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Anton Tchecov Contos

desapareceram ambos, duma só vez, e no mesmo instante pareceu a Ivan Dmítritch e a sua mulher que os seus quartos eram escuros, pequenos e baixos, que o jantar que eles acabaram de comer não os satisfez, mas só está pesando no estômago, que as noites são longas e tediosas...

- E o diabo - disse Ivan Dmitrievitch, começando a implicar. Por onde quer que se pise, está cheio de papeluchos debaixo dos pés, migalhas, cascas. Nunca se varre nesta casa! Acho que vou ter que sair de casa, e o diabo me carregue duma vez! Vou embora e me enforco no primeiro poste.

 

 

(Tradução de Tatiana Belinky)

 

A Esposa

Eu já lhe pedi que não arrumasse a minha mesa - dizia Nicolai Ievgráfitch. - Depois das suas arrumações nunca mais se pode encontrar nada. Onde está o telegrama? Onde foi que o jogou? Queira procurá-lo. É de Kazan, marcado com a data de ontem.

A arrumadeira, pálida, muito magra, de rosto indiferente, encontrou na cesta debaixo da mesa alguns telegramas e entregou-os em silêncio ao doutor, mas eram todos telegramas urbanos, de pacientes. Depois, procuraram na sala de visitas e no dormitório de Olga Dmitrievna.

Já passava da meia-noite. Nicolai Ievgráfitch sabia que sua mulher não voltaria para casa tão

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