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Shakespeare Hamlet

Ato II, cena 2: dois amigos de Hamlet, Rosencrantz e Guildenstern, são chamados pelo Rei para espionar e tentar descobrira verdadeira causa da "loucura" do príncipe. Mas eles não são páreo para Hamlet, e acabam confessando que estão a serviço do Rei. Hamlet apenas lhes diz que, ultimamente, perdeu todo o interesse nos assuntos do mundo. Esse trecho contém a famosa passagem "Que obra-prima é o homem!" ["What a piece of work is man!", l. 295], geralmente entendida e aceita como o elogio de Shakespeare ao novo homem do Renascimento, em oposição ao homem medieval.

Terceiro monólogo de Hamlet: Hamlet acabou de ouvir uma rápida cena recitada pelo ator principal da trupe que chegou ao palácio. Em sua récita, competentíssimo, o velho ator derrama algumas lágrimas pela trágica heroína em questão, Hécuba. Cheio de

dúvidas e remorso, Hamlet pondera que uma simples ficção emocionou tão profundamente o ator, enquanto que algo tão real e terrível como o assassinato de seu próprio pai ainda não provocou nele qualquer ação de vingança.

Ato III, cena 1: O Rei e Polônio espiam a conversa entre Hamlet e Ofélia. Ele novamente conjectura sobre o suicídio e os terrores da vida além-túmulo. Desconfia que está sendo observado, e sua atitude para com Ofélia convence o Rei de que Hamlet não está realmente louco, nem apaixonado por ela.

A primeira parte do famoso monólogo expõe as duas alternativas que se apresentam a Hamlet: agir, ou não agir, tomar uma atitude para mudar as coisas, ou deixar tudo como está e suportar qualquer conseqüência bravamente.

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