Doutorando do PPG pesquisa uso de células-tronco extraídas de dentes para regeneração de fígados

PESQUISAS DO PPG FISIOLOGIA
Doutorando do PPG pesquisa uso de células-tronco extraídas de dentes para regeneração de fígados

Equipe do Instituto de Pesquisas com Células-Tronco UFRGS

A pesquisa do doutorando Maurício Felisberto Borges é promissora para tratamento de doenças hepáticas. Células-tronco extraídas de um dente acabam se transformando em células do fígado. 

 

PPG - Como funciona esta técnica de tirar células-tronco da polpa de um dente e inseri-las num fígado de rato?

Maurício Felisberto Borges - As células-tronco mesenquimais são um tipo de células que podemos encontrar em diversos tecidos do corpo humano, sendo a polpa dos dentes um deles. Nós aproveitamos que naturalmente, na infância, os dentes de leite são substituídos, pegamos esses dentes quando extraídos por um dentista e retiramos a polpa e dela (por um processo de extração) conseguimos as células-tronco. Essas células são capazes de se multiplicar infinitamente em condições de laboratório e, com os reagentes certos, têm capacidade para tornarem-se outros tipos de células (como células do fígado).

Para inserir essas células em um fígado de rato, primeiro é necessário preparar o fígado para recebê-las. A preparação é feita, primeiro, removendo as células que já estão no fígado. Esta remoção é feita com detergentes químicos em um equipamento montado no laboratório (um biorreator de perfusão). Após a remoção, o que sobra é um “molde" do fígado com o mesmo formato do original, contendo apenas as proteínas estruturais, o que chamamos de scaffold, ou arcabouço natural. Essa estrutura contém espaços microscópicos onde as novas
células poderão se inserir e ali se fixarem.

Possuindo tanto as células-tronco como o scaffold, o procedimento de inserção ocorre no mesmo equipamento que ocorreu a remoção, que funciona propulsionando um liquido contendo as células vagarosamente para dentro do órgão através de uma veia de acesso. Depois de inseridas, esse novo fígado é cultivado no biorreator por alguns dias para que possamos testar a sua funcionalidade.

PPG - Como sua pesquisa pode ajudar futuramente pessoas com doenças hepáticas?

MFB - Para grande parte das doenças hepáticas mais graves o único tratamento definitivo e eficiente é o transplante. Mas por diversos motivos, hoje há muito mais pessoas precisando de um transplante do que órgãos disponíveis para o procedimento. Um desses motivos é a inviabilidade do órgão para transplante, o que faz com que esse órgão doado não possa ser aproveitado.

A nossa pesquisa visa tentar aproveitar esses órgãos e criar novos órgãos para transplante em condições de laboratório. Outro problema que surge com o transplante é a questão da compatibilidade do órgão doado com o paciente, que pode causar complicações futuras e problemas de rejeição. Podendo extrair as células do próprio paciente, esses novos órgãos seriam 100% compatíveis com o receptor.

 

(Equipe PPG Fisiologia)

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