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  Panorama Cultural da Lit. Brasileira II Página 2 de 9
 

 

O Socialismo Científico encontrou expressão através de duas obras fundamentais: A Condição das Classes Trabalhadoras na Inglaterra (1845), de Friedrich Engels, descreve a miséria e as condições sub-humanas de milhões de pessoas, como resultado do capitalismo industrial; O Manifesto Comunista (1848), de Karl Marx e F. Engels, teoriza os pontos fundamentais do que posteriormente veio a ser conhecido como Marxismo, com a noção do direito dos trabalhadores em oposição aos interesses da burguesia, e ainda, o conceito de produção e propriedade coletivas.

Outra teoria de imensa influência na formação da estética anti-romântica foi o evolucionismo, proposto por Charles Darwin. Suas idéias sobre a evolução das espécies através da seleção natural e a própria evolução do ser humano a partir dos primatas superiores contrariavam os pressupostos morais e religiosos aceitos então.

Nesse contexto, começam a surgir os movimentos artísticos e culturais que caracterizam o período na Europa e chegam também ao Brasil.

O Realismo se opõe diretamente à estética romântica, propondo uma análise da realidade à luz das teorias científicas, além de uma atitude crítica pessimista da vida moderna. Como escola literária, o Realismo europeu vai de 1830 a 1880, transformando-se em um movimento estético definido. Seus principais teóricos são Champfleury e Coubert. Na ficção, os maiores expoentes são Stendhal, Balzac, Flaubert, Dostoievski, Tolstoi, Eça de Queiroz, Jane Austen e Charles Dickens, entre outros.

O Naturalismo surge posteriormente, intensificando alguns traços do Realismo e alterando outros. Sua especificidade é a exploração da atitude cientificista frente à realidade, e à qual a obra de arte deveria subordinar-se. Émile Zola, na França, é o escritor mais representativo.

Paralelamente ao Realismo e ao Naturalismo, na prosa, o Parnasianismo busca retratar na poesia o espírito positivista, científico e anti-romântico da época. Tem origem na França em meados do século XIX, disseminando-se rapidamente para os países de línguas latinas, como Espanha, Portugal e Brasil, dominando a vida literária brasileira por muito tempo.

Já o Impressionismo - movimento inicialmente ligado à pintura, mas com repercussões na música e na literatura - parte do princípio que todo o conhecimento do Real é permeado por uma sensação, ou impressão desse Real. Se no Realismo e no Naturalismo o artista se baseava na observação minuciosa e exata da realidade, no Impressionismo ele busca retratar as impressões que recebe desta realidade. Na literatura, destacam-se Katherine Mansfield, Rainer Maria Rilke, Marcel Proust e Raul Pompéia.

 

 

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