
O acervo de Exposições Fotográficas do Navisual/PPGAS/Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul abriga ensaios fotográficos de cunho antropológico, de graduandos, mestres e doutores das mais diversas universidades brasileiras.
Este acervo recebe novas aquisições sistematicamente e expõe os ensaios fotográficos periodicamente na Galeria Olho Nu/Campus do Vale UFRGS.
Feito a mão como antigamente: um olhar etnográfico sobre a trajetória laboral de um construtor de instrumentos musicais na região metropolitana de Porto Alegre, RS
Eduardo Ribeiro Gonçalves
(bolsista de iniciação científica PIBIC/CNPq do Núcleo de Antropologia Visual, Laboratório de Antropologia Social, PPGAS, IFCH, UFRGS)
Expografia sob a coordenação do Dr. Ronaldo Correa, pós-doutorado Capes no BIEV/Navisual PPGAS IFCH e ILEA UFRGS.
Equipe de estudo e montagem: Ronaldo Correa, Rumi Kubo, Aline Rochedo, Fabricio Barreto, Luisa Dantas, Cornelia Eckert.
Ano de produção: 2013
A exposição faz parte de uma pesquisa de iniciação científica PIBIC/CNPq de autoria de Eduardo Ribeiro Gonçalves, realizada no NAVISUAL. Trata-se de um exercício etnográfico orientado pelos professores doutores Cornelia Eckert e Ronaldo Corrêa. Consiste em um relato imagético dos lugares, gestos e artefatos do trabalho de construção de instrumentos musicais feitos pelo interlocutor Ronaldo Batista Magni. As entrevistas e imagens foram feitas na sua oficina, em Cachoeirinha (RS), entre agosto e dezembro de 2012. Além de concertos de violões e guitarras tradicionais, o trabalho artesanal de Ronaldo em conjunto com a sua preocupação quanto a reciclagem, produz instrumentos feitos a partir de materiais reaproveitáveis, como latas de biscoito e lastros de madeira encontrados em caixas de morango que a fruteira da esquina coloca no lixo. A paciência e o trabalho minucioso, enfatizados no discurso do interlocutor refletem-se nos instrumentos de sua autoria. A tentativa de preservar a originalidade do instrumento, tanto a cor quanto o material investido em cada um faz parte do valor sentimental demonstrado por este construtor e restaurador em relação ao seu ofício.
Os estudos antropológicos provindos, principalmente, de uma vertente francesa sobre a cultura material e as técnicas do corpo (Marcel Mauss, Jean-Pierre Warnier) convergem ao tentar interpretar a formação dessas “conexões” entre o material e o corporal, além da produção de gestos, corpos e artefatos por uma cultura material. Através da experiência etnográfica da pesquisa, a partir do olhar do interlocutor expressado em suas narrativas, e visitas de campo o pesquisador tenta aproximar-se dessas apropriações que o individuo faz com seu oficio, sendo elas técnicas ou sentimentais.
31 imagens – 8 (30x40); 23 (20x30) – distribuídas em 12 painéis – 8 painéis (88,5 x 88,5 cm); 4 painéis (58,5 x 88,5 cm)
Antropologia Anos 90: estilísticas de produção etnográfica de imagens
Adriane Rodolpho; Alfredo Barros; Édison Gastaldo; Everton N. Prado; Fernanda Chemale; Leandra Mylius; Letícia Ramos; Liliane S. Guterres; Luiz Eduardo R. Achutti; Marcelo Paiva; Patrícia Rodolpho; Rafael Devos; Rosangela Schulz; Rumi R. Kubo
(colaboradores Navisual)
Ano de produção: 2012
A galeria Olho Nu foi criada em 1995 e desde então tem se constituído em um espaço de exposição das produções acadêmicas permeadas pelo uso da imagem. Sob responsabilidade do Núcleo de Antropologia Visual (Navisual), ao longo desses anos foram realizadas 99 exposições, abarcando trabalhos de conclusão de curso, dissertações, teses, exposições comemorativas e outras produções, principalmente de cunho etnográfico. Em seu conjunto, propiciam a leitura de um tempo a partir do esforço contínuo de vivenciar, narrar, interpretar, rememorar. Nesta exposição, "Antropologia Anos 90: estilísticas de produção etnográfica de imagens", reunimos algumas imagens do acervo de exposições dos anos 90 como uma forma de expor um pouco desta visualidade etnográfica em constituição.
8 painéis (80x80 cm); 4 painéis (50x80 cm); 2 painéis (36x58) contendo cada um 2 fotografias. Cor e p&b.; 2 fotografias p&b (18x24) com moldura.; 5 fotografias (20x30); 4 fotografias (17x24); 6 fotografias (15x10); 1 painel com gravura (36x48); 1 fotografia com moldura (30x25); 14 fotografias (6x9); 3 fotografias (25x20).
Manifestações Religiosas em Espaços Públicos
Emerson Giumbelli; Fernanda Heberle; José Luis Abalos Jr.; Lucia Copelotti; Marcello de Jesus Múscari; Norberto Decker; Renan Santos; Rodrigo Toniol; Sarine Schneider; Cátia Agne Vanzellotti; Cornélia Eckert; Débora Bueno; Rumi Kubo; Yuri S. Rapkiewicz
(Equipe Núcleo de Estudos da Religião e Equipe Núcleo de Antropologoa Visual)
Ano de produção: 2012
Os temas do turismo, da peregrinação e de manifestações religiosas em espaços públicos estão freqüentemente presentes ou 'impactam' no trabalho de campo dos investigadores das ciências sociais, independentemente dos seus tópicos e contextos de investigação. Em Janeiro de 2011 o Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA), do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS) da Universidade de Évora convidaram diversos pesquisadores a enviarem fotografias tiradas durante seus trabalhos de campo que suscitassem algum tipo de reflexão sobre os temas propostos. Essa exposição, originalmente chamada de “Sacred Tourism, Secular Pilgrimage Travel and Transformation in the 21st century”, foi apresentada em um simpósio internacional em Julho daquele ano no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). Após esse evento a exposição passou por diferentes países incorporando, em cada realização, novas imagens. Realizada em paralelo ao seminário A Religião no Espaço Público, a exposição, agora rebatizada Manifestações Religiosas em Espaços Públicos, é apresentada no Brasi
8 painéis (80x80 cm); 4 painéis (50x80 cm); 21 painéis (29,5x42 cm).
E foi tudo na base da tesoura... Gestos e percursos nas barbearias de Porto Alegre
Pedro Paulo de Miranda Araújo Soares
(doutorando PPGAS /UFRGS)
Ano de produção: 2012
As imagens desta exposição resultam da pesquisa que deu origem à dissertação de mestrado intitulada “Etnografando as barbearias da cidade: Um estudo antropológico sobre memória e trabalho no mundo urbano de Porto Alegre (RS)” defendida em 2011 sob a orientação da Profa. Dra. Cornelia Eckert. Neste trabalho é realizado um estudo sobre a memória de uma categoria profissional urbana, no caso os barbeiros e barbeiras da cidade de Porto Alegre. No decorrer da dissertação são discutidos principalmente os aspectos dos saberes e fazeres da profissão que incluem os processos de aprendizado do ofício e as redes sociais de ingresso no mundo do trabalho, além da análise das formas de sociabilidade que se desenrolam nas barbearias, o que auxilia na compreensão de como os interlocutores da pesquisa vivenciam seu espaço de trabalho, sendo relevantes para o processo etnográfico as narrativas pelas quais os profissionais das barbearias constroem um sentido de seu pertencimento à paisagem urbana. Nesta exposição dois percursos se encontram. Um percurso de caminhadas pela cidade, enunciações pedestres que contam uma história de estranhamentos, de descoberta da cidade e da construção do campo na pesquisa etnográfica. O outro percurso é o de mãos e olhos atentos em seu trabalho sobre a matéria. Induzir o trabalho das mãos a um determinado ritmo, decompor e ordenar a totalidade de um processo material como o corte de cabelo ou a feitura da barba em etapas e sequências de gestos é uma maneira de dar forma ao mundo e de pensar sobre o tempo.
1 foto de 55 X 40; 1 foto de 60 x 62; 19 fotos de 21,5 x 15; 2 fotos de 20,2 x 25,5; 1 fotos de 29,5 x 32,2; 1 foto de 39,8 x 33; 1 foto de 19 x 26; 1 foto de 17,4 x 25,5; 1 foto de 22 x 22; 1 foto de 15 x 24,5; 16 x 14,4; 1 foto de 16,1 x 24; 1 foto de 39,9 x 29; totalizando 32 fotos distribuídas em 8 painéis (88,5 x 88,5) e 4 painéis (88,5 x 58,4).
Rastros
Rodrigo Toniol
(doutorando PPGAS/UFRGS)
Expografia sob a coordenação do Dr. Ronaldo Correa, pós-doutorado Capes no BIEV/Navisual PPGAS IFCH e ILEA UFRGS.
Ano de produção: 2012
Esta pesquisa tem como foco de interesse empírico a promoção e realização de caminhadas na natureza como política pública no Estado do Paraná, Brasil. A partir deste contexto, investigou-se o modo pelo qual esta ação está relacionada com uma série de transformações mais amplas que têm contribuído para tornar a questão ambiental uma espécie de idioma não restrito ao âmbito ecológico, mas capaz de operar como paradigma moral, ético e estético. Neste sentido, interessam tanto os processos de institucionalização da questão ambiental, como sua acomodação em contextos de relações específicos. Para tanto, privilegio os caminhantes e o modo pelo qual experimentam a caminhada, forjando sentidos do que seja ecologia, natureza e paisagens rurais, assim como as ações estatais e sua capacidade de articular projetos de desenvolvimento econômico, ecologia, agricultura familiar e turismo na promoção das caminhadas.
8 painéis (88,5 x 88,5 cm); 4 painéis (58,5 x 88,5 cm)
Demasiado tarde
Anelise dos Santos Gutterres
(doutoranda PPGAS/UFRGS, pesquisadora do Biev)
Ano de produção: 2011
"Um distinto hotel, uma pensão, um restaurante, uma casa de passagem, uma ‘casa tomada’, um prédio fechado, um lugar perigoso, um canteiro de obras. Todos esses lugares integravam a trajetória daquela construção localizada na esquina das ruas Brasil y Bolívar, no Bairro de San Telmo, na capital da Argentina. Ela já estava desabitada quando, por intermédio de Bruno, o arquiteto responsável pela restauração do prédio, pude ingressar nela. Assim como essa construção, a região de San Telmo tinha dezenas de outras casas, prédios, sobrados, antigos hotéis que aparentemente pareciam abandonadas, a notar por sua pintura mal conservada, janelas quase sempre fechadas, limo, mofo e plantas crescendo do terraço ao umbral. O aspecto de abandono, no entanto, negligenciava o cotidiano produzido atrás daquelas portas coladas às calçadas".
As fotografias desta exposição integraram a dissertação de mestrado em Antropologia Social, A morada como duração da memória. Estudo antropológico das narrativas e trajetórias sociais de núcleos familiares e redes de camadas médias urbanas habitantes da cidade de Porto Alegre, RS Brasil e do bairro de San Telmo, na cidade de Buenos Aires. Elas foram produzidas em 2009, na cidade de Buenos Aires, a partir de um intercâmbio de três meses pelo programa "Red de Asociación de Posgrado en Antropologia Social, Argentina-Brasil. Programa Binacional de Centros Asociados de Posgrado en Antropologia Brasil (PPGAS/ UFRGS e Museu Nacional/ UFRJ) e Argentina (IDAES - UNSAM)", onde a pesquisadora recebeu uma bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes.
8 painéis (80x80 cm); 4 painéis (50x80 cm); 4 fotografias 25x38; 20 fotografias 17x25
O Movimento da Legalidade (1961)
Museu da Comunicação Social Hipólito José da Costa / Estado do Rio Grande do Sul / NPH 4 / UFRGS
(Apoio: PPG HISTÓRIA – IFCH / Coordenação da Exposição: Profa. Carla Simone Rodeghero; Historiador Francisco Carvalho Jr. / Pesquisa de Apoio: Gabriel Dienstmann e Daniel Gomes)
Ano de produção: 2011
Entre o final de agosto e o início de setembro de 1961, uma ampla mobilização política, liderada pelo governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, garantiu a posse de João Goulart na presidência da República. Mesmo antes de 1960, quando foi eleito vice-presidente, Jango já era alvo de desconfiança de setores políticos e militares conservadores, que viam nele uma liderança perigosa, que poderia conduzir o país à desordem. Jango e Brizola foram protagonistas de destaque da democracia inaugurada em 1945. A partir deste ano, antigos e novos atores políticos passaram a disputar espaço na definição dos rumos do Brasil. Além da atuação dos partidos criados a partir de apoiadores e opositores do Estado Novo, assistiu-se à emergência dos trabalhadores urbanos na política, começando pelo movimento queremista e se dirigindo, em seguida, ao Partido Trabalhista. Outras forças políticas como comunistas, socialistas e ex-integralistas também participaram dos embates políticos do período. Estavam em jogo diferentes modelos de desenvolvimento, diferentes graus de aceitação da interferência do Estado na economia; maior ou menor apoio à presença do capital estrangeiro; diferentes formas de inserção no quadro internacional da guerra fria; posturas diversas ou até opostas em relação à possibilidade de manifestações sindicais e políticas dos trabalhadores urbanos; rechaço ou tentativas de tocar na questão dos trabalhadores do campo e na Reforma Agrária; radicalização ou renúncia da herança getulista. O que aconteceu em 1961 foi o enfrentamento entre estes projetos: os ministros militares de Jânio Quadros – candidato eleito pela oposição – viram na posse de Jango a possibilidade de retorno ou de reforço do projeto getulista, agora numa dimensão radicalizada. Entre os apoiadores da iniciativa de Leonel Brizola – além de autoridades do III Exército e da Igreja Católica – estavam representantes das novas categorias que vinham buscando espaço no campo político: oficiais e subalternos das Forças Armadas e da Brigada Militar, estudantes, envolvidos na luta pela Reforma Agrária, trabalhadores urbanos sindicalizados, e também um número significativo de “populares”. A exposição apresenta indícios deste apoio, através das fotos produzidas pela Assessoria de Imprensa do Palácio Piratini, das notícias publicadas em jornais de Porto Alegre, de uma fala de Brizola na Rádio da Legalidade e do hino do movimento. Junta-se a isso um conjunto de capas de obras memorialísticas e de pesquisa, as quais são ilustrativas da importância que o evento teve para a posteridade. Com este material, pretendemos dar a ver diferentes dimensões do embate em questão: a negociação política, a mobilização via Rede da Legalidade, a arregimentação de forças militares, o apelo popular da causa e, finalmente, o desfecho. Jango toma posse em 7 de setembro de 1961.
8 painéis (80x80 cm); 4 painéis (50x80 cm).
Trajetória de uma aprendiz no estúdio de tatuagem Edu Tattoo
Bianca Brochier; Cátia Agne Vanzellotti; Paola Natália Laux e Rodrigo Azambuja
(graduandos em Ciências Sociais – UFRGS)
Ano de produção: 2011
Essa exposição foi concebida a partir de um trabalho realizado como forma de avaliação para a disciplina de Antropologia Visual e da Imagem, cursado no primeiro semestre de 2011, sob a orientação das Professoras Dra. Juliana Cavilha e Viviane Vedana. Nosso processo de trabalho consistiu em idas semanais até o estúdio EduTattoo. La trabalha a aprendiz que foi objeto de nossa etnografia, a Ivy Saruzi. Ela tem 24 anos e trabalha no estúdio há 2 anos; sempre teve um enorme gosto por desenho e artes em geral e quando esteve pela primeira vez em um estúdio de tatuagem teve certeza que era a carreira que deseja trilhar. Teve como primeiras responsabilidades esterilização de materiais e colocação de piercings, somente após tempo de treinamento, lhe foi permitido tatuar. Hoje ela também é a gerente da loja. Ao longo do campo, acompanhamos a rotina da Ivy, os seus deveres e responsabilidades como gerente, as etapas de aplicação de piercing e o processo de tatuagem. E esta fotoetnografia trata sobre uma adas atividades por ela desempenhada: Body piercing. Aqui estão as etapas da apliacação do piercing, desde a primeira conversa com o cliente, onde é escolhida a joia e assinado o termo de compromisso, passando pela preparação dos materiais e escolha do local da aplicação, chegando, enfim, o momento onde o trabalho é admirado pelo cliente.
8 painéis (80x80 cm); 4 painéis (50x80 cm); 13 fotografias 24x30.
“Já vai pular, mas antes…”: Etnografia visual das práticas de sociabilidade de artistas de rua do Largo Glênio Peres em Porto Alegre – RS
Andressa Nunes Soilo; Bernardo Ferreira; Maikon Zimmer Nilles e Maruí Fogaça Bastolla
(graduandos em Ciências Sociais – UFRGS)
Ano de produção: 2011
Entre março e julho de 2011, a cadeira de Antropologia Visual e da Imagem ministrada pelas professoras Juliana Cavilha e Viviane Vedana teve a proposta de saídas a campo com a finalidade de retratar as interações sociais de grupos através de imagens fotográficas e fílmicas, além de captação sonora dos campos escolhidos pelos alunos. O presente trabalho destinou-se a observar artistas de rua que se apresentam no Largo Glênio Peres em Porto Alegre. Nesse sentido, investigamos como se dão as estratégias de apropriação do espaço público, ações performáticas de trabalho, práticas e relações de sociabilidade dentro de um contexto urbano através da perspectiva da Antropologia Visual. Procuramos através dessa narrativa fotográfica, construir um recorte que busque abordar as etapas do processo desta prática de trabalho presente no cotidiano de muitos transeuntes do centro da cidade. Um dos artistas de rua, que pode ser considerado como o protagonista do espetáculo apresentado nas ruas, chama-se Damião. Com a voz alternando entre tons graves e suaves, altos e baixos, ele chama a atenção dos transeuntes da cidade com suas ameaças de pular em um círculo com facas. Estabelecida a plateia, o artista se utiliza de uma linguagem jocosa e descontraída para entreter o público enquanto faz propagandas de produtos à venda no local. Todo o espetáculo de Damião é baseado no poder de arguição e controle do tempo.
8 painéis (80x80 cm); 4 painéis (50x80 cm); 22 fotografias 20x25.
PPGAS 35 Anos
Equipe Navisual
(bolsistas e pesquisadores Navisual/UFRGS)
Ano de produção: 2009
Esta exposição traz imagens/documentos fotográficos digitalizados de eventos que envolveram o PPGAS nestes 35 anos de existência. Retoma painéis montados originalmente em 1999 pela antropóloga Liliane Guterres para comemorar os 25 anos PPGAS/UFRGS, e apresenta quatro painéis com fotografias de eventos científicos do PPGAS UFRGS, de professores e de turmas de alunos.
8 painéis (80x80 cm); 4 painéis (50x80 cm).
E-mail: navisual@ufrgs.br
Estudo antropológico sobre a experiência de ser longevo entre moradores idosos de Veranópolis – RS e Maués – AM
Fabiela Bigossi
(doutoranda PPGAS/UFRGS, pesquisadora Navisual)
Ano de produção: 2009
O município de Maués localiza-se a 267 km de Manaus, porém, como só é possível chegar por meio aquático ou aéreo, essa distância significa muito. Às margens das águas negras do rio Maués-Açu, a cidade tem aproximadamente 46 mil habitantes que vivem na área urbana e em comunidades nas ilhas ao redor do vasto território. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do Datasus indicam que Maués está entre os dez municípios com maior proporção de idosos, com cerca de 1% de idosos longevos (com idade igual ou acima de 80 anos), enquanto que a média do estado e da capital, Manaus, está em torno de 0,5%. Segundo relatam os idosos de Maués, o consumo diário de guaraná favorece a longevidade. As imagens foram realizadas no Centro de Convivência do Idoso (CCI) acompanhando o dia-a-dia dos idosos que se dirigem ao centro para realização de exames médicos de rotina e atividades de lazer.
2 fotografias 20x30; 24 fotografias 20x25; 19 fotografias 10x15
E-mail: fabiela_b@yahoo.com.br
O sangue wayuu nas territorialidades do deslocamento: etnografia da resistência em wounmaikat (a mãe terra)
Fanny Longa Romero
(doutoranda em Antropologia Social PPGAS/UFRGS)
Ano de produção: 2009
Baseado em pesquisa etnográfica relacionada com implicações de ordem política, cosmológica e de gênero, junto os índios wayuu no ano 2009, este ensaio fotográfico foi realizado na Península da Guajira, na porção do norte da Colômbia e no ocidente da Venezuela, numa extensão total de 15.380 km² reconhecida como território wayuu. As fotos expostas são um recorte de diário de campo etnovisual construído na base das significações das práticas culturais e das compreensões etnopolíticas dos wayuu no jogo de tensas negociações com o mundo dos alijunas (os brancos). O objetivo desta amostra é apresentar uma dinâmica cultural dos processos de empoderamento, apropriação e resistência étnica de uma territorialidade construída, no mundo wayuu, como corpo e sangue.
E-mail: fanny.longa@gmail.com
Trajetória de um mestre: centenário de Claude Lévi-Strauss
Equipe Navisual
(bolsistas e pesquisadores Navisual/UFRGS)
Ano de produção: 2008
Exposição comemorativa ao centenário de Lévi-Strauss.
Reproduções várias, linha do tempo, montadas sobre 12 painéis para Galeria Olho Nu.
E-mail: navisual@ufrgs.br
Madres de Plaza de Mayo
Caroline Bauer
(doutoranda em História UFRGS)
Ano de produção: 2008
Esta exposição fotográfica trata da memória da repressão da ditadura civil militar Argentina através de uma narrativa visual das mães da praça de Maio, Argentina, com ênfase no estudo dos Estados de Segurança Nacional do Cone Sul da América Latina, seus aparatos repressivos e suas estratégias de implantação de terror, principalmente em relação à ditadura civil-militar argentina.
Memória e sociabilidade na cidade
Luciano von der Goltz Vianna, Henrique Dallago e Renata Elisa Dornelles
(bolsistas Navisual – PPGAS/UFRGS)
Ano de produção: 2008
Exposições fotográficas e pesquisa etnográfica vinculada ao Núcleo de Antropologia Visual (Navisual) da UFRGS – com os respectivos bolsistas desenvolvendo suas pesquisas sempre a fim de resgatar a memória de Porto Alegre.
E-mail: lucianovonder@yahoo.com.br
Endereço: Av. Bento Gonçalves, 9500 – Prédio 43311, Bloco AI, Sala 104A – CEP 91509-900 – Porto Alegre, RS, Brasil
Telefone/fax: +55 (51) 3308-6638 | E-mail: ppgas@ufrgs.br