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Quanto a este ponto, bastam as distinções
feitas.
Artes há que se utilizam de todos
os meios citados, quero dizer, do ritmo, da melodia, do metro, como a
poesia ditirâmbica, a dos nomos, a tragédia e a comédia;
diferem por usarem umas de todos a um tempo, outras ora de uns, ora de
outros. A essas diferenças das artes me refiro quando falo em meios
de imitação.
(...)
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IV
Parece, de modo geral, darem origem à
poesia duas causas, ambas naturais. Imitar é natural ao homem desde
a infância – e nisso difere dos outros animais, em ser o mais capaz
de imitar e de adquirir os primeiros conhecimentos por meio da imitação
– e todos têm prazer em imitar.
Prova disso é o que acontece na realidade:
das coisas cuja visão é penosa temos prazer em contemplar
a imagem quanto mais perfeita; por exemplo, as formas dos bichos mais
desprezíveis e dos cadáveres.
Outra razão é que aprender
é sumamente agradável não só aos filósofos,
mas igualmente aos demais homens, com a diferença de que a estes
em parte pequenina. Se a vista das imagens proporciona prazer é
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