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Ato IV, cena 4: uma expedição militar na Noruega
cruza território dinamarquês a caminho de uma batalha na Polônia; tudo
por uma disputa territorial insignificante. Hamlet compara a urgência
e amplitude desse feito, nada mais do que uma questão trivial, com sua
própria falta de ação diante de uma ofensa infinitamente mais grave. Mais
uma vez, como no monólogo sobre Hécuba, confrontado com um exemplo semelhante,
Hamlet se recrimina pela demora em vingar a morte do pai.
Ato IV, cena 7: A Rainha descreve o afogamento
de Ofélia que, tendo perdido a razão depois da morte do pai, supostamente
caiu em um riacho e foi afundando lentamente, à medida que suas roupas
se encharcavam. A importância desse trecho, além da beleza dos versos
de Shakespeare, está na força que mais essa desgraça acrescenta a decisão
de Laerte
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de matar Hamlet.
Ato V, cena 2: incitado por Claudius, Laerte
concorda em matar Hamlet durante um teste de esgrima em que uma das armas
estará envenenada. O Rei providencia também um cálice de vinho com veneno
para o príncipe. Os acontecimentos não se dão exatamente como planejado,
no entanto, no calor da luta, as armas são trocadas, e os dois contendores
são envenenados; além disso, é a Rainha quem bebe o vinho, e não Hamlet.
Arrependido, Laerte confessa sua traição e acusa o Rei, sabendo que vai
morrer em instantes, sem mais tempo para adiar, Hamlet finalmente mata
Claudius, cumprindo sua promessa de vingança.
Como sempre acontece nas tragédias, quando a
ordem é subvertida e uma comunidade fica sem líder ou governante, uma
nova ordem deve ser estabelecida no final com
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