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Gênero dramático:
Fenômenos estilísticos
Maneira dramática
Ficou claro que, na obra lírica, a relação entre
o autor e o mundo é de envolvimento a, na épica, de confronto, num aumento
progressivo do distanciamento, que reclama a presença do narrador, na
qualidade de mediador do relato.
Na obra dramática, o autor desaparece atrás do
mundo criado, numa espécie de realidade independente, onde os acontecimentos
se desenvolvem autonomamente, sem a interferência do narrador.
Assim se justifica a necessidade do palco, como
representação do mundo, diante do qual o espectador
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assiste ao desenvolvimento
da peça por intermédio das personagens.
Para Aristóteles,
o objeto da mímesis recai sempre sobre as ações das personagens,
mas quanto à maneira da sua realização, destacam-se duas fundamentais,
a narrativa, que estudamos, e a dramática que faz as próprias personagens
aparecerem e agirem diante de nós. A ação se desenrola através da
acontecimentos que revelam as personagens, situadas num determinado lugar
e numa certa época. (...)
Concentração
A tensão dramática,
dinamizada pelo alvo a alcançar, impele a ação e suprime todo excesso.
Deste aspecto provém a concentração ou densidade, já defendida por Aristóteles,
que atribuía ao mais concentrado um prazer maior do que aquilo que vem
diluído.
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