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Brincadeira
Um claro dia de inverno... O frio
é forte e seco de estalar, e Nádenka, que eu levo pelo braço, fica com
os cachos das fontes e o buço no lábio superior orvalhados de prata cintilante.
Estamos no cume de um morro alto. Diante dos nossos pés, até a planície,
lá embaixo, estende-se um declive escorregadio e brilhante na qual o sol
se mira como um espelho. Ao nosso lado está um trenó pequenino, forrado
de pano vermelho-vivo.
- Deslizemos até embaixo, Nadêjda
Petrovna! - imploro eu. - Só uma vez! Garanto-lhe, ficaremos sãos e salvos!
Mas Nádenka tem medo. Toda essa
extensão, desde as suas pequeninas galochas até o fim da
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