Pesquisas dos Professores


JOSÉ MIGUEL QUEDI MARTINS


2011 – Atual - Digitalização como Fator de Inserção Internacional do Brasil: segurança, integração e desenvolvimento
Descrição: A pesquisa busca explorar as potencialidades da digitalização para a inserção internacional do Brasil. Especificamente, objetiva-se (i) estudar as políticas de defesa do Brasil a partir da década de 2000; (ii) prospectar estudos sobre novas tecnologias na guerra; (iii) analisar e pesquisar as políticas de defesa da superpotência (EUA) e das grandes potências (Rússia e China) no que tange ao papel conferido pela digitalização na conquista do comando do espaço e suas decorrências em nos setores aeroespacial, naval e tropas terrestres; e (iv) confrontar as hipóteses básicas do trabalho com a realidade empírica do desenvolvimento, prospecção, e construção das capacidades militares de países pioneiros e do Brasil nas áreas supra-referidas. Em suma, importa verificar o impacto da digitalização nas relações do Brasil com os países do eixo sul, buscando avaliar como tal processo beneficiará a inserção internacional brasileira e viabilizará um papel de liderança no contexto das relações do eixo sul-sul.

ERICO DUARTE


2011 – Atual - Digitalização da Guerra
Descrição: Em termos gerais, a pesquisa propõe desenvolver o entendimento do papel que a tecnologia tem, ou pode, ou mesmo deve ter quando uma política de defesa é considerada. Uma política de defesa expressa uma decisão governamental do que sejam as necessidades de um país em termos de uso de força. Na maior parte dos países, isto corresponde a uma prioridade que dialoga quase exclusivamente com a política externa. Qualquer política de defesa, independentemente da diversidade de fins a que se proponha, tem um único meio, que explica a sua especificidade dentre as outras políticas públicas. Cabe à política de defesa prover capacidade combatente, quando ela for uma alternativa oportuna ou necessária para a produção da paz que se deseja. Isto é: a política de defesa diz respeito às necessidades de força em termos do relacionamento internacional, em termos da independência, da integridade, dos interesses e da soberania nacionais, quaisquer que sejam os termos específicos desta delegação em termos constitucionais (Domício Proença Júnior & Diniz, 1998; Domício Proença Júnior & Duarte, 2003). No entanto, capacidade combatente não é algo que se possa adquirir de forma direta ou imediata. Ela resulta da posse de todo um sistema ao longo do tempo. Inclui, mas não se limita, à posse de armamentos, de forças armadas e apoios de todos os tipos, cada um dos quais admite diferentes componentes tecnológicas. Para produzir a capacidade combatente que se julga suficiente, uma política de defesa orienta tanto o preparo quanto o emprego da força e seus sistemas de apoio. Ela define tanto as unidades militares quanto as organizações de suporte mais, ou menos, próximas do ato de combater (Duarte, 2009; Domício Proença Júnior & Duarte, 2005). Ao decidir sobre quais capacidades combatentes considerar necessárias, realiza um diagnóstico propriamente bélico: tanto político, quanto tático e estratégico e tanto quanto logístico e, a partir daí, produz um diagnóstico do fator tecnológico. Uma segunda p.

2011 – 2013 - Uma avaliação das novas tecnologias pedagógicas e sua aplicação ao ensino de Relações Internacionais
Descrição: O objetivo geral deste projeto é dar uma resposta estruturada e embasada na literatura especializada acerca do uso de novas tecnologias educacionais aplicadas no campo das Relações Internacionais, levando em conta tanto as características epistemológicas e demandas informacionais específicas desse campo científico quanto as mais recentes descobertas da teoria pedagógica.

MARCO AURÉLIO CHAVES CEPIK


2009 - 2011 Digitalização, Integração Regional e Segurança na América do Sul: Capacidade de Governo e Controle Democrático na Argentina, Brasil, Equador e Uruguai
Descrição: O projeto Digitalização, Integração Regional e Segurança na América do Sul: Capacidade de Governo e Controle Democrático na Argentina, Brasil, Equador e Uruguai pretende avaliar comparativamente o impacto da digitalização na construção de condições para a cooperação na área de segurança compatíveis com um elevado grau de accountability democrática. Especificamente, serão analisados os problemas de segurança doméstica e regional, as iniciativas dos Estados em termos de reforma e provimento de segurança, o grau de digitalização nas instituições governamentais dos países estudados, bem como será feita a avaliação das conseqüências do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação para o avanço das organizações securitárias regionais e sua possível cooperação. As semelhanças e diferenças entre quatro dos países da região podem ser capturadas de maneira rigorosa por meio deste trabalho colaborativo, com o devido apoio das instituições de fomento científico..

2009 - 2013 Política Comparada e Serviços de Inteligência: Análise de Redes em 35 países
Descrição: O projeto pretende agregar à pesquisa comparada uma perspectiva ainda pouco explorada de análise dos sistemas de inteligência: propõe-se, através da Análise de Redes, o desenvolvimento de índices capazes de mensurar atributos estruturais das organizações de inteligência. Tais índices permitirão a padronização da análise para diversos casos a fim de possibilitar a sua comparação. A partir da comparação de 35 casos de estudo, pretende-se criar uma tipologia baseada em aspectos estruturais dos sistemas de inteligência. Utilizando como ferramentas de análise os principais algoritmos de centralidade estrutural (Betweenness centrality, Closeness centrality e Degree centrality), serão apreciadas características como o grau de coordenação e cooperação interagências e o grau de separação entre os tomadores de decisão e as agências de inteligência. Como variáveis dependentes, consideramos a efetividade e a legitimidade dos sistemas de inteligência. Assim este projeto dará um passo adiante no processo de teorização dos Estudos de Inteligência e auxiliará na consolidação da agenda comparativa para futuras pesquisas..

2007 - 2011 Rede de Pesquisa em Paz e Segurança
Descrição: A justificativa central para um projeto de pesquisa visando a estruturação de uma rede de pesquisa em paz e segurança internacional a partir do tema da segurança regional diz respeito ao crescimento da importância das dinâmicas locais e regionais para a segurança internacional após a Guerra Fria. Por um lado, a regionalização das interações internacionais é um fenômeno hoje universal, tanto do ponto de vista espacial, atingindo praticamente todos os cantos do planeta, quanto do ponto de vista funcional, estando as organizações regionais envolvidas em assuntos tão diversos quanto comércio internacional, a construção de instituições democráticas ou a resolução de conflitos. Por outro lado, a regionalização aparece como resposta às ameaças percebidas no processo de globalização, o qual obteve impulso importante com a incorporação dos países do ex-bloco socialista ao universo das relações econômicas capitalistas. Ocorre também uma competição entre blocos que estimula projetos regionais. Atualmente, cerca de quinze organizações regionais estão representadas nas reuniões de alto nível na ONU, por exemplo: CARICOM (Comunidade Caribenha), CIS (Commonwealth of Independent States), Secretariado da Commonwealth, Conselho Europeu, ECOWAS, Comissão Européia, União Européia, Liga dos Estados Árabes, OTAN, União Africana, OEA, Organisation Internationale de la Francophonie, Organização da Conferência Islâmica, OSCE e WEU (Western European Union). A ação de atores regionais organizações regionais, coalizões ou potências regionais - portanto, é fundamental para uma compreensão adequada da segurança internacional no mundo de hoje.

FÁBIO COSTA MOROSINI


2008 - 2011 Trade, Environment, and Human Health and Safety
Descrição: Abstract: The assumption that increased trade will benefit the environment and public health has come into question in a series of World Trade Organization and MERCOSUR disputes. Critics have pointed that more trade and economic activity may result in more environmental degradation, and health and safety problems; that the competition brought about by free trade may put pressure on governments to lower environmental, health and safety standards; and that trade agreements may prevent governments from enacting environmental, health and safety regulations. The macro objective of the Research Project is to recommend policies for the World Trade Organization (WTO) and MERCOSUR to reduce conflicts between environmental and health policies and trade liberalization. This macro objective will necessarily require in-depth analysis of a series of elements (micro objectives): 1) Examining the General Agreement on Tariffs and Trade (GATT), Agreement on Technical Barriers to Trade (TBT Agreement), Agreement on Sanitary and Phytosanitary Measures (SPS), Asuncion Treaty, and Montevideo Treaty; 2) Examining the policies in MERCOSUR and WTO concerning conflicts between trade rules and environmental and human health and safety regulation; 3) Examining the case law in MERCOSUR and WTO concerning conflicts between trade rules and environmental and human health and safety regulation; and 4) Examining academic literature concerning MERCOSUR and WTO interplay between trade rules and environmental and human health and safety regulation. The research project uses empirical research methods (BABBIE, 2005). The main conclusion of the research project is that WTO and MERCOSUR need better policies concerning the interplay between trade, environment, and health and safety regulation, which balances the trade, environment and health and safety interests. The research project will recommend such policies for MERCOSUR and WTO, based on in-depth analysis of these institutions existing rules, polici.


EDUARDO ERNESTO FILIPPI


2010 - Atual A evolução da economia brasileira no período contemporâneo
Descrição: É perceptível a maior relevância brasileira no cenário internacional: são mais notáveis as participações em fóruns internacionais e é mais marcada a posição do país nos diversos assuntos. Além disso, o Brasil é considerado um líder dos países emergentes nos diversos debates e um protagonista no cenário internacional, e o G-20 parece estar se tornando mais apto que o G-8 na resolução das questões que permeiam o sistema internacional. As projeções do Goldman Sachs colocam o Brasil, junto com Rússia, Índia e China, entre as potências do futuro. A mídia internacional também tem salientado a ascendência do país: a revista The Economist mostrou o Brasil decolando . Isso aponta para um incremento no poder político do Brasil no sistema internacional e motiva o estudo de quais fatores são possíveis explicações deste fenômeno. É inegável que houve um importante avanço nas questões sócio-econômicas no Brasil no período a partir da implantação do Plano Real. Essa melhora doméstica lançou as bases para uma inserção internacional mais qualificada. No entanto, o cenário internacional é extremamente complexo, e estudar fatores, como a segurança nacional e a estratégia de defesa da nação, que vão além da Economia se faz necessário para compreender melhor o fenômeno.


HELIO HENKIN


2005 - Atual Estratégias e Trajetórias de Internacionalização de Empresas

2010 - Atual Núcleo de Análise de Mercado e Comércio Exterior (NAMEX)
Descrição: O Núcleo de Análise de Mercado e Comércio Exterior Brasileiro (NAMEX) é uma ação de extensão voltada a desenvolver estudos sobre as características dos mercados externos que sejam alvo de estratégias de pequenas e médias empresas, bem como sobre o impacto de acordos multilaterais de comércio sobre as exportações das empresas gaúchas, propiciando oportunidades de aprendizado prático aos alunos de Relações Internacionais e Economia. No ano de 2010 foram realizados estudos sobre os mercados internacionais para a indústria brasileira de calçados.


ANDRÉ MOREIRA CUNHA


2011 - 2011 IMPACTOS DA ASCENSÃO DA CHINA NA INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL, COM ÊNFASE PARA O PERÍODO PÓS-CRISE FINANCEIRA GLOBAL
Descrição: Enquanto a economia mundial tenta se recuperar dos efeitos da crise financeira iniciada em 2008, a China segue sua senda como poder global em expansão. Neste quadro, o gigante asiático se consolidou como principal parceiro comercial do Brasil e fonte de crescentes influxos de investimentos. Este projeto procura avaliar os impactos da ascensão chinesa sobre as economias latino-americanas em geral, e o Brasil, em particular. Verificou-se que, ao contrário do era senso comum, a China não é competitiva somente em produtos intensivos em trabalho. Este país lidera as exportações e importações globais de produtos intensivos em pesquisa e desenvolvimento. É o maior exportador e o segundo principal mercado de destino de produtos produzidos por fornecedores especializados (máquinas e equipamentos feitos sob encomenda etc.). Lidera, ainda, as exportações de produtos intensivos em trabalho (calçados, têxtil, confecções, brinquedos etc.) e é o segundo exportador de produtos intensivos em escala (automóveis, bens de consumo duráveis etc.). Estas transformações tem se dado em um espaço de tempo relativamente curto, onde 2001, ano de sua entrada na OMC, é um ponto de inflexão. No período recente, a internacionalização chinesa envolve, também, a dimensão dos investimentos no exterior. Depois de se tornar um dos principais destinos de investimento direto estrangeiro nos anos 1990 e 2000, a China tem se convertido em importante exportador de capital na forma de IDE, particularmente depois de 2005. Setores de energia e de recursos naturais diversos têm sido priorizados, bem como países que se caracterizam pela abundância relativa daqueles produtos e que estão localizados na Ásia, África, América Latina e Oriente Médio. Verificou-se que a economia brasileira apresenta uma tendência de convergência cíclica com a China, a partir dos estímulos originados no comércio. Todavia, parece se cristalizar uma divisão do trabalho que recoloca os dilemas do desenvolvimento periférico destac.


LUIZ AUGUSTO ESTRELLA FARIA


2005 - Atual Integração regional e desenvolvimento no Cone Sul
Descrição: Investigar o processo de integração sul-americano que tem como eixo o Mercosul. Avaliar o que aconteceu no bloco depois do ano 2000, período não coberto pela primeira fase desta linha de pesquisa.l 1. analisar os fluxos comerciais do Mercosul, tanto numa perspectiva de sua evolução quantitativa quanto qualitativa: crescimento, composição da pauta e origem e destino das operações; 2. analisar o processo de ampliação para os novos parceiros, Bolívia, Venezuela e mesmo o Chile, buscando verificar em que medida acrescenta novas contribuições no plano econômico ao bloco; 3. analisar o processo de negociações comerciais em suas diversas frentes, seja no âmbito da OMC, seja nas tratativas para acordos com a União Européia, na esfera da ALCA, seja também com os demais vizinhos da América do Sul; 4. analisar a construção institucional do Mercosul, avaliando os limites dados por sua natureza intergovernamental, os avanços até o presente e as contingências para um aprofundamento da integração; 5. analisar a performance em termos de desenvolvimento econômico dos participantes, especialmente seus resultados quanto a crescimento, investimento e bem estar, tanto de forma global, como no que respeita aos efeitos setoriais sobre os ramos de atividade industriais, agropecuários e assim por diante, buscando estimar até que ponto tais resultados podem ser creditados ao processo de integração.

JACQUELINE ANGELICA HERNANDEZ HAFFNER


2010 - Atual Surgimento e evolução dos BRIC´s
Descrição: O objetivo deste projeto é pesquisar as possibilidades de crescimento da economia mundial para as próximas décadas. Neste sentido, pretende-se levantar dados sobre os quatro países que possuem um grande potencial para atingir índices positivos nos próximos quarenta anos, são os chamados BRICs. Desta forma, o foco principal desta pesquisa será levantar dados sobre o Brasil, a Rússia, a Índia, e a China (BRICs). Pretende-se, ainda, verificar os efeitos da inserção mais acentuada destes países na economia internacional, se o custo social e econômico do crescimento verificado por estes países resultou em efeitos positivos ou negativos. .

ANNA CARLETTI


2011 - Atual - Fronteiras e Relações Internacionais da Ásia Oriental
A pesquisa visa analisar o conceito de fronteira e as relações internacionais na história da China em vista de uma compreensão maior da percepção chinesa das dinâmicas internacionais e das relações fronteiriças.

2010 - Atual Integração e Conflitos em Regiões de Fronteira
Descrição: Tal projeto contempla o estudo do fenômeno da relacionalidade fronteiriça visto sob seus diversos aspectos: históricos, sociais, culturais, econômicos-comerciais, políticos e jurídicos. Serão estudados os diferentes processos de integração regional, suas etapas e implicações no desenvolvimento internacional, nacional e local.

2009 - 2011 O internacionalismo vaticano e a nova ordem mundial: a diplomacia pontíficia da guerra fria aos nossos dias
A diplomacia da Santa Sé é considerada em âmbito diplomático como a primeira diplomacia, a mais antiga, mas, ao mesmo tempo, seu funcionamento e objetivos permanecem desconhecidos aos olhos da maioria das pessoas. Tal desconhecimento alimenta, às vezes, as fantasias de quem imagina os diplomatas pontifícios como protagonistas de misteriosos e perigosos complôs internacionais. Objetivo desta pesquisa foi justamente desmistificar tal concepção por meio da compreensão do funcionamento e dos objetivos principais da diplomacia pontifícia. A partir deste objetivo analisamos os fatos mais relevantes do período pós-guerra até os nossos dias (1945-2009). Este período inclui os últimos anos do papado de Pio XII, os papados de João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II até o atual pontificado de Bento XVI. A escolha deste recorte histórico deve-se ao fato de que a partir do período do Pós-Guerra, a influência da diplomacia vaticana desempenhou um papel diferente e importante para a reconstrução da Europa e a reconciliação internacional, tornando-se, ponto de referência espiritual e moral para um número significativo de nações.

2010 - Atual Política Externa Chinesa
Descrição: Desde 1978, ano que marcou o fim do isolamento chinês e a inauguração da política de portas abertas de Deng Xiaoping, passaram-se já três décadas. Nesses trinta anos, a China evoluiu interna e internacionalmente, deixando de ser país periférico para ingressar no grupo dos países emergentes. Tendo já ultrapassando seus limites regionais, o gigante asiático mostra vontade de participar de forma mais afirmativa também da governança compartilhada do mundo. Contudo, pairam no ar diversos questionamentos sobre o tipo de influência que a China deseja alcançar num futuro próximo. O discurso da ameaça chinesa surgido nos anos de 1990, a crise financeira asiática de 1997 e a difusão da SARS em 2002 forçaram, de certa forma, as autoridades chinesas a se manifestar acerca de seu papel no âmbito internacional. No Livro Branco de 2005, intitulado Desenvolvimento Pacífico da China , o governo chinês sinalizou que a paz é o único caminho possível para o desenvolvimento chinês, evidenciando a cooperação mútua e a boa vizinhança internacional como termos estratégicos para seu crescimento internacional. A escolha da palavra desenvolvimento mais neutra que a palavra ascensão -, faz parte da estratégia chinesa de evitar atritos inúteis com os seus interlocutores internacionais. Partindo desses pressupostos e das observações empíricas das relações internacionais da China, buscaremos analisar, neste artigo, as linhas-guias da política externa chinesa e, verificar, se o país busca realmente a construção de um mundo multipolar como suas autoridades defendem.


PAULO GILBERTO FAGUNDES VISENTINI


2006 – Atua - O BRASIL E A COOPERAÇÃO SUL-SUL NO PÓS-GUERRA FRIA
Descrição: As relações do Brasil com os quatro grandes do mundo em desenvolvimento (China, Rússia, Índia, e África do Sul), cujo conjunto é conhecido jornalisticamente como BRICS, representam uma grave lacuna bibliográfica. A pesquisa busca reconstituir empiricamente as relações bilaterais, o papel do Brasil para a estratégia de cada um destes países e comparar as respectivas políticas externas, nos marcos das respostas aos desafios da globalização e do sistema internacional pós-Guerra Fria. A análise das relações do Brasil com países aspirantes a uma posição de proeminência na ordem mundial, como Rússia, China, Índia e África do Sul, tem implicações teóricas importantes. A globalização gerou espaços para a projeção de potências regionais, líderes de blocos econômicos, o que contribui para reforçar a possibilidade de formação de um sistema mundial multipolar, em lugar de uma neohegemonia norte-americana. Os casos da Rússia e da China diferenciam-se dos outros dois, pois se tratam de países que, apesar da dissolução da URSS e das reformas de mercado na China, guardam elementos estruturais originados sob regimes socialistas. São potências mundiais, embora uma declinante e outra ascendente. Como já existe uma bibliografia consolidada sobre a diplomacia da Rússia e da China (potências nucleares e membros do Conselho de Segurança da ONU), buscaremos explorar com maior profundidade os elementos comparativos em relação à África do Sul e à Índia, com os quais constituímos o G-3 ou IBAS. Neste ponto também procederemos à análise das relações multilaterais dentro do grupo. Contudo, para que tal potencialidade se realize, é necessário um maior nível de interação entre “os grandes da periferia”, seja simplesmente num plano conceitual, como no caso do BRICS, seja no plano diplomático, como em relação ao G-3. Se de um lado a Rússia se tornou um protagonista qualitativamente inferior à URSS, o país guarda elementos de poder significativos, como a presença no CS da ONU, potencial nuclear-militar e industrial e tecnologia aero-espacial. Além disso, ela vem recuperando parcialmente sua força com o governo Putin. Por outro lado, ter deixado de ser uma das superpotências sob o sistema bipolar da Guerra Fria e perdido o caráter de bastião ideológico socialista, permitiu-lhe um novo papel internacional e novas possibilidades de alianças. A China se encontra em posição parecida, embora evoluindo em direção oposta. Em vias de ocupar uma posição de liderança partilhada com os EUA, a China oposta na configuração de um sistema mundial multipolar, como a Rússia, e numa “parceria estratégica” com o Brasil. Seu crescente peso econômico lhe confere um elemento adicional de influência na política internacional. Mas as possibilidades de atuação conjunta com Moscou e Beijing no plano internacional são diferentes das que podemos ter com Nova Delhi e Pretória. Há vínculos importantes e “parcerias estratégicas”, mas as assimetrias também são significativas. Já a Índia e a África do Sul, que formam com o Brasil o G-3, embora atores mais modestos que os outros dois, possuem um peso internacional como líderes de processos regionais de integração como a SAARC e a SACU/SADC, comparáveis ao Mercosul/CASA no caso do Brasil. A posição como grandes democracias (embora de qualidade discutível) e um passado de economias capitalistas industrializadas por substituição de importações também são traços comuns. Assim, o estudo das relações do Brasil com estes 4 países nos marcos Sul-Sul, se reveste de grande relevância. Mas é necessário ter em conta o desafio da ordem mundial pós-Guerra Fria, e particularmente, pós-11 de setembro. Os desafios que os membros do G-3 e, em menor medida, do BRICS, vêm enfrentando criam um espaço comum de atuação. A pesquisa buscará, por outro lado, desmistificar a crença de que se trata da retomada do “terceiromundismo”, a adoção de uma diplomacia ideológica ou de um posicionamento conjunto que visa contestar a ordem mundial em seu conjunto. Como uma aliança de geometria variável que é, tem conseguido se viabilizar em contínuo resrranjos.

2008 - Atual O Brasil e a China na África (2001-2011): mitos e realidades da Cooperação Sul-Sul
Descrição: A análise das relações do Brasil com países do Terceiro Mundo ou Mundo em Desenvolvimento, especialmente com os aspirantes a uma posição de proeminência na ordem mundial, como China, Índia e África do Sul, tem implicações teóricas importantes. A globalização, ainda que impulsionada pelas potências do Norte, gerou espaços para a projeção de potências regionais do Sul, líderes de blocos econômicos, o que contribui para reforçar a possibilidade de formação de um sistema mundial multipolar, em lugar de uma neohegemonia norte-americana. O caso da China diferencia-se dos outros dois, pois se trata de um país que, apesar das reformas de mercado na China, guarda elementos estruturais originados sob um regime socialista. Trata-se de uma potência ascendente no plano mundial pois, ainda que sendo um pais em desenvolvimento, já se tornou o segundo PIB mundial (segundo a metodologia PPP) e se encontra no centro do poder mundial (membro permanente do CS da ONU e potência nuclear). Analisar essas relações significa compreender a nova configuração internacional que tende a estruturar-se.

2007 - Atual Parcerias Estratégicas do Brasil: a construção do conceito e as experiências em curso
Descrição: Este projeto integrado de pesquisa tem como foco a evolução recente do sistema de relações internacionais do Brasil e, especialmente, o conjunto de relações bilaterais prioritárias que podem ser denominadas genericamente de parcerias estratégicas. Este projeto de pesquisa tem como objetivo geral estimular a ampliação do debate científico-acadêmico e social acerca da configuração atual e potencial do sistema de relações bilaterais do Brasil, especialmente sobre os métodos, as características e as formas de cooperação nas dimensões política, econômica, social, cultural e psicossocial.


ANDRÉ LUIZ REIS DA SILVA


2011 - Atual Relações bilaterais e convergências do Brasil com o Grupo Next Eleven (N-11) na Política Internacional
Descrição: Este projeto tem como objetivo analisar a política externa brasileira para um conjunto de países emergentes, conhecidos como pequenos Brics ou Next Eleven (Egito, Indonésia, Irã, México, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Coréia do Sul, Turquia, Vietnã e Bangladesh).

2009 - Atual Uma diplomacia multidimensional? As transformações matriciais da política externa brasileira diante do reordenamento internacional (2000-2010)
Descrição: A presente pesquisa tem como objetivo geral verificar as transformações e reorientação da política externa brasileira na última década (2000-2010), compreendendo o segundo governo Fernando Henrique Cardoso e, sobretudo, o governo Luis Inácio Lula da Silva, a partir de sua inter-relação com o contexto interno e externo. Tem como marco operacional: a) Estudar, analisar e pesquisar o universo conceitual da política externa brasileira contemporânea e o impacto das transformações matriciais; b) Verificar qual o pacto interno que permitiu a formulação e implantação da política externa do governo Lula; c) Analisar as principais dimensões da política externa brasileira (bilateral, multilateral e regional) e testar a hipótese da multidimensionalidade diplomática. Esta pesquisa está sendo desenvolvida junto ao Departamento de Ciências Econômicas da UFRGS.




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© 2012 Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais
Universidade Federal do Rio Grande do Sul