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Nota: recomendo a tradução
de Millôr Fernandes que, embora peque às vezes pelo coloquialismo, possui
o mérito de manter o texto em verso. A Nova Aguilar (obras completas em
três volumes) é a seguinte melhor opção. Não recomendo a tradução da Ediouro.
Ato I, cena 2: na sala do
Conselho do palácio de Elsinore, o Rei Claudius trata com habilidade de
negócios de estado entre outros assuntos. Em seguida anuncia seu recente
casamento com Gertrudes, a viúva de seu falecido irmão, pai de Hamlet.
O Rei e a Rainha tentam persuadir Hamlet, que ainda veste luto, a abandonar
sua melancolia e seu propósito anterior de regressar à universidade na
Alemanha.
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Deixado sozinho, Hamlet dá vazão ao desespero
em seu primeiro monólogo: considera a idéia do suicídio, que seria uma
saída fácil para os males do mundo, mas é proibido pelo Cristianismo.
A causa da revolta de Hamlet é esclarecida nas linhas seguintes - a morte
súbita do pai e o rápido casamento da mãe com o tio.
Ato I, cena 5: o espírito do falecido
rei aparece para Hamlet, narrando-lhe os detalhes de sua morte; revela
que foi assassinado pelo próprio irmão e exorta o príncipe a vingar esse
crime, sem, no entanto, causar qualquer mal a Gertrudes. Hamlet jura obedecer,
e, a partir desse momento, não será mais o mesmo homem. Propõe-se a alterar
seu comportamento - ora sério e pensativo, ora cômico e debochado - de
modo a poder cumprir seu juramento.
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