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agosto 6, 2010

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POR QUE A GUERRA? – Freud e Einstein

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POR QUE A GUERRA?

Autores: EINSTEIN E FREUD – 1932

(b) TRADU√á√ēES INGLESAS: Why War?
1933 Paris: Instituto Internacional para Coopera√ß√£o Intelectual (Liga das Na√ß√Ķes). 57 p√°gs. (Trad. de Stuart Gilbert.)
1939 Londres: Peace Pledge Union. 24 p√°gs. (Reimpress√£o da anterior.)
1950 C. P., 5, 273-87. (Omite a carta de Einstein.) (Trad. de James Strachey.)

A presente tradução inglesa da carta de Freud é uma versão corrigida publicada em 1950. A carta de Einstein é incluída aqui com autorização de seus testamenteiros e, por solicitação destes, é apresentada na versão original inglesa de Stuart Gilbert. Parte do texto alemão da carta de Freud foi publicada em Psychoanal. Bewegung, 5 (1933), 207-16. Parte da tradução inglesa de 1933 foi incluída na obra de Rickman, Civilization, War and Death: Selections from Three Works by Sigmund Freud (1939), 82-97.

Foi em 1931 que o Instituto Internacional para a Coopera√ß√£o Intelectual foi instru√≠do pelo Comit√™ Permanente para a Literatura e as Artes da Liga das Na√ß√Ķes a promover trocas de correspond√™ncia entre intelectuais de renome ‚Äėa respeito de assuntos destinados a servir aos interesses comuns √† Liga das Na√ß√Ķes e √† vida intelectual‚Äô, e a publicar essas cartas periodicamente. Entre os primeiros que o Instituto abordou estava Einstein, e foi ele quem sugeriu o nome de Freud. Assim sendo, em junho de 1932, o secret√°rio do Institutoescreveu a Freud, convidando-o a participar, ao que ele prontamente acedeu. A carta de Einstein chegou-lhe no in√≠cio de agosto, e sua resposta estava conclu√≠da um m√™s depois. A correspond√™ncia foi publicada em Paris, pelo Instituto, em mar√ßo de 1933, em alem√£o, franc√™s e ingl√™s, simultaneamente. No entanto, sua circula√ß√£o foi proibida na Alemanha.

Freud n√£o ficou propriamente entusiasmado com o trabalho e qualificou-o como discuss√£o enfadonha e est√©ril (Jones, 1957, 187). Einstein e Freud absolutamente nunca foram √≠ntimos um do outro e apenas tiveram um encontro no in√≠cio de 1927, na casa do filho mais novo de Freud, em Berlim. Em carta a Ferenczi, dando conta do ocorrido, Freud escreveu: ‚ÄėEle entende tanto de psicologia quanto eu entendo de f√≠sica, de modo que tivemos uma conversa muito agrad√°vel.‚Äô(Ibid., 139). Algumas cartas muito amistosas foram trocadas entre os dois, em 1936 e 1939. (Ibid., 217-18 e 259.)

J√° anteriormente Freud escrevera sobre o tema da guerra: na primeira se√ß√£o (‚ÄėThe Disillusionment of War‚Äô) de seu artigo ‚ÄėReflex√Ķes para os Tempos de Guerra e Morte‚Äô (1915b), escrito logo ap√≥s o in√≠cio da primeira guerra mundial. Embora algumas das id√©ias expressas no presente artigo apare√ßam no anterior, elas est√£o mais estreitamente relacionadas √†s id√©ias contidas em seus escritos recentes sobre temas sociol√≥gicos ‚ÄĒ O Futuro de uma Ilus√£o (1927c) e O Mal-Estar na Civiliza√ß√£o (1930a). Um interesse especial surge aqui em rela√ß√£o a um desenvolvimento maior de pontos de vista de Freud sobre civiliza√ß√£o como ‚Äėprocesso‚Äô, que tinham sido apresentados por ele em diversos t√≥picos do √ļltimo desses trabalhos mencionados (por exemplo, no final do Cap√≠tulo III, Edi√ß√£o Standard Brasileira, Vol. XXI, p√°gs. 117-18, IMAGO Editora, 1974, e na √ļltima parte do Cap√≠tulo VIII, ibid., p√°g. 164 e segs.). Tamb√©m retoma, uma vez mais, o tema do instinto destrutivo, sobre o qual discorrera extensamente nos Cap√≠tulos V e VI do mesmo livro, e ao qual haveria de retornar em escritos posteriores. (Cf. a Introdu√ß√£o do Editor Ingl√™s a O Mal-Estar na Civiliza√ß√£o, ibid., p√°gs. 78-80.)

Fonte: http://www.bernardojablonski.com/pdfs/graduacao/por_que.pdf

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