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Anton Tchecov Contos

em casa, ele se deitou na cama, mas a emoção e as lágrimas não o deixaram adormecer...

No dia seguinte de manhã os guardas vieram correndo, pálidos, e lhe comunicaram que tinham visto o homem que vivia na ala se esgueirar pela janela para o jardim, dirigir-se para o portão e desaparecer. O banqueiro dirigiu-se imediatamente para a ala e, diante dos criados, constatou a fuga do seu prisioneiro. Para não dar azo a comentários supérfluos, tirou da mesa o papel com a renúncia e, voltando para o seu gabinete, trancou-o no cofre-forte.

 

 

 

(Tradução de ...)

 

A corista

Certo dia, quando ela ainda era mais jovem e mais bonita, e sua voz era melhor, Nikolai Petróvitch Kolpakov, seu adorador, estava sentado na sala de sua datcha. O calor era abafado e insuportável. Kolpakov acabara de almoçar e de tomar uma garrafa inteira de mau vinho do Porto, e sentia-se indisposto e mal-humorado. Ambos se aborreciam e esperavam que o calor amainasse, para poderem sair a passear.

Súbito, inesperadamente, soou a campainha do vestíbulo. Kolpakov, que estava sem paletó e de chinelos, pôs-se de pé num salto e lançou a Pacha um olhar interrogador.

- Deve ser o carteiro ou, quem sabe, uma amiga - disse a cantora.

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