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Nossos pensamentos afetam nossas emoções e comportamentos

domingo, maio 26th, 2013

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Nossos pensamentos afetam nossas emoções e comportamentos

O que pensamos influencia no que sentimos e conseqüentemente em nossos comportamentos. Assim, ter pensamentos mais adequados às situações traz como conseqüência emoções e ações mais eficazes. Diferentemente do que possa parecer nossos pensamentos definem nossas emoções e determinam nossos comportamentos. Há relação estreita entre o que se pensa, o que se sente, e a maneira como nos comportamos.

Você já parou para pensar quais são os pensamentos negativos que constantemente ocupam a sua mente? O que esses pensamentos querem te dizer? Você tem consciência de como isso atrapalha sua vida, sua saúde e seus relacionamentos?

Somos “bombardeados” por centenas de pensamentos ao longo do dia. Estes pensamentos ocorrem de forma involuntária, muitas vezes rápida e na maioria das vezes automática (pois mal os percebemos) surgem espontaneamente, em fração de segundos e podem ser verdadeiros ou falsos, geralmente se apresentam disfuncionais, na medida em que, muitas vezes, nem nos damos conta de sua existência, percebendo apenas a reação emocional dele decorrente.

Pensamentos automáticos podem ser palavras, imagens ou recordações e brotam em nossa mente o tempo todo e podem alterar nosso humor e nossas reações. Estes pensamentos são incômodos, infundados e contraproducentes. Exemplo Pensamentos negativos a respeito de si mesmo: “Eu sou incapaz” ou “Nada que faço dá certo”. Pensamentos negativos a respeito do mundo ou dos outros: “Minha vida não é boa” ou “Ninguém gosta de mim”, Pensamentos negativos a respeito do futuro: “Nunca serei alguém”, “Meu futuro é incerto e sem esperanças” ou “Não serei feliz”, “vão rir de mim”, etc. O perigo é que podemos assumir pensamentos automáticos como verdadeiros. Aquela conhecida estratégia de contarmos até dez, faz sentido quando se relaciona pensamento automático, emoção e comportamento. O famoso “pavio curto”, aquele que não pensa para reagir, e age sem pensar, também pode ser aqui considerado.

A boa notícia é que é possível usar a nossa mente consciente para julgar e avaliar tais impressões e concluir se vamos aceitá-las ou rejeitá-las.

Os processos cognitivos (pensamentos), não devem ocorrer de forma tão automática. Antes de deixar um pensamento dominar a percepção do evento, deve ser considerado que um evento pode ter mais de uma interpretação.

Se seu pensamento for muito acelerado há maior risco de que a emoção decorrente de pensamento automático (também em maior intensidade) seja imediatamente transformada em ação sem o devido confronto com a realidade e, ai, então, se exteriorizar em comportamentos irrefletidos: impulsividade, agressividade, ofensas, ou outras atitudes antessociais, reprovadas. Pode ter mais compulsões, mais irritabilidade, etc.

Quando procuramos perceber uma situação além daquela que percebemos automaticamente, questionando-a, ampliamos nosso modo de interpretar a situação ou suas causa e agimos com mais adequação, mais sobriedade, mais educação, mais simpatia. Ao aumentarmos as possibilidades alternativas das causas ou resultados daquele evento, sobre o qual pensamos automaticamente, temos como resultado ampliar nosso foco de visão, fazendo com que nossa percepção seja confrontada com a realidade. Admitindo outras possibilidades de interpretação dos fatos podemos ter uma diminuição na credibilidade do pensamento negativo (disfuncional), resultando numa intensidade menor da emoção ou desconforto resultante desse pensamento.

Pensamentos automáticos são decorrentes de crenças centrais e intermediárias. As crenças centrais geralmente iniciam seu desenvolvimento na infância e são consideradas pelo indivíduo como “verdades absolutas”. São entendimentos sobre si, os outros e o mundo fundamentais e profundos que as pessoas comumente não os articulam, muito menos os questionam, mesmo que causem sofrimento e interpretações disfuncionais da realidade. As crenças intermediárias correspondem às regras, atitudes e suposições criadas pelo indivíduo a partir das crenças centrais. As crenças centrais e intermediárias surgem a partir da interação social do indivíduo com o meio. Esse processo começa nos primeiros estágios do desenvolvimento e fornece ao indivíduo uma “teoria” coerente sobre o mundo para que ele possa se adaptar a realidade. Quando essas crenças não são funcionais acarretam distorção da realidade e transtornos psicológicos como Depressão, Transtorno obsessivo-compulsivo, Fobia Social, Pânico, Ansiedade Generalizada, entre outros.

Profa. Dra. Edna Paciência Vietta

Psicóloga cognitivo-comportamental Ribeirão Preto
Email: edna_vietta@hotmail.com

Our thoughts affect our emotions and behaviors

  What we think influences what we feel and therefore our behaviors . Thus, having more suited to situations brings thoughts emotions and consequently more effective actions . Unlike what seems to be defining our thoughts determine our emotions and our behaviors . There is a close relationship between what one thinks , what one feels , and the way we behave .

Have you ever wondered what are the negative thoughts that constantly occupy your mind ? What do these thoughts mean to you? Are you aware of how it disrupts your life , your health and your relationships?

We are ” bombarded ” with hundreds of thought throughout the day . These thoughts come involuntarily , often rapid and mostly automatic ( as we perceive them badly ) arise spontaneously in fraction of seconds and can be true or false , usually present dysfunctional , in that often , nor we realize its existence , seeing only the emotional reaction it caused .

Automatic thoughts can be words , images or memories and sprout in our mind all the time and can change our mood and our responses . These thoughts are uncomfortable , unfounded and counterproductive . Example negative thoughts about himself : “I am unable ” or ” Nothing I do works.” Negative about the world or the other thoughts : ” My life is not good ” or ” Nobody likes me ” , negative thoughts about the future : ” I’ll never be someone ” , ” My future is uncertain and hopeless ” or “No be happy ” , ” will laugh at me ” , etc. . The danger is that we may assume automatic thoughts as true . One known to count to ten strategy makes sense when it relates automatic thought , emotion and behavior . The famous ” short fuse ,” one who does not think to react , and act without thinking , can also be considered here .

The good news is that you can use our conscious mind to judge and evaluate such impressions and conclude whether we accept them or reject them .

Cognitive processes ( thoughts ) should not occur so automatically. Before leaving a thought to dominate the perception of the event , must be considered that an event can have more than one interpretation .

If your thinking is too fast there is a greater risk that the excitement caused by automatic thought ( also at higher intensity) is immediately transformed into action without proper confrontation with reality , and al so be thoughtless in externalizing behaviors : impulsivity , aggression , offenses , or other antessociais attitudes , disapproved . May have more cravings, more irritability, etc. .

When we seek to realize a situation beyond what we perceive automatically by questioning it , we broadened our way of interpreting the situation or their cause and act with more fitness , more sobriety, more education , more sympathy . By increasing alternative causes or results of that event possibilities , about which automatically think we have to broaden our focus as a result of vision , causing our perception is confronted with reality . Allowing for other possibilities of interpretation of facts can have a decrease in the credibility of negative thinking ( dysfunctional ) , resulting in a lower intensity of emotion or discomfort resulting from this thinking .

Automatic thoughts are the result of central and intermediate beliefs . The central beliefs usually begin to develop in childhood and are regarded by the individual as ” absolute truths ” . Are understandings about themselves , others and the fundamental and profound world that people do not usually articulate , much less question them , even causing suffering and dysfunctional interpretations of reality . The interim beliefs correspond to the rules , attitudes and assumptions created by the individual from the core beliefs . The central and intermediate beliefs arise from the social interaction of the individual with the environment. This process begins in the early stages of development and provides the individual with a coherent ” theory ” about the world so that it can adapt to reality. Distortion of reality and psychological disorders such as depression , obsessive – compulsive disorder , Social Phobia , Panic , Generalized Anxiety , among other beliefs when these are not functional cause .

                           Professor . Dr. Edna Paciência Vietta

                       Cognitive behavioral psychologist Ribeirao Preto
                             Email : edna_vietta@hotmail.com