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Crítica Literária
A tarefa crítica tem diante de si um objeto
concreto: a obra literária. Esta pressupõe a atividade de
um sujeito criativo: o escritor/poeta. Este tem à sua frente
um destinatário indefinido: o leitor. Em princípio,
portanto, há três figuras em jogo: o autor, a obra, o leitor.
O crítico, naturalmente, não pode ignorar nenhum dos três.
O menosprezo de um – e o conseqüente privilégio do outro –
foi o responsável pela falácia das concepções
críticas do passado: privilégio do autor – o erro da crítica
biográfica; do leitor – o erro da crítica impressionista;
da obra – o erro da crítica formalista em geral, como a estilística,
a semiologia, o estruturalismo etc.
O autor é, antes de mais nada,
um indivíduo histórico concreto,
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