do setor agropecuário abordado no Censo 2006.

A partir de um minucioso estudo foi possível identificar, nos registros do Censo Agropecuário 2006, aqueles relativos aos assentamentos da reforma agrária e do crédito fundiário. Foram identificados 598 mil unidades produtivas, o que correspondia a cerca de 80% dos assentados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Crédito Fundiário naquele ano. Estas unidades produtivas ocupavam uma área de 29,5 milhões de hectares, o que correspondia a 12% dos estabelecimentos e 9% da área abarcada pelo Censo Agropecuário 2006. Estes registros abrangem os assentados do Incra e do Crédito Fundiário, as comunidades rurais tradicionais (quilombolas, extrativistas e outras), as populações ribeirinhas, os atingidos por barragens, entre outros.

Convite

 

27/08/2012
  • I CICLO DE DEBATES-OFICINAS A QUESTÃO AGRÁRIA NO BRASIL

    A Rede Orientada ao Desenvolvimento da Agroecologia (RODA),

    o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural e a

     Universidade Federal do Rio Grande do Sul convida a toda comunidade a participar do


    I CICLO DE DEBATES-OFICINAS
    A QUESTÃO AGRÁRIA NO BRASIL

     

    Discussão sobre a questão agrária no Brasil com enfoque na luta pela terra, na reforma agrária, no desenvolvimento rural e temas envolvidos. Através de uma forma dinâmica com um caráter formativo através da trocas de saberes com presença de convidados/referências nas temáticas propostas.

    As atividades serão mensais e ocorrerão até dezembro. A inscrição deverá ser feita a cada novo debate-oficina.

    Temas abordados:
    luta pela terra
    legislação fundiária

    estatuto da terra

    sócio-biodiversidade

    estrutura fundiária

    organizações sociais no campo

    desenvolvimento rural

    economia solidária

    agroecologia


    1º Debate- oficina:
    4 de setembro 2012
    das 18h às 21h
    Local: Auditório da Faculdade de Economia UFRGS

    Av. João Pessoa, 52, Centro, Porto Alegre- RS
    Tema:

    A luta pela terra no Brasil
    com
    Prof. Dr. Paulo Zarth


    Abordagem: A invisibilidade das lutas sociais no campo e conflitos. Introdução sobre os temas clássicos das lutas camponesas com foco nos conflitos que fazem parte da história, mas que não alcançaram repercussão na historiografia e atingiram a maioria dos lavradores ao longo do tempo. Os casos do sul do Brasil e comparações com outras regiões. Concepções de agricultura, de tecnologia e de políticas públicas de desenvolvimento.


     

    Maiores informações e INSCRIÇÕES:
    grupodeapoioareformaagraria@gmail.com

    Atividades gratuitas, será fornecido certificado

    Próximas atividades:

    Data Temáticas
    04/09 A luta pela terra no Brasil   Prof. Paulo Zarth
    18/09  Legislação Fundiária/ Estatuto da terra/ Estrutura fundiária   Prof. Mielitz
    confirmar Organizações sociais no Campo
    confirmar Populações rurais e seus territórios:
    outro rural é possível?
    confirmar Desenvolvimento Rural


    Realização:
    Rede Orientada ao Desenvolvimento da Agroecologia (RODA)

    Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR)
    Grupo de Apoio à Reforma Agrária (GARRA)
    Grupo UVAIA de Agroecologia (UVAIA)
    Grupo Viveiros Comunitários (GVC)

    Núcleo de Economia Alternativa (NEA)

    Apoio:
    Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)



    Veja o artigo digitalizado clicando aqui.

 

  • IEPE oferece Assessoria em Estatística para alunos, professores e servidores da UFRGS

O IEPE, através da servidora Lisiane de Moura, oferece um serviço de Assessoria Estatística voltado principalmente para o atendimento de Professores, Técnicos e Alunos da UFRGS. A ideia é solucionar ou desenvolver análises Estatísticas em trabalhos, pesquisas ou resolução de dúvidas que envolvam a área.

Você pode agendar sua consulta pelo sistema de agendamento:
http://www.ufrgs.br/pgdr/iepe_sistema_estatistica/

 

12/06/2012
  • Sistemas Agroflorestais são debatidos em Sapiranga

A Emater/RS-Ascar dos municípios de Sapiranga e de Araricá, o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da UFRGS, através do projeto Fortalecimento das Agroflorestas no RS, e a Organização Sementes da Vida promoveram no dia 24/05, uma tarde de campo nas áreas piloto de Sistemas Agroflorestais.

As áreas demonstrativas foram instaladas em outubro de 2011, nos municípios de Araricá e Sapiranga, pelo Núcleo Sapiranga-Araricá do Projeto Fortalecimento das Agroflorestas no Rio Grande do Sul: Formação de rede e Segurança Alimentar e Nutricional. De acordo com o chefe do escritório Municipal da Emater/RS-Ascar em Sapiranga, Mateus Farias de Mello, este trabalho envolve agricultores, técnicos, extensionistas, consumidores e estudantes e faz parte do processo de construção participativa de propostas para o manejo sustentável da Mata Atlântica com Sistemas Agroflorestais e para produção de alimentos - direcionado para a alimentação escolar e mercados locais.

As atividades da tarde de campo aconteceram no Espaço Sementes da Vida, em Araricá e no Sitio PP, na localidade de Picada Verão em Sapiranga, onde foi mostrado aos participantes o processo dos plantios. Após a visitação, houve um debate sobre o manejo de outono destes Sistemas Agroflorestais.

O encontro foi promovido pelo grupo de agricultores orgânicos de Araricá e Sapiranga: OESSul Ferrabraz, pela Emater/RS-Ascar dos municípios de Sapiranga e de Araricá, PGDR-UFRGS e Organização Sementes da Vida.

Jornalistas:
Carine Massierer e Simone Moro.

 

28/05/2012
  • Rio Grande do Sul terá Observatório Socioambiental em Segurança Alimentar e Nutricional

Projeto PGDR, CONSEA e REDESAN propõe instrumento para o monitoramento de políticas públicas em segurança alimentar e nutricional.

A plenária do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do RS (CONSEA), que aconteceu em 27 de março de 2012, aprovou por unanimidade participar da coordenação do projeto Observatório Socioambiental, após a apresentação da proposta pelos integrantes do NESAN – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Segurança Alimentar e Nutricional, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PGDR/UFRGS).

A parceria entre os executores NESAN, CONSEA e REDESAN irá viabilizar o projeto que se propõe a atuar como um instrumento de monitoramento da implantação da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, conforme o Decreto 7.272/2010, a partir dos indicadores do Plano Nacional de SAN. Nele são propostos sete dimensões: Produção de alimentos; Disponibilidade de alimentos; Renda e condições de vida; Acesso à alimentação adequada e saudável, incluindo água; Saúde, nutrição e serviços relacionados; Educação e Programas e ações de segurança alimentar e nutricional.

A partir da implantação do projeto Observatório Socioambiental em Segurança Alimentar e Nutricional do RS, se espera propor um mecanismo que possa contribuir na implantação de políticas públicas articuladas que visem a realização do Direito Humano à Alimentação Adequada.

O Observatório Socioambiental em SAN iniciará, conjugando esforços com o Projeto Agroflorestas, projeto em desenvolvimento pelo PGDR em parceria com a EMATER. Neste projeto está sendo realizado o mapeamento dos sistemas agroflorestais no Rio Grande do Sul. Esta articulação orientará a seleção dos municípios em que o Observatório começará, sendo critérios os municípios que tenham os Conseas mais consolidados, onde estão sendo realizadas as sistematizações sobre as experiências em agroflorestas e que sejam pólo do PLAGEDER. Esta abordagem irá permitir uma análise integrada entre as informações nos níveis de propriedade e de município. Para esta nova etapa o Prof. Leonardo Xavier passou a colaborar com a equipe.

Atualmente o projeto encontra-se na fase de estabelecimento do arranjo institucional, a partir do convite às instituições parceiras no Rio Grande do Sul. Já foram contatadas a EMATER, UFPel - Universidade Federal de Pelotas, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, Universidade Regional Integrada – Campus Erechim. A equipe está aberta a estabelecer parcerias com as instituições interessadas (contato: nesan@ufrgs.br).

O Projeto do Observatório prevê a formação de uma Rede de Observatórios a partir do interesse de outros Estados, sendo que cada Observatório deverá ter uma instituição responsável, com suas parcerias Estaduais, que irá gerir o monitoramento de forma autônoma. O Estado do Piauí, através da Universidade Estadual do Piauí, estará implantando o Observatório durante do ano de 2012. Esta parceria faz parte das atividades do Professor Luciano Figueiredo (UESPI), pós-doutorando do PGDR, junto ao Programa Nacional de Pós-doutorado Institucional.

Veja notícia na UESPI:
UESPI terá 1º Observatório em Segurança Alimentar e Nutricional do Nordeste (http://www.uespi.br/novosite/2012/05/02/doutorando-da-uespi-apresenta-tese-em-seguranca-alimentar-e-nutricional/)

 

28/05/2012
  • Aldeia Guarani conquista luz com apoio do PGDR

A chegada da luz na aldeia Mbya Guarani no bairro Lami de Porto Alegre, no mês de outubro, foi uma conquista realizada em conjunto com o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR), DESMA, a aldeia do Lami (Tekoa Pindo Poty) , a aldeia da Lomba do Pinheiro (Tekoa Anhetengua) e o Diretório Acadêmico de Ciências Econômicas, Contábeis e Atuariais (DAECA).

A aldeia situada na Estrada Edgar Pires de Castro precisava de uma rede elétrica para colocar em atividade a escola indígena recentemente construída no local, entre outras facilidades que a luz traria a essa população. A demanda foi levantada no Encontro de Saberes Tradicionais Yva’a Regua, o qual reuniu caciques e lideranças de oito aldeias da região de Porto Alegre nos dias 27, 28 e 29 de abril. O evento foi organizado no âmbito do projeto "Fortalecimento das Agroflorestas no Rio Grande do Sul", executado pela UFRGS, através do DESMA - Núcleo de Estudos em Desenvolvimento Rural Sustentável e Mata Atlântica, do PGDR e a EMATER e contou com a parceria da FUNAI e do Instituto de Estudos Culturais e Ambientais (IECAM).

Diversas atividades foram realizadas para arrecadar recursos para a instalação do poste e da fiação - valor orçado em R$ 1.448,00. No mês de junho, em paralelo a defesa de mestrado de Marcela Meneguetti sobre os Mbya Guarani na região metropolitana de Porto Alegre, foi organizado um almoço com culinária e música guarani, além de exposição de artesanatos e o painel “etnodesenvolvimento e a questão guarani”. À noite, o DAECA organizou uma Confraternização Cultural no diretório acadêmico, com vídeos, músicas, doação de alimentos e comercialização de esculturas em madeira feitas pelos Mbya Guarani.

Através da iniciativa dessas entidades, foi possível a instalação de um relógio medidor de luz pela CEEE, a instalação de um bico de lâmpada e uma tomada de rede para cada casa da aldeia. De acordo com o cacique Roberto Ramirez, ficou muito melhor agora com a chegada da luz. Ele agradeceu a todos e principalmente pela mobilização da professora Gabriela Coelho de Souza, coordenadora do projeto. “Ela nos prometeu que conseguiria e cumpriu a promessa”, afirmou.

Simone Moro
Jornalista – mtb 12.561

Cacique Roberto está contente com a chegada da luz
Cacique Roberto mostra a luz no interior da casa

 

24/05/2012
  • Saída de campo da disciplina "Alimentação, Cultura e Campesinato"

Saída de campo, realizada como parte da programação da disciplina "Alimentação, Cultura e Campesinato" do PGDR/UFRGS, ministrada pela Profª Renata Menasche

Data: 21 de maio de 2012
Local: Lami, Porto Alegre

Visitas realizadas: 
- Sítio dos Herdeiros

 (http://www.caminhosrurais.tur.br/paginas/dtlroteiro.asp?id=297)  

- Sítio Capororoca (http://www.sitiocapororoca.com.br/) - a foto do grupo foi tirada no Sítio Capororoca

* mais informações: com as mestrandas
Carmen Janaina B. Machado (carmemachado3@yahoo.com.br) ou
Lauren Pettenon (laurenpettenon@yahoo.com.br).


Clique na foto para ampliar

27/04/2012
  • Doutoranda do PGDR escreve artigo para o Jornal Nação Z

Na primeira edição impressa do Jornal Nação Z, publicada em março último, conta com um artigo da doutoranda do PGDR Ieda Ramos sobre reflexões acerca do tema do projeto de tese referente a Comunidade Quilombola de Morro Alto. O Jornal Nação Z é uma publicação voltada para a divulgação das manifestações culturais afro-brasileiras com circulação nos três estados do sul do país - Rio Grande Sul, Santa Catarina e Paraná.

RAMOS, Ieda Cristina Alves. As incertezas na regularização do território do quilombo de Morro Alto – RS. Jornal Nação Z, Porto Alegre, Edição nº1, Ano 1, março de 2012, p.5. (www.nacaoz.com.br)

Veja o artigo digitalizado clicando aqui.

 

27/04/2012
  • Produtores rurais fundam a associação agroecológica da região metropolitana

Cerca de 70 famílias de produtores agroecológicos de Porto Alegre e Viamão, além de 30 colaboradores, formalizaram no dia 20/12/2011, a Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana (RAMA).

A plenária de eleição da diretoria e da fundação da associação aconteceu no Centro Agrícola Demonstrativo (CAD/SMIC), contando com a presença de produtores rurais, o chefe do escritório municipal da Emater em Porto Alegre, Luis Paulo Vieira Ramos, o diretor da Divisão de Fomento Agropecuário da SMIC, Antonio Bertaco, técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e do MAPA, professores da UFRGS, além de consumidores e demais técnicos.

Esse grupo vem trabalhando durante o ano de 2011, de forma participativa, para a construção de um Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica – OPAC. De acordo com a legislação brasileira, a partir de janeiro de 2011, só podem ser comercializados alimentos orgânicos com certificação. Dessa forma, os produtores agroecológicos, para obterem o selo de produto orgânico, expedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), precisaram construir uma associação, elaborando seu próprio estatuto e regimento interno, além de realizarem as visitas de avaliação a todos os produtores participantes. O projeto Fortalecimento de Agroflorestas no RS, realizado pela UFRGS e EMATER, também está acompanhando esse processo e colaborando com recursos para a viabilização dos encontros dos agricultores.

Conforme Ramos, são poucas as OPACs existentes no país, por isso é um processo novo. “Estamos definindo as bases da linha de atuação do grupo, os objetivos e parâmetros desse mecanismo de avaliação e controle, dentro de princípios éticos, de confiança e visando o manejo sustentável, o comércio justo e solidário”, explica.

Em seu discurso de posse, a presidente eleita, Silvana Bohrer, disse que se orgulha muito de estar participando desse processo participativo desde o início. “Fico feliz em representar esse grupo e a partir de agora vamos colocar em prática o que acordamos nas plenárias”, afirmou a produtora.



20/04/2012
  • Carta do encontro de lideranças guarani mostra realidade das aldeias

Lideranças de oito aldeias Mbyá-Guarani da região de Porto Alegre estiveram reunidas durante três dias, no mês de abril, na aldeia da Lomba do Pinheiro, para debater questões como a luta por terras, políticas públicas, segurança alimentar e qualidade de vida. O “Encontro de Saberes Tradicionais Yva'a Regua” (Frutos da Terra) foi organizado pela aldeia Lomba do Pinheiro, UFRGS e EMATER-RS, em parceria com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e o Instituto de Estudos Culturais e Ambientais (IECAM), através do projeto financiado pelo CNPq, Fortalecimento das Agroflorestas no RS: formação de rede, etnoecologia e segurança alimentar e nutricional.

O encontro levantou a necessidade de melhorias das condições ambientais nas áreas indígenas que possa articular segurança alimentar, saúde e biodiversidade, com base no fortalecimento do sistema tradicional de manejo e das relações socioculturais. Os guaranis também trocaram saberes tradicionais sobre a mata e discutiram formas de realizar projetos ambientais e agroflorestais nas suas comunidades, além de levantarem discussões sobre outras questões relevantes à realidade Mbya Guarani.

Com a proposta de levar às autoridades e gestores essa realidade, foi elaborada uma carta com as principais idéias e reivindicações de cada aldeia da região.

Veja o documento clicando aqui.

 

12/12/2011
  • Piauí terá observatório socioambiental em segurança alimentar e nutricional

A professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Gabriella Coelho de Souza, esteve reunida este mês com a administração superior da UESPI para firmar uma parceria de cooperação de formação de uma rede observatórios socioambientais em segurança alimentar e nutricional.

Os observatórios socioambientais tem a finalidade de realizar um monitoramento das políticas públicas no Brasil e em Cabo Verde e avaliar a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) em todo o País, implantada a partir do decreto presidencial que regulamenta a Lei n° 11.346, de 15 de Setembro de 2006, e cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN).

Todos os estados terão um pólo e vão gerir cada observatório de forma autônoma. A UESPI será a representante piauiense desse projeto que conta com a participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

“A pesquisa vai gerar uma coleta de dados dos municípios que informam os indicadores de produção e disponibilidade de alimentos; renda e condições de vida; acesso à alimentação adequada e saudável; saúde, nutrição e acesso a serviços relacionados; educação, programas e ações relacionadas a segurança alimentar e nutricional” ressalta Gabriella Souza.

A professora explica também que a UESPI vai realizar esse monitoramento através de pesquisa e extensão com os professores de pós-graduação de diversas áreas e também estudantes da Instituição. “Todos os dados coletados ficarão disponíveis em um software que vai informar que tipo de ações o governo deve promover para melhorar as condições de alimentação em cada estado” afirma.

Fonte: http://www.uespi.br/novosite/2011/11/28/piaui-tera-observatorio-socioambiental-em-seguranca-alimentar-e-nutricional/

06/12/2011
  • Comunidade rural de Itati aposta no turismo

Interessados em criar uma nova alternativa de renda e trazer maior valorização do trabalho agrícola, agricultores e comunidade rural de Itati e Maquiné estão organizando uma associação de turismo rural. Desde o início do ano, um grupo está participando dos cursos do Senar-RS e qualificando suas propriedades para receber turistas que querem conhecer as belezas naturais da região e que gostam de vivências em ambiente rural. “Queremos que os nossos filhos permaneçam aqui no interior e essa é uma forma deles participarem para darem continuidade ao nosso trabalho”, enfatiza o agricultor Rogério Martins. Com visão empreendedora, os produtores também acreditam que o turismo vai trazer mais desenvolvimento ao município.

Em busca de parcerias para desenvolver o projeto, aconteceu uma reunião no dia 18 de novembro, na propriedade do agricultor Telmo Witt, em Itati, onde reuniram-se representantes do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR/UFRGS), através do DESMA (Núcleo de estudos da Mata Atlântica) e do grupo de turismo, da ONG Ação Nascente Maquiné (ANAMA), do Instituto de Pesquisas Ambientais Mater Natura, da Cooperativa de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas (COOMAFITT) e da agência de ecoturismo Caminhos de Cima da Serra. De acordo com um dos articuladores principais desse projeto, Ricardo Mello, da ANAMA, a proposta é criar uma rota turística diferenciada que abranja três ambientes naturais - o litoral, a mata atlântica e os campos de cima da serra, envolvendo inúmeros municípios.

Para isso, a Mater Nutura, de Curitiba, que há 25 anos desenvolve projetos na área ambiental, está organizando encontros com os interessados, conhecendo os atrativos turísticos potenciais e agregando parceiros para implementar a rota. A técnica em educação ambiental da instituição, Regina Peres, explicou que o objetivo é incentivar o desenvolvimento do turismo rural sustentável em torno das unidades de conservação, agregando renda e preservação.

O PGDR também está apoiando essa iniciativa na região. Conforme a pesquisadora e professora da UFRGS, Rumi Kubo, a universidade tem possibilidades de colaborar, através da pesquisa, de ajuda na elaboração de projetos para captar recursos e disponibilizando a estrutura do pólo de ensino a distância do PLAGEDER - curso superior de Tecnologia em Desenvolvimento Rural - em São Francisco de Paula. Este é o município onde estão acontecendo a maioria dos encontros, reunindo parceiros de outras localidades interessadas na proposta.

Saiba mais – A iniciativa em criar esse projeto de turismo surgiu do segundo módulo do curso ambiental promovido pela Mater Natura á comunidade rural da região e que foi ministrado pela professora do PGDR, Dra. Gabriela Coelho de Souza, pela doutoranda Camila Vieira e pelo biólogo, Dr. Ricardo Mello.

Simone Moro
Jornalista – Mtb 12.561
imprensa.prisma@gmail.com



08/11/2011
  • Estão abertas as inscrições para os Seminários sobre Agroecologia

Já estão abertas as inscrições para o XII Seminário Estadual e XI Seminário Internacional sobre Agroecologia. Os eventos acontecem entre os dias 28 e 30 de novembro, em Porto Alegre, no auditório Dante Barrone, na Assembleia Legislativa do Estado e terão como tema central Outro Olhar Para o Desenvolvimento. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas on line no site www.emater.tche.br

Além do tema principal, as palestras irão abordar quatro eixos: Onde estamos? Para onde vamos? Soberania, construção e distribuição da riqueza; Um outro olhar para os Agroecossistemas; Reaprendendo o valor da biodiversidade; Limites, necessidades e possibilidades de produção e consumo. Também haverá exposição da biodiversidade com apresentação de experiências e produtos, e troca de informações.

Aproximadamente 20 instituições participam da organização dos Seminários que, este ano, deverão reunir mil pessoas entre agricultores, extensionistas, pesquisadores e poder público. Segundo a coordenadora dos eventos pela Emater/RS-Ascar, Ana Valls, a escolha do tema central faz referência à Agroecologia como ciência que possibilita o outro olhar sobre o desenvolvimento. “Esperamos refletir juntos como fazer este outro desenvolvimento, que é humanamente possível e eticamente necessário, se transformar numa realidade em todos os níveis de conhecimento e ação, para o bem-estar da nossa população”, afirma Ana.

Quando: 28 a 30 de dezembro
Onde: Auditório Dante Barone
Assembléia Legislativa
Porto Alegre - RS - Brasil

20/10/2011
  • Livro com participação de professores do PGDR obtém 2º Lugar no 53º Prêmio Jabuti 2011 da Câmara Brasileira do Livro na categoria Educação

A obra coletiva Interdisciplinaridade em Ciência, Tecnologia & Inovação, organizada por Arlindo Philippi Jr. e Antônio J. Silva Neto e publicada pela Editora Manole (2011) obteve o 2º lugar na apuração geral do 53º Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro na categoria Educação. Integra a obra um capítulo organizado por Fábio de Lima Beck, Jalcione Almeida, Roberto Verdum, Magda Zanoni, Carlos Guilherme Mielitz Neto, Tatiana Gerhardt, Claude Raynaut, Marta Julia Marques Lopes, Lovois de Andrade Miguel e Gabriela Coelho de Souza intitulado Construção de problemática de pesquisa interdisciplinar na Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da UFRGS. O vencedor do prêmio será conhecido em meados do mês de outubro.

Para maiores detalhes, consultar:
http://www.cbl.org.br/jabuti/telas/resultado/resultadoGeral.aspx?c=49&f=2
PHILIPPI, A. Jr. e SILVA NETO, A. J. Interdisciplinaridade em ciência,
tecnologia & inovação. Barueri/SP, Editora Manole, 2011. 998 p.

17/10/2011

  • DIÁLOGOS PGDR

    O lugar da Natureza no nosso desenvolvimento: conflitos ambientais no Brasil a partir das disputas em torno da hidrelétrica de Belo Monte – PA

    Debatedora: Doutoranda Lorena Fleury (PPGS/UFRGS)
    Moderador: Prof. Jalcione Almeida

    Mais informações: clique aqui

13/10/2011
  • UFRGS e EMATER realizam curso sobre manejo agroflorestal

    O DESMA (Núcleo de Estudos em Desenvolvimento Rural Sustentável e Mata Atlântica) vinculado ao Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural – PGDR/UFRGS e a EMATER-Ascar/RS, através do projeto Fortalecimento das Agroflorestas no RS, realizaram o mini-curso Manejo agroflorestal: conceitos, práticas e processos participativos, nos dias 29 e 30 de setembro. Além dos aspectos teóricos, como conceitos e princípios sobre manejo agroflorestal, diversidade socioambiental e design de sistemas agroflorestais, aconteceu uma saída de campo para a implantação de um sistema agroflorestal (SAF) participativo nos muncípios de Araricá e Sapiranga. O evento contou também com a parceria da Ong Sementes da Vida e da prefeitura municipal de Araricá.

    A professora do PGDR e coordenadora do projeto, Gabriela Coelho-de-Souza, apresentou as bases do projeto a partir da articulação das agroflorestas com a conservação da biodiversidade e com a Segurança Alimentar e Nutricional. Complementando a explanação, o mestrando do PGDR, Marcos Abrahão Cardoso, apresentou os princípios de design ecológico e aspectos da funcionalidade dos SAF’s. Entre os participantes, estavam os engenheiros florestais da EMATER, Antonio Borba e Dirceu Slongo, além da agrônoma da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Sabrina Milano, estudantes e graduados.

    O encontro prosseguiu no Espaço Sementes da Vida, em Araricá, onde agricultores, técnicos e autoridades presentes, validaram a proposta da implantação dos SAF’s, em duas áreas demonstrativas em Araricá e Sapiranga. Esse processo participativo, que vem acontecendo desde maio, é coordenado pelo técnico da Emater do escritório municipal em Sapiranga, Mateus Mello, pelo biólogo da Ong, Guilherme Reich e pelo técnico da Emater do escritório municipal em Araricá, Marcelo Ritter. Os agricultores da região construíram de forma conjunta um projeto piloto, no qual definiram as espécies florestais a serem plantadas em consórcio com as espécies agrícolas. Priorizaram aquelas de melhor inserção no mercado, como a erva-mate, a pitangueira, cedro, jabuticabeira, guajuvira, araucária, angico, bananeira, maracujá, frutos da palmeira juçara, entre outras, aliando importâncias ecológicas de cada uma.

    Segundo a avaliação da professora Gabriela, todos que participaram do curso tiveram a certeza de estarem experienciando um processo participativo. E os frutos dessa proposta já estão sendo colhidos, na medida em que os agricultores também estão implantando seus próprios SAF´s, como é o caso do produtor agroecológico de Sapiranga, Rubem Harff. “Os participantes do evento acharam que iam encontrar uma receita pronta. Mas saíram felizes, entendendo que cada um, a partir das características de suas áreas e do contexto que estão inseridos, deve criar os seus SAF´s”.

    Após o encontro, o preparo das áreas demonstrativas e os plantios serão realizados através de mutirões. Uma parte da produção será destinada à alimentação escolar e às feiras locais.

    Saiba mais - Essa iniciativa faz parte do projeto Fortalecimento das Agroflorestas no Rio Grande do Sul: formação de rede, etnoecologia, segurança alimentar e nutricional, realizado pelo DESMA, PGDR da UFRGS, e Emater-RS/Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) e a Ong Sementes da Vida.

    Simone Moro
    Jornalista - mtb 1256

29/09/2011
  • Disciplina em período especial no PGDR/UFRGS

    Tópicos Especiais em Estudos Dirigidos sobre Desenvolvimento Rural.

    Inscrições: Até 07/outubro/2011 pelo endereço eletrônico pgdrint@ufrgs.br.
    Público Alvo: Alunos Regulares do PGDR, Alunos Regulares de Outros Pós-Graduações da UFRGS e Alunos Especiais (vide orientações para alunos especiais em nossa página www.pgdrint@ufrgs.br).
    Professores Regentes:
    Marcelo Antônio Conterato, Cidonea Machado Deponti e Mônica Concha Amin.
    Créditos: 01 (15 horas/aula - 5 encontros de 3 horas cada)
    Local: Sala Celso Furtado do IEPE – Av. João Pessoa, 31 – ao lado do RU do Centro (PGDR/UFRGS)
    Horário: sexta-feira – 9:00h às 12:00

    OBJETIVOS

    a) Atualizar o debate sobre desenvolvimento rural;
    b) Colaborar na preparação dos alunos e estudiosos para o III Colóquio de Agricultura Familiar;
    c) Estudar as tendências contemporâneas sobre o tema desenvolvimento rural na Europa e no Brasil;
    d) Discutir os textos do Dossiê de Desenvolvimento Rural e o Dossiê da Revista Sociologias.

    Informações adicionais pelo endereço eletrônico pgdrint@ufrgs.br ou pelo telefone  51 3308-3281.

29/09/2011
  • Livro com participação de professores do PGDR é finalista do 
    53º Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro na categoria Educação

    A obra coletiva Interdisciplinaridade em Ciência, Tecnologia & Inovação, organizada por Arlindo Philippi Jr. e Antônio J. Silva Neto e publicada pela Editora Manole (2011) foi indicada como finalista do 53º Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro na categoria Educação. Integra a obra um capítulo organizado por Fábio de Lima Beck, Jalcione Almeida, Roberto Verdum, Magda Zanoni, Carlos Guilherme Mielitz Neto, Tatiana Gerhardt, Claude Raynaut, Marta Julia Marques Lopes, Lovois de Andrade Miguel e Gabriela Coelho de Souza intitulado Construção de problemática de pesquisa interdisciplinar na Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da UFRGS. O vencedor do prêmio será conhecido em meados do mês de outubro.

    Para maiores detalhes, consultar:
    http://www.cbl.org.br/jabuti/telas/resultado/resultado.aspx?c=49&f=1
    PHILIPPI, A. Jr. e SILVA NETO, A. J. Interdisciplinaridade em ciência, tecnologia & inovação. Barueri/SP, Editora Manole, 2011. 998 p.

27/09/2011
  • Especialista em sistema agroflorestal participa de encontro com técnicos e agricultores do Litoral Norte

O produtor e especialista em sistema agroflorestal, Ernest Göestch, esteve em Maquiné, Itati e Terra de Areia, no mês de setembro, para trazer sua experiência aos agricultores e aos técnicos do litoral norte e do projeto Fortalecimento de Agroflorestas no RS, realizado pela UFRGS e Emater-RS.

O suíço, há mais de 30 anos, une a agricultura à formação de florestas, promovendo a recuperação de áreas degradadas com base na sucessão natural de espécies, em sua propriedade de 500 hectares no sul da Bahia. Convidado a dar cursos e consultorias em todo o mundo, Ernest mostra que é possível produzir alimentos de uma forma diferenciada, com menos custo e maior lucro. Nesse sistema, as técnicas tradicionais de agricultura, como o fogo, a capina e o arado são substituídas por uma convivência harmoniosa e inteligente entre as espécies.

“A concorrência e a competição fria levam à escassez, ao conflito e à falência. Um sistema inteligente, baseado nos princípios do amor e cooperação entre as espécies leva à abundância e à prosperidade”, ensina Ernest.

Os três encontros que aconteceram nos dias 14, 15 e 16 de setembro foi organizado pela ONG Ação Nascente Maquiné (ANAMA), em parceria com o Centro Ecológico do Litoral, a Emater-RS e o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural - PGDR/UFRGS, através do projeto Fortalecimento de Agroflorestas no RS: formação de rede, etnoecologia, segurança alimentar e nutricional.

Mata ciliar produtiva – No primeiro dia, a equipe da Anama, juntamente com o técnico da Emater e coordenador do projeto Fortalecimento das Agroflorestas no RS, Mateus Mello, conversaram com Ernest sobre implantação de sistemas agroflorestais e plantios em matas ciliares. O especialista explicou que, em primeiro lugar, os solos devem estar sempre cobertos para conservar a umidade. Nos espaços entre as mudas nativas, sugeriu o plantio da mamona, mucuna preta, Crotalaria spectabilis e até mesmo mandioca para proteger as mudas e estimular seu crescimento. “Ao introduzir alimentos, como a batata doce, a mandioca e o abacaxi, além de proteger o solo, incentiva o produtor a cuidar dos plantios”, acredita.

Dia de campo – Nas propriedades dos agricultores Telmo Witt, no Arroio do Padre/Itati, e de Rodrigo Wolff de Sanga Funda/Terra de Areia foram realizadas atividades de campo com os técnicos e agricultores, para demonstrar formas de plantios e práticas de manejo em sistema agroflorestal.

Telmo já realiza algumas práticas agroflorestais em suas terras, como o consórcio de palmeira juçara e eucalipto. E, dentro desse sistema, também quer investir na citricultura. Assim, durante o dia, Ernest e os participantes do encontro planejaram o plantio e colocaram as primeiras mudas de laranjas e bergamotas na terra. Entre as linhas, serão introduzidas parreiras de maracujá e batata cará, juntamente com tomates, feijão de vagem, abóbora, além da palmeira juçara e das árvores de frutas nativas.  As parreiras e a produção de hortaliças ajudam no desenvolvimento das mudas, numa relação de cooperação - adubando, protegendo e recuperando o solo - além de garantir produção de alimentos durante todo o ano, num mesmo local. “Gostei muito do que aprendi. É preciso produzir de forma diferenciada para poder incentivar meus filhos a permanecerem na agricultura”, avaliou Telmo.

Na propriedade de Rodrigo Wolff também estiveram presentes vários técnicos da Emater da região do Litoral Norte e técnicos de Santa Maria, além do coordenador do Programa de Sistemas Agroflorestais da Emater, Antonio Borba. Durante o dia de campo, aconteceram palestras, plantios e visita na área de SAF da propriedade.

Simone Moro
Jornalista – Mtb 12.561

 

26/09/2011
  • Inscrições para o III Colóquio Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural

    Período de inscrição: de 26 de setembro a 26 de outubro.

    Veja mais: (clique aqui)

23/09/2011
  • Inscrições para curso de curta duração

Curso de Curta Duração, de 17 a 21 de Outubro de 2011

"A SOCIOLOGIA DAS REDES AGROALIMENTARES ALTERNATIVAS"
"The sociology of alternative food networks"

Inscrições até dia 07 de outubro de 2011

Veja as instruções para a inscrição: (clique aqui!)

05/09/2011
  • Resultado Edital 03/2011 – Auxílio Financeiro pra Estudantes

Veja o resultado oficial: (clique aqui!)

31/08/2011
  • PGDR na EXPOINTER - Fotos
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25/07/2011
  • Lançamento do livro "Os atores do Desenvolvimento Rural"

O lançamento do livro "Os atores do DR", mais um da Série Estudos Rurais, ocorrerá Congresso da SOBER - Belo Horizonte/MG, no dia 26/07/2011, terça-feira, no período da tarde.

Mais informações sobre o livro - clique aqui.

25/07/2011
  • Lançamento do III Colóquio Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural

"Lançamento do III Colóquio Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural - Um convite ao Tema da Construção de Mercados para a Agricultura Familiar"

Apresentador: Prof. Sérgio Schneider, com participação do mestrando Maycon Schubert.

Data: 16 de agosto

Horário: 17:30h

Local: Sala Josué de Castro

 

19/07/2011
  • Tese de doutoranda do PGDR é premiada na SOBER.

A tese defendida pela doutoranda Rozane Márcia Triches do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi escolhida como a melhor tese em Sociologia Rural e receberá o prêmio José Gomes da Silva, concedido pela Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER). A tese tem como título "Reconectando a produção ao consumo: a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar para o Programa de Alimentação Escolar", e foi orientada pelo professor Sergio Schneider e coorientada pela professora Tatiana Gerhardt.

19/07/2011
  • Prof. Sérgio Schneider assumirá a presidência da SOBER.

O professor Sergio Schneider, do PGDR/UFRGS, assumirá a presidência da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER), por ocasião da assembleia geral que será realizada durante o 49º Congresso da Sociedade no final de julho em Belo Horizonte, MG. O professor Sergio foi eleito no final do ano passado, e assumirá a presidência da SOBER pelo período de 2 anos.

13/07/2011
  • Resultado Edital 02/2011 – Auxílio Financeiro pra Estudantes

Veja o resultado oficial: (clique aqui!)

01/07/2011
  • Premio Iberoamericano de Tesis de Investigación sobre Vivienda Sustentable Infonavit-Redalyc - Convocatoria 2011

Para maiores informações, acesse o site:

http://www.estudiosterritoriales.org/

16/06/2011
  • III Colóquio de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural

Porto Alegre, 17 e 18 de novembro de 2011

“Construção de mercados para a agricultura familiar: desafios para o desenvolvimento rural”

Promoção
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural – PGDR
Programa de Pós-Graduação em Sociologia - PPGS

Realização
Grupo de Estudos e Pesquisas Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural – GEPAD

Local
Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas - UFRGS

maiores informações (clique aqui!)

09/06/2011
Edital de missão de curta duração

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação está dando incentivo para a expansão da inserção internacional dos Programas de Pós-Graduação da UFRGS através deste Edital (clique aqui!).

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Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural - Telefone: (51) 3308-3281 - E-mail: pgdr@ufrgs.br