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| Estudos Literários: drama e narrativa | Página 4 de 4 | |||
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Acompanhando a evolução do gênero, vemos que a tragédia e a comédia gregas são as suas manifestações mais antigas; na Idade Média, temos um teatro religioso representado pelos mistérios, milagres, moralidades e autos, e um teatro profano de base mais popular, representado sobretudo pelas farsas. No século XVI, surge a Comédia dell'arte que exerceria grande influência na criação de tipos cômicos; no final do mesmo século surge o teatro de Shakespeare, de grande repercussão na história da dramaturgia universal. Ainda no século XVII, o classicismo greco-latino renasce, sobretudo na França, com o teatro neo-clássico, através dos nomes de Corneille e Racine. Com a chegada do Romantismo, não são mais aceitas as regras rigorosas que vigoravam na criação teatral, dando lugar ao chamado drama romântico, concretização da miscigenação dos gêneros proposta por Vitor Hugo no Prefácio do Cromwell. No século XX, como repercussão dos movimetnos de vanguarda artística, temos o teatro épico de B. Brecht, e o teatro do absurdo, cujos nomes mais importantes são Samuel Beckett e Ionesco. Quando se fala em teatro, é preciso distinguir, antes de tudo, o teatral e o dramático; feita essa distinção, podemos definir com mais clareza as marcas estilísticas do gênero dramático, a natureza da personagem teatral e os componentes do espetáculo cênico; são principalmente esses elementos que permitirão com que identifiquemos as características próprias do gênero.
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