PSIBlog da Psicologia da Educação UFRGS

junho 11, 2008

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Sobre o behaviorismo – Skinner

Filed under: — Tags: — admin @ 3:55 pm

Fragmento de: “Sobre o behaviorismo” (Introdu√ß√£o – p√°g. 7-11) de B. F. Skinner
Fonte: SKINNER, B. F. Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix, 1974. pág. 7-11. Introdução.

O Behaviorismo n√£o √© a ci√™ncia do comportamento humano, mas, sim, a filosofia dessa ci√™ncia. Algumas das quest√Ķes que ele prop√Ķe s√£o: √Č poss√≠vel tal ci√™ncia? Pode ela explicar cada aspecto do comportamento humano? Que m√©todos pode empregar? S√£o suas leis t√£o v√°lidas quanto as da F√≠sica e da Biologia? Proporcionar√° ela uma tecnologia e, em caso positivo, que papel desempenhar√° nos assuntos humanos? S√£o particularmente importantes suas rela√ß√Ķes com as formas anteriores de tratamento do mesmo assunto. O comportamento humano √© o tra√ßo mais familiar do mundo em que as pessoas vivem, e deve ter dito mais sobre ele do que sobre qualquer outra coisa. E de tudo o que foi dito, o que vale a pena ser conservado?

Algumas dessas quest√Ķes ser√£o eventualmente respondidas pelo √™xito ou pelo malogro das iniciativas cient√≠fica e tecnol√≥gica, mas colocam-se alguns problemas atuais, os quais exigem que respostas provis√≥rias sejam dadas de imediato. Muitas pessoas inteligentes acreditam que as respostas j√° foram encontradas e que nenhuma delas √© promissora. Eis, como exemplo, algumas das coisas comumente ditas sobre o Behaviorismo ou a ci√™ncia do comportamento. Creio que s√£o todas falsas.

1. O Behaviorismo ignora a consciência, os sentimentos e os estados mentais.

2. Negligencia os dons inatos e argumenta que todo comportamento é adquirido durante a vida do indivíduo.

3. Apresenta o comportamento simplesmente como um conjunto de respostas a est√≠mulos, descrevendo a pessoa como um aut√īmato, um rob√ī, um fantoche ou uma m√°quina.

4. N√£o tenta explicar os processos cognitivos.

5. N√£o considera as inten√ß√Ķes ou os prop√≥sitos.

6. N√£o consegue explicar as realiza√ß√Ķes criativas — na Arte, por exemplo, ou na M√ļsica, na Literatura, na Ci√™ncia ou na Matem√°tica.

7. Não atribui qualquer papel ao eu ou à consciência do eu.

8. √Č necessariamente superficial e n√£o consegue lidar com as profundezas da mente ou da personalidade.

9. Limita-se à previsão e ao controle do comportamento e não apreende o ser, ou a natureza essencial do homem.

10. Trabalha com animais, particularmente com ratos brancos, mas não com pessoas, e sua visão do comportamento humano atém-se, por isso, àqueles traços que os seres humanos e os animais têm em comum.

11. Seus resultados, obtidos nas condi√ß√Ķes controladas de um laborat√≥rio, n√£o podem ser reproduzidos na vida di√°ria, e aquilo que ele tem a dizer acerca do comportamento humano no mundo mais amplo torna-se, por isso, uma metaci√™ncia n√£o-comprovada.

12. Ele é supersimplista e ingênuo e seus fatos são ou triviais ou já bem conhecidos.

13. Cultua os métodos da Ciência mas não é científico; limita-se a emular as Ciências.

14. Suas realiza√ß√Ķes tecnol√≥gicas poderiam ter sido obtidas pelo uso do senso comum.

15. Se suas alega√ß√Ķes s√£o v√°lidas, devem aplicar-se ao pr√≥prio cientista behaviorista e, assim sendo, este diz apenas aquilo que foi condicionado a dizer e que n√£o pode ser verdadeiro.

16. Desumaniza o homem; é redutor e destrói o homem enquanto homem.

17. Só se interessa pelos princípios gerais e por isso negligencia a unicidade do individual.

18. √Č necessariamente antidemocr√°tico porque a rela√ß√£o entre o experimentador e o sujeito √© de manipula√ß√£o e seus resultados podem, por essa raz√£o, ser usados pelos ditadores e n√£o pelos homens de boa vontade.

19. Encara as id√©ias abstratas, tais como moralidade ou justi√ßa, como fic√ß√Ķes.

20. √Č indiferente ao calor e √† riqueza da vida humana, e √© incompat√≠vel com a cria√ß√£o e o gozo da arte, da m√ļsica, da literatura e com o amor ao pr√≥ximo.

Creio que estas afirma√ß√Ķes representam uma extraordin√°ria incompreens√£o do significado e das realiza√ß√Ķes de uma empresa cient√≠fica. Como se pode explicar isso? A hist√≥ria dos prim√≥rdios do movimento talvez tenha causado confus√£o. O primeiro behaviorista expl√≠cito foi John B. Watson, que, em 1913, lan√ßou uma esp√©cie de manifesto chamado A Psicologia tal Como a V√™ um Behaviorista. Como o t√≠tulo mostra, ele n√£o estava propondo uma nova ci√™ncia mas afirmando que a Psicologia deveria ser redefinida como o estudo do comportamento. Isto pode ter sido um erro estrat√©gico. A maioria dos psic√≥logos da √©poca acreditava que seus estudos estavam voltados para os processos mentais num mundo mental consciente e, naturalmente, n√£o se sentiam propensos a concordar com Watson. Os primeiros behavioristas gastaram muito tempo e confundiram um problema central importante ao atacar o estudo introspectivo da vida mental.

O pr√≥prio Watson fez importantes observa√ß√Ķes acerca do comportamento instintivo e foi, na verdade, um dos primeiros etologistas no sentido moderno; impressionou-se muito, por√©m, com as novas provas, acerca daquilo que um organismo podia aprender a fazer, e fez algumas alega√ß√Ķes exageradas, acerca do potencial de uma crian√ßa rec√©m-nascida. Ele pr√≥prio considerou-as exageradas, mas, desde ent√£o, tais alega√ß√Ķes t√™m sido usadas para desacredit√°-lo. Sua nova ci√™ncia nascera, por assim dizer, prematuramente. Dispunha-se de muito poucos fatos relativos ao comportamento — particularmente o comportamento humano. A escassez de fatos √© sempre um problema para uma ci√™ncia nova, mas para o programa agressivo de Watson, num campo t√£o vasto quanto o do comportamento humano, era particularmente prejudicial. Fazia-se mister um suporte de fatos maior do que aquele que Watson foi capaz de encontrar e, por isso, n√£o √© de surpreender que muitas de suas declara√ß√Ķes pare√ßam simplificadas e ing√™nuas.

Entre os fatos de que dispunha, relativos ao comportamento, estavam os reflexos e os reflexos condicionados, e Watson explorou-os ao m√°ximo. Todavia, o reflexo sugeria um tipo de causalidade mec√Ęnica que n√£o era incompat√≠vel com a concep√ß√£o que, o s√©culo XIX tinha de uma m√°quina. A mesma impress√£o fora dada pelo trabalho do fil√≥sofo russo Pavlov, publicado mais ou menos na mesma √©poca, e n√£o foi corrigida pela psicologia do est√≠mulo-resposta, surgida nas tr√™s ou quatro d√©cadas seguintes.

Watson naturalmente destacou os resultados mais pass√≠veis de reprodu√ß√£o que p√īde descobrir, e muitos deles foram obtidos com animais — os ratos brancos da Psicologia animal e os c√£es de Pavlov. Parecia estar impl√≠cito que o comportamento humano n√£o tinha caracter√≠sticas distintivas. E, para apoiar a sua afirma√ß√£o de que a Psicologia era uma ci√™ncia, e para preencher o seu livro, ele fez empr√©stimos da anatomia e da fisiologia. Pavlov adotou a mesma linha ao insistir em que seus experimentos sobre o comportamento eram, na realidade, “uma investiga√ß√£o da atividade fisiol√≥gica do c√≥rtex cerebral”, embora nenhum dos dois pudesse apontar qualquer observa√ß√£o direta do sistema nervoso que esclarecesse o comportamento. Eles foram tamb√©m for√ßados a fazer interpreta√ß√Ķes apressadas do comportamento complexo; Watson afirmando que o pensamento era apenas uma fala subvocal e Pavlov, que a linguagem n√£o passava de “um segundo sistema de sinais”. Nada, ou quase nada, tinha Watson a dizer a respeito de inten√ß√Ķes, prop√≥sitos ou criatividade. Ele acentuava a promessa tecnol√≥gica de uma ci√™ncia do comportamento, mas seus exemplos n√£o eram incompat√≠veis com um controle manipulador.

Mais de sessenta anos se passaram desde que Watson publicou seu manifesto e muita coisa ocorreu nesse per√≠odo. A an√°lise cient√≠fica do comportamento tem feito progressos dram√°ticos, e as defici√™ncias da apresenta√ß√£o de Watson s√£o agora, creio eu, principalmente de interesse hist√≥rico. Contudo, a cr√≠tica n√£o mudou muito. Todas as incompreens√Ķes apontadas acima s√£o encontr√°veis em publica√ß√Ķes correntes, escritas por fil√≥sofos, te√≥logos, cientistas sociais, historiadores, homens e mulheres de letras, psic√≥logos e muitos outros. As extravag√Ęncias da hist√≥ria anterior do movimento dificilmente bastar√£o para explicar tais incompreens√Ķes.

Alguns problemas surgem, sem d√ļvida, do fato de ser o comportamento humano um campo delicado. H√° muita coisa em jogo no modo por que nos vemos a n√≥s mesmos e uma formula√ß√£o behaviorista certamente exige mudan√ßas perturbadoras. Al√©m disso, termos origin√°rios de formula√ß√Ķes anteriores est√£o hoje incorporados √† nossa linguagem, sendo que, durante s√©culos, tiveram um lugar tanto na literatura t√©cnica quanto na literatura leiga. Todavia, seria injusto afirmar que o cr√≠tico n√£o foi capaz de libertar-se desses preconceitos hist√≥ricos. Deve haver alguma outra raz√£o que explique por que o behaviorismo, como a filosofia de uma ci√™ncia do comportamento, √© ainda t√£o mal compreendido.

Creio que a explica√ß√£o disso reside no fato de que a Ci√™ncia √©, em si mesma, mal compreendida. H√° muitos tipos de ci√™ncia do comportamento, e algumas, como mostrarei mais tarde, apresentam seu campo de estudos de maneira a n√£o suscitar importantes quest√Ķes relativas ao comportamento. As cr√≠ticas acima apontadas s√£o respondidas de forma deveras eficaz por uma disciplina especial que recebeu o nome de an√°lise experimental do comportamento. O comportamento de organismos individuais √© estudado em ambientes cuidadosamente controlados, sendo a rela√ß√£o entre comportamento e ambiente ent√£o formuladas, infelizmente, fora do grupo dos especialistas, muito pouco se conhece acerca dessa an√°lise. Seus investigadores mais ativos, e h√° centenas deles, raramente fazem qualquer esfor√ßo para explicar seus resultados √†queles que n√£o s√£o especialistas. Em conseq√ľ√™ncia disso, poucas pessoas est√£o familiarizadas com os fundamentos cient√≠ficos do que, a meu ver, √© a mais convincente exposi√ß√£o do ponto de vista behaviorista.

O behaviorismo que apresento neste livro √© a filosofia dessa vers√£o especial de uma ci√™ncia do comportamento. O leitor deve saber que nem todos os behavioristas concordam com tudo quanto digo. Watson falou pelo “behaviorista” e em seu tempo ele era o behaviorista mas ningu√©m pode assumir esse papel hoje em dia. O que se segue √©, admito — e, como um behaviorista, devo dizer necessariamente –, um ponto de vista pessoal. Creio, todavia, que se trata de uma descri√ß√£o consistente e coerente, a qual responde de modo satisfat√≥rio √†s criticas acima citadas.

Acredito tamb√©m em sua import√Ęncia. Os maiores problemas enfrentados hoje pelo mundo s√≥ poder√£o ser resolvidos se melhorarmos nossa compreens√£o do comportamento humano. As concep√ß√Ķes tradicionais t√™m estado em cena h√° s√©culos e creio ser justo dizer que se revelaram inadequadas. S√£o, em grande parte, respons√°veis pela situa√ß√£o em que nos encontramos hoje. O behaviorismo oferece uma alternativa promissora e eu escrevi este livro como um esfor√ßo para tornar clara tal posi√ß√£o.

(…)


* O texto integral encontra-se disponível na fonte indicada acima.


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23 Coment√°rios »

  1. √Č importante notar, por√©m, que Watson em momento algum nega a exist√™ncia de processos mentais. Para Watson, o problema no uso destes conceitos n√£o √© tanto o conceito em si, mas a inviabilidade de, √† √©poca, poder analisar os processos mentais de maneira objetiva. De fato, Watson n√£o prop√īs que os processos mentais n√£o existam, mas sim que seu estudo fosse abandonado, mesmo que provisoriamente, em favor do estudo do comportamento observ√°vel. Uma vez que, para Watson, os processos mentais devem ser ignorados por uma quest√£o de m√©todo (e n√£o porque n√£o existissem), o Comportamentalismo Cl√°ssico tamb√©m ficou conhecido pela alcunha de Behaviorismo Metodol√≥gico.

    Watson era um defensor da import√Ęncia do meio na constru√ß√£o e desenvolvimento do indiv√≠duo. Ele acreditava que todo comportamento era conseq√ľ√™ncia da influ√™ncia do meio, a ponto de afirmar que, dado algumas crian√ßas rec√©m-nascidas arbitr√°rias e um ambiente totalmente controlado, seria poss√≠vel determinar qual a profiss√£o e o car√°ter de cada uma delas. Embora n√£o tenha executado algum experimento do tipo, por raz√Ķes √≥bvias, Watson executou o cl√°ssico e controvertido experimento do Pequeno Albert, demonstrando o condicionamento dos sentimentos humanos atrav√©s do condicionamento responsivo.

    Fonte :
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Behaviorismo

    Comment by Max — dezembro 17, 2008 @ 3:24 pm

  2. Ol√° Prof. Paulo.
    Vi o seu Blog e gostaria muito que me desse uma ajudinha.
    Estou em processo de Orientação Vocacional e minha terapeuta me solicitou que eu faça 2 entrevistas com profissionais que já tenham experiência e vivência de atuação. Gostaria muito de enviar umas perguntas. Será que poderia respondê-las? Ficaria muito grata! Aguardo o seu retorno.
    Att, Janaina Coelho.

    Comment by Janaina Machado Coelho — abril 10, 2009 @ 3:54 pm

  3. ACHEI INTERESSANTE A RESPEITO DAS CRITICAS FEITAS PELO ESCRITOR,MAS ACHO QUE ANTES DE MAIS NADA,TEM-SE QUE CONHECER REALMENTE A INTENCIONALIDADE E A IR MAIS PROFUNDO NAS OBRAS DO BEHAVUIRISMO,APESAR DE SER UMA CRITICA,MAS ESSA TEORIA TAMB√ČM TEM SEUS FUNDAMENTOS.SER√Ā QUE SOMOS TAO FIES NA NOSSA ABORDAGENS E N√ÉO BEBEMOS NA FONTE DO QUE NAO CONHECEMOS?NOA ADIANTA CRITICAR E APONTAR O DEDO SE NAO CONHECEMOS O QUE REALMENTE SIGNIFICA E QUE DIZEMOS.NAO √Č VERDADE?
    O BEHAVIORISMO PODE ATE TER SUAS FALHAS,MAS EXPLICA O QUE ESTA MUITA GENTE NAO CONHECE.O SEU PROPRIO COMPORTAMENTO.

    Comment by ELIANE AM√ČLIA DA SILVA — abril 20, 2009 @ 2:49 am

  4. estou no 1¬ļ semestre de pedagia e nao consegui entender direito sobre behaviorismo
    como surgiu? pra que serve?onde usar? como usar?
    e ainda por cima teremos que apresentar um trabalho sobre
    me ajudem por favor!

    Comment by rosane rodrigues de freitas — abril 23, 2009 @ 2:02 pm

  5. Aconselho vc a buscar o livro da referencia acima para dismistificar o Behaviorismo, chamado Sobre o Behaviorismo do BF Skinner, e se vc se interessar mesmo pode ler a bibliografia completa dele, estou no 2 ano de Psicologia e pretendo me especializar em educação.. sou Behaviorista, porque é a unica abordagem de epistemologia coerente, e que segue corretamente o metodo cientifico. O behavioristmo é criticado e ignorado porque contradiz o senso comum de 3000 anos que atribui a mente criadora e não a processos ambientais externos a causação do comportamento.
    Skinner foi o Darwin da Psicologia e como Darwin seu genio foi t√£o superior a sua epoca que continua a ser ignorado pelos escolasticos da Psicologia os cognitivistas.

    Comment by Marcos Adilson Rodrigues Junior — abril 27, 2009 @ 9:09 am

  6. estou no 1¬ļ semestre de Nutri√ßao e nao consegui entender direito sobre behaviorismo
    como surgiu? pra que serve?onde usar? como usar?
    e ainda por cima teremos que apresentar um trabalho sobre
    me ajudem por favor!

    Comment by Jakeline Q. Santos — maio 7, 2009 @ 5:36 pm

  7. Estou vendo esta psicologia na minha disciplina de POT. Acredito que esta psicologia √© uma das mais aceita e a que retrata com maior fidelidade a realidade da vida psiquica do homem, mas mesmo assim tem l√° suas contradi√ß√Ķes. O Comportamento humano √© em grande parte uma constante e os estim√ļlos √© que nos movem neste mundo. Minha discordancia com esta teoria vem ao encontro com a indaga√ß√£o de Watson dizendo que se lhe dessem crian√ß√£s em sua m√£o ele tornaria o que quisesse, m√©dico, advogado, engenheiro. Ser√° que o ser humano √© um simples “rato” pensante? N√£o temos liberdade de escolha? Discordo deste pensamento de Watson e acredito que seria impossivel determinar t√£o precisamente assim a vida do ser humano. O meio social, o conhecimento, as experiencias s√£o var√≠av√©is que n√£o podem ser mensur√°veis e se n√£o podem ser mensurav√©is como ent√£o definir as respostas que cada individuo concede? Para finalizar, acredito que est√° id√©ia de Watson at√© funcione para cerca de uns 90% da popula√ß√£o mundial, mas ainda tem 10% que faz a diferen√ßa e que torna as v√°riaves da psicologia behvioristas cada vez mais imprecissas.

    Comment by Andreoni O Costa — setembro 6, 2009 @ 9:18 pm

  8. estou querendo me aprofundar mais nos conceitos utilizados.. tenho um prov√£o pra fazer sobres estes assuntoss
    da psicologia da aprendizagem…

    Comment by EDINARDO AGUIAR BRITO — outubro 30, 2009 @ 3:45 pm

  9. Gente para quem quiser aprender mais sobre a an√°lise do comportamento ou Behaviorismo sugiro os seguintes sites:

    http://olharbeheca.blogspot.com/

    http://www.psicologiaeciencia.com.br/

    http://scienceblogs.com.br/psicologico/

    http://cptse.blogspot.com/

    Comment by Pedro Henrique — novembro 20, 2009 @ 6:58 pm

  10. “Andreoni O Costa”…

    Primeiro , “Minha discordancia com esta teoria vem ao encontro com a indaga√ß√£o de Watson dizendo que se lhe dessem crian√ß√£s em sua m√£o ele tornaria o que quisesse, m√©dico, advogado, engenheiro. Ser√° que o ser humano √© um simples ‚Äúrato‚ÄĚ pensante?”Watson em nenhum momento nos diz que somos apenas “ratos” pensantes, nem qualquer parte do behaviorismo, mas o behaviorismo ,certamente, n√£o atribui a n√≥s uma dimens√£o sobrenatural, que nega a teoria da evolu√ß√£o, como outras linhas da psicologia parecem fazer.

    Vou transcrever todo o texto original , juntamente com a parte que é sempre omitida, para que seja feita justiça sobre o que watson disse:


    D√™-me uma d√ļzia de crian√ßas saud√°veis, bem formadas, e meu pr√≥prio mundo especificados para traz√™-los em garantia e eu vou levar qualquer um ao acaso e trein√°-lo para se transformar em qualquer tipo de especialista que eu poderia escolher – m√©dico, advogado, artista , o comerciante-chefe e, sim, mesmo mendigo e ladr√£o, independentemente dos seus talentos, inclina√ß√Ķes, tend√™ncias, habilidades, voca√ß√Ķes e ra√ßa de seus antepassados.

    [b]Vou al√©m dos meus factos e eu admito, mas assim que os defensores do contr√°rio e eles t√™m feito por muitos milhares de anos.[/b]”

    segundo,
    “O meio social, o conhecimento, as experiencias s√£o var√≠av√©is que n√£o podem ser mensur√°veis e se n√£o podem ser mensurav√©is como ent√£o definir as respostas que cada individuo concede? Para finalizar, acredito que est√° id√©ia de Watson at√© funcione para cerca de uns 90% da popula√ß√£o mundial, mas ainda tem 10% que faz a diferen√ßa e que torna as v√°riaves da psicologia behvioristas cada vez mais imprecissas.”

    Nada disso parece justific√°vel.

    abraços

    Comment by Pedro Henrique — novembro 20, 2009 @ 7:08 pm

  11. Creio que a teoria behviorista tem acabado com a ciencia, hoje em dia nao se fazem pesquisa cientifica seria.Tudo que o behviorismo consegue explicar e tido como “certo” e com isso deixamos de adquirir o conhecimento cientifico, ou seja, estudos aprofundados em relacao a asuntos de nosso extremo interesse, como por exemplo, a linguistica.

    Comment by claucida silva de oliveira — mar√ßo 11, 2010 @ 9:11 pm

  12. Mas o que seria ent√£o uma pesquisa cientifica Daucida?

    Quando a linguistica, n√£o foi Chomsky que de forma desrespeitosa buscando muito mais a fama que a ciencia, criticou (inclusive usando uma boa dose de desinforma√ß√£o e mesquinhez) a ciencia do comportamento e foi seguido por milhares na chamada “revolu√ß√£o cognitiva” que de revolu√ß√£o n√£o teve nada, pois foi apenas um movimento reacionario do novo paradigma n√£o mentalista de entendimento fundado por Skinner, Witgeinstein, Ryle dentre outros?

    O que √© ciencia para voce Deolinda, constru√ß√£o de hipoteses e testagem buscando uma “causa verdadeira”, ou descri√ß√£o de rela√ß√Ķes funcionais na natureza visando o melhor controle de variaveis ?

    A verdade j√° n√£o √© uma meta da ciencia a quase um seculo, √© estranho que ainda o seja na Psicologia (tirando o Behaviorismo Radical e a Fenomenologia e Gestalt). O maximo que um cientista pode fazer √© descrever rela√ß√Ķs funcionais, e os que melhor fazem isso dentro da Psicologia s√£o os Analistas do Comportamento porque n√£o s√£o iludidos por uma proto-explica√ß√£o chamada mentalismo.

    Acho que Skinner acabou sim com a ciencia, mas com uma vers√£o caricata e mecanicista que reinava e vem perdendo seu posto neste quase um seculo de “O comportamento dos Organismos”.

    Leiam Skinner pessoal !!!

    Comment by Marcos Adilson Rodrigues Junior — julho 23, 2010 @ 4:01 pm

  13. Amigo, boa noite! ser√° que voc√™ pode me ajudar? estou escrevendo meu TCC, e preciso saber quem escreveu o seguinte: “De uma perspectiva humanista existe uma valoriza√ß√£o do potencial humano assumindo-o como ponto de partida para a compreens√£o do processo de aprendizagem”. Sei que foi um behaviorista, s√≥ n√£o sei quem nem onde, e preciso para os Refer√™nciais, Obrigado.

    =====

    Moab

    Essa frase que voc√™ citou “De uma perspectiva humanista existe uma valoriza√ß√£o do potencial humano assumindo-o como ponto de partida para a compreens√£o do processo de aprendizagem” est√° escrita na Wikip√©dia http://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem. Acho que n√£o est√° escrita em nenhum outro lugar. O autor da frase voc√™ pode descobrir atrav√©s do hist√≥rico do artigo na Wikip√©dia:

    http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Aprendizagem&limit=500&action=history

    Provavelmente não tenha sido um autor behaviorista que escreveu essa frase. Provavelmente o autor é um dos contribuidores da Wikipédia.

    Sauda√ß√Ķes.

    Comment by Moab Ramos — agosto 17, 2010 @ 9:55 pm

  14. V√° ler sobre, antes de vim falar de uma determinada abordagem teorica

    Comment by Rafael Baptista — mar√ßo 12, 2011 @ 11:54 pm

  15. √Č engra√ßado ver que pessoas que n√£o tem nem o conhecimento b√°sico de sua l√≠ngua natal, se metem a mandar os outros estudarem (“v√° ler sobre…”).
    Então, o conselho serve como uma luva ao próprio autor do comentário:
    V√° ler sobre (e estudar a) L√≠ngua Portuguesa antes de vir (n√£o √© “vim”,Rafa)mandar os outros lerem mais. OK?
    Quando voc√™ crescer e souber escrever corretamente, a gente discute o assunto, ‘t√°?

    Comment by Nestor Carvalho — mar√ßo 22, 2011 @ 9:34 pm

  16. ola estou no 1¬ļ semestre de pedagogia e nao consegui entender direito sobre behaviorismo
    como surgiu? pra que serve?onde usar? como usar?
    e ainda por cima teremos que fazer uma sintese e apresentar um trabalho sobre o assunto, não sei nem por onde começar.
    me ajudem por favor!

    Comment by josiane maia — setembro 20, 2011 @ 11:40 pm

  17. Os estudos realizados atrav√©s desta teoria, obt√™m respostas metaf√≠sicas, onde n√£o existe a comprova√ß√£o dos fatos de forma cient√≠fica.Entretanto, n√£o h√° d√ļvidas que o ser humano se assimila com ratos e cachorros, pois s√£o animais como os seres humanos.Penso tamb√©m que os seres humanos possuem em sua particularidade habilidade inatas, da mesma forma que os animais.E habilidades n√£o inatas que surgem atrav√©s de treinamento tanto dos ‚Äúanimais racionais‚ÄĚ quanto dos ‚Äúanimais irracionais‚ÄĚ.O sentimento de dor √© similar entre ambos.
    O grande diferencial entre ambos, penso que seja a capacidade maior de compreens√£o e de arquivar as informa√ß√Ķes utilizando-as com o prop√≥sito de melhoria na qualidade de vida dos ‚Äúanimais racionais‚ÄĚ o que n√£o acontece c√≥s os ‚Äúanimais irracionais‚ÄĚ.

    Comment by Romeu — novembro 20, 2011 @ 10:56 pm

  18. ajuda a fazer o resumo sobre behaviorismo

    Comment by samuel oliveira de souza — novembro 24, 2011 @ 3:58 pm

  19. acho que devo sim concordar com o coment√°rio n¬ļ 11 e 12.
    obviamente, a ci√™ncia j√° n√£o tem aquele apetite que tinha a s√©culos atr√°s sobre os estudos de como a humanidade funcionava, o seu comportamento e… bem etc.
    mas mesmo que a ciência perca o apetite nessa área, existem muitas outras áreas para a ciência como a tecnologia e etc, do que o comportamento e etc.

    Comment by HL — maio 18, 2012 @ 8:50 pm

  20. Livros de B. F. Skinner.

    I. Ciência e Comportamento Humano
    II. Walden II
    III. Sobre o Behaviorismo

    Blog Manifesto Behaviorista

    Comment by Andrei de Nazareth Rodrigues Linhares — junho 8, 2012 @ 9:24 pm

  21. Artigos Científicos, Livros, Entrevistas, Capítulos de Livros, Prefácios e Outros de B. F. Skinner!

    1.Ciência e Comportamento Humano
    2.Walden II
    3.Sobre o Behaviorismo
    4.O Comportamento Verbal
    5.O Mito da Liberdade
    6.A Análise Operacional de Termos Psicológicos
    7.O Que e Comportamento Psicótico
    8.O Papel do Meio Ambiente
    9.Entrevista Revista Veja ‚Äď Ano 74
    10.Vida Interior
    11.Humanismo e Behaviorismo
    12.Seleção Por Consequências
    13.Entrevista Revista Veja ‚Äď Ano 83
    14.A Evolução do Comportamento
    15.O Que Esta Errado Com a Vida Cotidiana No Mundo Ocidental
    16.Uma Alternativa Humanista aos 12 Passos do A.A.
    17.Comportamento Governado Por Regras
    18.A Psicologia Pode Ser Uma Ciência da Mente?
    19.O Eu Iniciador
    20.O Lado Operante da Terapia Comportamental
    21.O Lugar do Sentimento na An√°lise do Comportamento
    22.Um Breve Exame do Comportamento Operante

    Comment by Andrei de Nazareth Rodrigues Linhares — junho 14, 2012 @ 4:05 pm

  22. Tenho que fazer um trabalho sobre behavorismo para a aula de sociologia e não entendi muito o que é behavorismo alguém pode me ajudar ??

    Comment by Laura Beatriz — agosto 27, 2012 @ 1:41 pm

  23. Realmente a corrente do behaviorismo tem a sua contribuição, mas não consigo perceber exactamente qual e a sua contribuição na aprendizagem.

    Comment by ezelina machava — setembro 8, 2012 @ 11:00 am

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