O Rio Grande do Sul no tempo dos dinossauros

 

Projeto une esforços do Departamento de Paleontologia e do Instituto de Artes para recriar os animais pré-históricos que habitaram a região que viria a ser o estado do Rio Grande do Sul.


O Projeto O Rio Grande do Sul no tempo dos dinossauros, idealizado por pesquisadores do Setor de Paleovertebrados do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia (Instituto de Geociências/UFRGS), foi desenvolvido com o apoio financeiro do CNPq. Teve, como objetivo inicial, a confecção de uma série de materiais didáticos de divulgação, em diferentes formas de mídia, que possibilitassem estratégias de interação entre o meio acadêmico, através das pesquisas realizadas pelo Setor de Paleovertebrados, e a comunidade em geral. A confecção de imagens digitais, com reconstituições dos animais e do ambiente em que viviam, servi ria como base para a divulgação dos fósseis de tetrápodes do RS através de fôlderes, cartazes, livros didáticos, além de todas as possibilidades que se abrem em meio digital. Além disso, a elaboração de maquetes, reconstituindo tridimensionalmente os animais e seus esqueletos, bem como a confecção de mais moldes e réplicas dos ossos da coleção, permitiriam enriquecer enormemente o potencial atrativo das exposições promovidas pelo Setor.

A riqueza de fósseis de vertebrados do Permiano Superior e Triássico existente no Rio Grande do Sul (que concentra praticamente todo o registro de vertebrados destes períodos no Brasil) é bastante conhecida, nacional e internacionalmente, no meio acadêmico, através das inúmeras publicações resultantes das atividades de pesquisa da equipe do Setor de Paleovertebrados da UFRGS e de outras instituições de ensino e pesquisa que atuam no Estado. Por outro lado, a existência de material de divulgação, referente a estes fósseis, para o público em geral, incluindo ilustrações, textos, maquetes e páginas eletrônicas, é praticamente insignificante.

Os resultados obtidos nesse projeto não só começaram a preencher estas lacunas como abriram novas perspectivas para o desenvolvimento da Paleontologia de Vertebrados do RS. As fantásticas imagens obtidas – que podem ser aqui contempladas – resultaram numa interação entre profissionais e pesquisadores das áreas da Medicina, Engenharia, Ciência da Computação, Artes Plásticas e (é claro) Paleontologia, abrindo novas frentes de trabalho.

Num segundo momento, todas estas imagens foram trabalhadas por artistas plásticos e especialistas em computação, usando os mais modernos softwares gráficos e de animação existentes no mercado e desenvolvendo metodologias únicas no mundo (ver item “Os fósseis na era digital”). O resultado foram reconstituições e animações com nível de qualidade igual ou superior a tudo o que já foi feito no gênero em outras partes do mundo.

Esta interação entre diferentes ferramentas e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, no âmbito da UFRGS, tem resultado na e laboração de novos projetos, nos quais os fósseis passarão a ser reconstruídos e estudados em ambiente virtual. Através de imagens tridimensionais dos ossos, esqueletos inteiros poderão ser analisados e reconstruídos (corrigindo eventuais quebras, distorções ou partes faltantes), estudados sob o ponto de vista de sua biomecânica (como andavam, como mastigavam, etc.) e mesmo aspectos de sua fisiologia para, finalmente, poderem ser reconstituídos tal como seriam, com músculos e pele, embasados não apenas na imaginação ou na concepção artística dos ilustradores, mas em uma sólida base advinda de todas as discussões e conclusões resultantes das interações com as outras áreas de pesquisa citadas.

Confira o site do projeto O Rio Grande do Sul no tempo dos dinossauros.

Tagged