![]() ![]() ![]() |
| Panorama Cultural da Lit. Brasileira II | Página 1 de 9 | |||
|
Esta disciplina procura acompanhar, ao longo de um período que vai de 1850 a 1940, aspectos do desenvolvimento histórico, das idéias e das manifestações artísticas que sucederam ou se opuseram ao movimento romântico e antecederam o Modernismo europeu, mostrando as repercussões no Modernismo brasileiro e na cultura nacional. 1. Anti-Romantismo 1.1. Europa 1850-1900: história, idéias e a expressão artística anti-romântica. Na segunda metade do século XIX, a Europa vive uma série de profundas mudanças sociais, econômicas, ideológicas e científico-tecnológicas. É um período que se caracteriza pela oposição entre racionalismo, materialismo, socialismo e cientificismo, de um lado, e romantismo, idealismo, valores burgueses e espiritualidade, de outro. Tais mudanças e contrastes possibilitam o surgimento de uma estética anti-romântica que lê o mundo, a sociedade e o ser humano sob uma ótica racionalista. Já não é mais possível sustentar os valores românticos, tais como o "eu" individual, a evasão, a fantasia, o culto do passado e da Natureza, o sentimentalismo, a idealização e a abstração. Num mundo onde, em função do desenvolvimento tecnológico, da industrialização e do progresso científico, surgem o capitalismo desumano, o imperialismo econômico, trustes e cartéis, não há mais lugar para a visão romântica, e o exame da realidade se faz à luz das teorias científicas em voga. Várias correntes filosóficas foram fundamentais nesse processo. O Positivismo, proposto por Augusto Comte (1798-1857), sugeria que os fenômenos sociais, a exemplo da Física, podem ser reduzidos a leis. O termo Sociologia, criado por Comte, designa a ciência da sociedade humana, que deveria ser estudada positivamente, ou seja, com uma visada científica. No Brasil, Júlio de Castilhos, da Revolução Federalista de 1893, foi um dos principais seguidores do Positivismo. |
|
| Design Copyright © 2000 Infocompany. Todos direitos reservados. All rights reserved. |