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Pesquisador da UFRGS receberá o titulo de Doutor Honoris Causa da Universidade de Montpellier

NT_20161130101335_cod1506O Prof. Dr. Ricardo Augusto da Luz Reis, do Instituto de Informática da UFRGS, receberá o titulo de Doutor Honoris Causa da Universidade de Montpellier.

A distinção será concedida no dia 09 de dezembro, na França, por sua contribuição na esfera internacional e na  formação de especialistas e pesquisadores em sua área.

Trajetória de Ricardo Reis

Ricardo Augusto Da Luz Reis é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele é Doutor em Instituto de Engenharia National Polytechnique de Grenoble em TI, opção microeletrônica (1983). A sua investigação é na interface entre o microeletrônica e de tecnologia da informação, no domínio do software e ferramentas o projeto de arquiteturas de circuitos integrados. Com mais de 500 publicações e inúmeros protótipos, é reconhecido internacionalmente por suas contribuições para a síntese automática de topologias circuitos digitais CMOS. Ele representou o Brasil em muitos casos Internacional e contribuiu para inúmeras colaborações com a França, em particular com a Universidade de Montpellier desde 1990.

Fonte: Fapergs

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Professores da UFRGS estão entre os vencedores do Prêmio Pesquisador Gaúcho

jovem pesquisador gaucho

Nesta terça-feira, 13 de setembro, foram divulgados os vencedores do Prêmio Pesquisador Gaúcho. Entre os ganhadores  estão dois professores da UFRGS. Na área de Física e Astronomia, a ganhadora é a pesquisadora do Instituto de Física Thaisa Storchi Bergmann; e na área de Matemática/Estatística/Computação, o professor do Instituto de Informática Manuel Menezes de Oliveira Neto.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS) divulga nesta terça-feira, dia 13 de setembro, os destaques da pesquisa científica no Estado por meio do Prêmio Pesquisador Gaúcho 2016. A UFRGS conta com dois pesquisadores premiados na modalidade Pesquisador Destaque.

Manuel Neto é professor no Departamento de Informática Aplicada e desenvolve pesquisas nas áreas de computação gráfica, processamento de Imagens, visão computacional, realidade aumentada e realidade virtual, entre outras. Ele é orientador de pesquisa em destaque nesta semana no UFRGS Ciência. Thaisa Bergmann está ligada ao Departamento de Astronomia e realiza estudos na área de astrofísica extragaláctica. Foi a primeira cientista a detectar a presença de um disco de acreção em torno de um buraco negro no centro de uma galáxia inativa. Em 2015 conquistou o prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência.

Cerimônia

A solenidade de premiação será realizada no dia 6 de outubro de 2016, no Salão de Convenções da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS).

Fonte: UFRGS Notícias

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UFRGS entrega título de Professor Emérito a ex-diretor do Instituto de Informática

Referência na pesquisa em Engenharia de Software, Tom Price também se destacou na Universidade como ex-diretor do Instituto de Informática e do CPD. Foto: Gustavo Diehl

Referência na pesquisa em Engenharia de Software, Tom Price também se destacou na Universidade como ex-diretor do Instituto de Informática e do CPD. Foto: Gustavo Diehl

Em sessão solene nesta terça-feira, dia 18, o Conselho Universitário da UFRGS concedeu título de Professor Emérito ao docente do Instituto de Informática, Tom Price, “o Professor Tom”, como é conhecido pelos alunos e colegas de trabalho. Com reconhecida dedicação à Universidade, o professor é ex-diretor do Instituto de Informática e do CPD, e também se destacou como responsável pela criação do Centro de Empreendimento em Informática (CEI). Aos 67 anos e aposentado desde 2000, participa ativamente, até hoje, de atividades de pesquisa no INF, como orientador de alunos de mestrado e doutorado, e também como conselheiro dos colegas.

Ao presidir a solenidade de outorga do título, o vice-reitor Rui Vicente Oppermann destacou, em sua fala, as contribuições do professor Tom, que ajudaram a construir o reconhecimento do Instituto de Informática como um dos centros de ensino e pesquisa mais relevantes no Brasil e fora do país.

“O professor Tom Price ajudou a criar o embrião do INF e contribuiu decisivamente para o crescimento da área da Informática no Rio Grande do Sul a partir da interação comunidade acadêmica-sociedade, desempenhada de forma exemplar por meio da atuação do CEI. Para a UFRGS, esse modelo é a essência da conexão respeitosa, construtiva e benéfica para todos”, declarou o Vice-Reitor.

No mês em que comemora seus 25 anos, o Instituto de Informática celebra a homenagem concedida do professor Tom Price, uma das referências no ensino e na pesquisa na Unidade, conforme explicou o orador da sessão, professor Luiz Lamb, diretor do INF, que propôs a concessão do título ao homenageado.

“Como diretor do INF, o professor Tom Price destacou-se pela criação da primeira incubadora dedicada exclusivamente à área de tecnologia de Informação do Sul do Brasil, consolidando-se em contribuições marcantes às atividades de empreendedorismo e inovação na UFRGS. Além de sua contribuição à área da Engenharia de Software, tendo participado de forma notável da criação de grupos de pesquisa , formação de recursos humanos e interação com a sociedade”, disse Lamb.

Prestigiado por alunos, colegas de trabalho e familiares, Tom Price devolveu em agradecimentos o recebimento do título de Professor Emérito. Em seu discurso, fez referência especial à esposa Ana Price, colega de curso na UFRGS, parceira de trabalho e colega docente no departamento do INF, com quem vive há mais de 40 anos “um harmonioso e agradável convívio”. Disse também que aproveita bem “seu retiro” entre partidas de golf e a companhia dos filhos e netos.

“Comovido e constrangido, sinto-me lisonjeado por receber esta homenagem. Não me julgo merecedor de tão grande mérito, apenas fiz meu trabalho com satisfação e alegria. Muito obrigado”, finalizou Tom Price.

Trajetória na UFRGS

Filho de inglês e austríaca nascido em Porto Alegre, Roberto Tom Price iniciou sua trajetória na UFRGS em 1966, quando iniciou o Engenharia Civil e já nos primeiros semestres do curso participava de atividades inovadoras e pioneiras na área de Ciência da Computação na Universidade. Na década de 1970, começou a trabalhar como na Direção do CPD, como programador e depois como analistas de sistemas.

Seu mestrado foi concluído em 1975, com dissertação sobre Análise de Organizações de Arquivo e Técnicas de Gerenciamento de Dados, incluindo modelos matemáticos para estimar tempo de acesso e tamanho de arquivos em função dos dados.

Retornando a Porto Alegre, foi convidado a ingressar no CPGCC (Curso de Pós-Graduação em Ciência da Computação, denominação do PPGC na época), primeiro curso na área estabelecido RS. Nesta época, ajudou a criar o embrião da unidade acadêmica que se tornaria futuramente o Instituto de Informática.

Entre 1976 e 1980, atuou na área de Banco de Dados, pesquisando e orientando trabalhos sobre tópicos avançados na época, como linguagem SQL, cálculo e álgebra relacional, otimização de acesso e gerência de bases de dados distribuídas. Seu nome é associação à colaboração decisiva para o crescimento da área de Informática no RS.

De espírito irrequieto e inovador, no ano de 1980, o professor Tom decide cursar doutorado na Universidade de Sussex, Inglaterra. O tema escolhido para o doutorado era inovador – projeto de editores inteligentes dirigidos pela sintaxe, utilizando gramáticas de atributos – e continuou relevante mesmo após seu término e retorno ao Brasil: muitos trabalhos decorrentes deste tema de tese se seguiram e foram publicados, anos após a publicação da tese, fato raro em Ciência da Computação. De volta ao Brasil, se notabiliza como pesquisador na área de Engenharia de Software, na qual desenvolve seus projetos e orienta a maioria de seus alunos, mas convive e interage também com os pesquisadores das áreas de Sistemas de Informação e Bancos de Dados. Participa do Simpósio Brasileiro de Engenharia de Software (SBES) desde suas primeiras ocorrências, colaborando para que se consolidasse como uma das mais importantes conferências de Ciência da Computação no Brasil.

Ao longo de sua carreira, o Prof. Tom Price também contribuiu significativamente para as atividades de gestão e planejamento acadêmico. Foi Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação da UFRGS de 1985 a 1987, período no qual o curso de Doutorado foi concebido e aprovado. Foi Diretor do CPD da UFRGS, aglomerando a Divisão de Computação e o Departamento de Informática, de setembro de 1988 a março de 1990. Neste interlúdio, foi um dos responsáveis pela nova estrutura das instituições relacionadas à Informática na UFRGS, que deu origem à criação do Instituto de Informática, do Centro de Supercomputação, e à integração das várias unidades através de Rede Nacional de Pesquisa (RNP). Foi, também, Diretor do Instituto de Informática da UFRGS, de agosto de 1994 a agosto de 1998, tendo que vencer inúmeras dificuldades para a criação de uma infraestrutura adequada para o bom andamento das atividades do INF no então longínquo Campus do Vale. Criativo, conseguiu captar muitos recursos públicos, de órgãos de fomento nacionais e estaduais, e da própria universidade, conseguindo executar muitas obras importantes.

Sempre trabalhou ativamente pela integração do mundo acadêmico com o mundo empresarial, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento da Informática no Rio Grande do Sul, sendo um dos principais responsáveis pela criação pioneira de uma incubadora tecnológica de Informática na UFRGS, o CEI (Centro de Empreendimentos em Informática), inaugurada em 1996, durante sua gestão como diretor.

Apesar de sua intensa atividade de gestão acadêmica, sempre se manteve como professor de diversas disciplinas da graduação e pós-graduação na UFRGS, sobretudo na área de Engenharia de Software e Banco de Dados. Orientou dezenas de alunos de mestrado e doutorado, sendo um dos professores pioneiros do INF em aceitar alunos estrangeiros para orientar, tendo orientado estudantes latino-americanos, notadamente uruguaios e argentinos.

Fonte: UFRGS Notícias

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Juergen Rochol é homenageado com o título de Professor Emérito da UFRGS

O reitor Carlos Alexandre Netto entrega o Prêmio de Professor Emérito a Juergen Rochol. Imagem: Gustava Diehl

O reitor Carlos Alexandre Netto entrega o Prêmio de Professor Emérito a Juergen Rochol. Imagem: Gustava Diehl

Em cerimônia realizada na manhã de ontem, dia 22, no auditório do Instituto de Informática, no Campus do Vale, Juergen Rochol recebeu o título de Professor Emérito da Ufrgs. Sua notável trajetória como professor e pesquisador e seu pioneirismo em atividades de transferência tecnológica e inovação na Ufrgs foram fundamentais para sua consagração.

Juergen Rochol nasceu em Berlim, Alemanha, em 1938 e cinco anos depois a família vem para o Brasil, em longa viagem de navio, distanciando-se do ambiente da Segunda Guerra Mundial. Aprovado no vestibular da UFRGS para Engenharia Elétrica, chegou a cursar dois anos na instituição e dois outros em seu país natal antes de fazer a opção pela Física, área em que se graduou em 1965 e tornou-se mestre em 1972.

Tem vínculo profissional com a Universidade desde 1967. Seu ingresso na área de informática ocorreu em 1973, ao aceitar o convite para integrar o grupo de professores orientadores do recém-criado Curso de Pós-graduação em Ciência da Computação da UFRGS (CPGCC), primeiro a ser oferecido no Rio Grande do Sul. Na década de 1970, Juergen Rochol destaca-se pelo seu pioneirismo em atividades e inovação e transferência tecnológica. Neste período, projetou e construiu o primeiro MODEM brasileiro – equipamento indispensável em comunicação de dados – que foi comercializado pela PARKS Eletrônica e que gerou o primeiro contrato de transferência de royalties entre a UFRGS e uma empresa gaúcha, ainda na década de 1970. Pelo desenvolvimento desse produto, é conhecido como um dos pioneiros da comunicação de dados no Brasil. Nos anos 1970 e 1980, atuou em empresas formadas em sociedade com ex-alunos de pós-graduação, sem descuidar a consolidação de sua área de pesquisa acadêmica. Publicou, também, dois livros na área de Comunicação de Dados, dentro da série de livros didáticos do Instituto de Informática, sendo eles: “Comunicação de Dados” e “Redes de Computadores”, sendo este último em parceria com os professores Alexandre Carissimi e Lisandro Zambenedetti Granville.

Desde 2003, após sua aposentadoria, é professor colaborador-convidado da Informática, com atuação intensa e regular nas atividades do Instituto, além de sua participação em bancas de mestrado e doutorado em outras instituições.

Fonte: Ufrgs Notícias