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Helena Parente da Cunha Teoria Literária

 

Gênero dramático:

Fenômenos estilísticos

Maneira dramática

Ficou claro que, na obra lírica, a relação entre o autor e o mundo é de envolvimento a, na épica, de confronto, num aumento progressivo do distanciamento, que reclama a presença do narrador, na qualidade de mediador do relato.

Na obra dramática, o autor desaparece atrás do mundo criado, numa espécie de realidade independente, onde os acontecimentos se desenvolvem autonomamente, sem a interferência do narrador.

Assim se justifica a necessidade do palco, como representação do mundo, diante do qual o espectador

assiste ao desenvolvimento da peça por intermédio das personagens.

Para Aristóteles, o objeto da mímesis recai sempre sobre as ações das personagens, mas quanto à maneira da sua realização, destacam-se duas fundamentais, a narrativa, que estudamos, e a dramática que faz as próprias personagens aparecerem e agirem diante de nós. A ação se desenrola através da acontecimentos que revelam as personagens, situadas num determinado lugar e numa certa época. (...)

Concentração

A tensão dramática, dinamizada pelo alvo a alcançar, impele a ação e suprime todo excesso. Deste aspecto provém a concentração ou densidade, já defendida por Aristóteles, que atribuía ao mais concentrado um prazer maior do que aquilo que vem diluído.

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