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Capítulo II
Quando a conversa chegava a essa necessidade
de ganhar dinheiro, Gregor se soltava da porta e se atirava sobre o frio
sofá de couro que se encontrava ao lado, pois ficava ardendo de vergonha
e tristeza. Freqüentemente passava noites inteiras deitado ali, sem dormir
um instante, apenas arranhando o couro durante horas. Ou então não fugia
ao grande esforço de empurrar uma cadeira até a janela, para depois rastejar
ruma ao peitoril e, escorado na cadeira, inclinar-se sobre a janela. Pois
efetivamente ele enxergava dia a dia com menos acuidade as coisas mesmo
pouco distantes; o hospital defronte, cuja visão freqüente demais ele
antes amaldiçoava, já não estava mais ao alcance da sua vista;
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