Psicanálise na Educação

De Psicologia da Educação

Universidade Federal do Rio Grande do Sul


Psicanálise na educação


Disciplina: Psicologia na Educação I-A


Porto Alegre, 26 de novembro de 2007.


Sumário


Psicanálise na educação:


Um breve apanhado histórico da psicanálise na educação brasileira


Atualmente no Brasil, estudos sobre a relação entre a psicanálise e a educação são bastante recorrentes, uma temática desenvolvida desde a obra de Freud. Apesar desse grande interesse, segundo Jorge Abrão, poucos pesquisadores abordam por um viés histórico as influências da psicanálise na educação brasileira durante o século XX. No artigo “As influencias da psicanálise na educação brasileira no início do século XX”, Abrão contextualiza historicamente a introdução dos estudos psicanáliticos no Brasil e de que forma foram aplicados no sistema educacional brasileiro nesse período.

O início do século XX foi marcado por transformações políticas, sociais e culturais que alavancaram o desenvolvimento do país. De acordo com Reinaldo Lobos (1994, p.50), citado por Abrão, após o fim da I Guerra Mundial, com a aceleração da industrialização e o espírito de modernização burguesa, houve uma voraz importação de novos modelos e idéias principalmente europeus. Essas alterações somadas a um desejo de entender a realidade nacional, viabilizaram a implantação das teorias psicanalíticas no Brasil. É justamente a partir dessa reflexão sobre a questão da identidade nacional levantada pelos modernistas, que se expande a psicanálise na cidade de São Paulo, diferente do Rio de Janeiro, a qual é difundida pela via psiquiátrica. Segundo Lúcia Valadares

Em seu artigo Os primeiros tempos da psicanálise no Brasil e as teses pansexualistas na educação publicado na Ágora: Estudos em Teoria Psicanalítica. v.5 n.1 Rio de Janeiro jan./jun. 2002 , isso acontece “...graças a uma grande difusão no meio intelectual e sobretudo literário através dos modernistas. (...) De uma maneira geral, os modernistas tentam, a um só tempo, acomodar as teses freudianas à problemática inerente à produção literária deles e à reflexão que fazem sobre a questão da identidade nacional”.

Então ao longo da década de 1920, a temática freudiana passa a ser abordada por médicos, psiquiatras, cronistas sociais, pedagogos, a favor ou contra, que deslocam suas teorias do quadro clínico para o social. De acordo com Valadares “Eles se servem do termo tanto pelo viés moralista e/ou nacional, de resistência à psicanálise, quanto pelo seu aspecto inovador, moderno, para valorizar os méritos da doutrina e de sua base psicológica, mas igualmente no seu sentido filosófico, como sistema explicativo do social”.

Numa época de valorização do Estado Nacional, o governo defendia um modelo de disciplinarização e controle das normas e práticas sociais, difundido através das campanhas higienistas, onde a psicanálise emergiria como “esforço civilizador-educativo”, segundo Russo, citada por Valadares. (RUSSO, 1997) Portanto, nessas primeiras décadas, a educação nacional era alvo de preocupações, a qual era dividida em duas correntes de acordo com Romanelli, “...de um lado, a dos reformadores que lutam por uma escola laica, gratuita e para todos e, de outro, a dos grupos católicos que vêem na intervenção do Estado uma ameaça ao monopólio deles e, no ensino laico, uma ofensa aos princípios da educação católica” (ROMANELLI, 1978, p. 130).

Frente as diversas transformações que estavam ocorrendo na época, o sistema educacional também sofreu alterações ao ser influenciado pelos ideais libertários, onde a escola tradicional foi substituída aos poucos pela “Escola Nova” ou “Escola Progressista”. Entre os reformadores denominação utilizada por Romanelli de acordo com Abraão, “...a nova política educacional partia do princípio de que a escola deveria atuar como um instrumento para a edificação da sociedade através da valorização das qualidades pessoais de cada indivíduo”. Por isso passaram a considerar a criança enquanto um ser em desenvolvimento, diferenciada do adulto e com uma lógica de pensamento própria, surgindo a necessidade de compreender suas características para melhor gerir sua educação. A partir disso ocorre a introdução da psicologia no meio educacional, que segundo Marcus Vinicius da Cunha citado por Abrão, forneceria "... os meios necessários para que a escola renovada investigue melhor as características infantis e seja um lugar capaz de realizar plenamente os atributos de cada indivíduo." (CUNHA, 1995, p. 41).

É nesse instante que a psicanálise encontrou espaço para se difundir dentro da educação, segundo Abrão, vindo para auxiliar “...tanto na compreensão do desenvolvimento emocional da criança, quanto na resolução das dificuldades escolares que impedem a expressão de suas potencialidades individuais”. Através de seus estudos, Abrão identificou dois períodos históricos nos quais a influência da teoria psicanalítica esteve presente de forma diferenciada no meio educacional brasileiro nas primeiras décadas do século XX. Uma fase de divulgação e outra de aplicação da psicanálise no sistema educacional brasileiro.

A primeira fase (1920 – 1930) é caracterizada pela divulgação dos conhecimentos produzidos por Freud entre os educadores, “familiarizar o leitor com o jargão específico da área”. O livro do pedagogo Deodato de Moraes, A Psychanalyse na Educação, 1927, definiu a inserção da psicanálise no universo educacional brasileiro, segundo Abrão essa obra pode ser considerada como a primeira publicação brasileira de cunho psicanalítico inteiramente dedicada à criança. No entanto, os trabalhos realizados por teóricos

Além de Deodato de Moraes foram figuras importantes os médicos Júlio Pires Porto-Carrero, Arthur Ramos, Hosannah de Oliveira, Gastão Pereira da Silva e Pedro de Alcantara. da época, não tratam da aplicação sistemática dos conhecimentos psicanáliticos a educação da criança. Isso fica claro numa citação sobre o tema da sexualidade de Deodato de Moraes, destacada por Abrão,

Sem dúvida o educador não deverá perder a oportunidade de fazer explicações individuais, mas dirigir-se a classe seria de um efeito desastroso. Mesmo na iniciação individualizada é preciso lembrar que nem todos os mestres terão o dedo necessário para tocar em assumpto tão delicado. Seria talvez mais conveniente entregar o problema ao médico amigo da família. Assim o temos feito com o nosso filho de quatorze anos e com o mais satisfatório dos resultados. (MORAES, 1927, p. 137)

Dentre os principais teóricos, Abrão destaca os médicos Júlio Pires Porto-Carrero e Arthur Ramos. Porto-Carrero apresenta um guia prático ao professor, no seu artigo "O Caracter do Escolar Segundo a Psychanalyse", que auxiliaria os professores na compreensão dos efeitos que as práticas pedagógicas exercem sobre os alunos, ao possibilitar a discriminação e analise dos tipos de caráter mais freqüentes entre os escolares. Já Arthur Ramos reconhece que para o professor empregar a psicanálise na prática pedagógica não basta conhecimento teórico, mas que também necessita de uma experiência psicanalítica. Segundo Abrão:

Ao cotejarmos os trabalhos destes autores, podemos evidenciar que eles não se apropriavam da psicanálise enquanto um instrumento terapêutico que lhes conferisse uma identidade profissional. Ao invés disso, tomavam este conhecimento como um sistema teórico passivo de ser aplicado a diversas áreas do saber, particularmente à educação.

A Segunda fase identificada por Abrão (1930-1950) corresponde a aplicação da psicanálise à higiene mental escolar, que ocorreu no Brasil por intermédio de Clinicas de Orientação Infantil, que prestavam assistência ao escolar deficitário. No Rio de Janeiro, em 1933 foi criada a Seção de Ortofrenia e Higiene Mental, vinculada ao Instituto de Pesquisas Educacionais do Distrito Federal, sobre a liderança de Arthur Ramos

A criança problema, 1939. Em São Paulo, alguns anos mais tarde (1938), foi fundado uma Seção de Higiene Mental Escolar, junto ao regimento de Educação da então Secretaria de Estado da Educação e Saúde Pública, sobre o cargo de Durval Marcondes. Noções Gerais de Higiene Mental da Criança, 1946

De acordo com as pesquisas de Abrão, o atendimento ao escolar deficitário oferecido pelas clínicas de orientação infantil era composto por duas etapas principais: avaliação e orientação, ambas baseadas nas teorias psicanalíticas. Primeiro era realizado uma espécie de psicodiagnóstico e então, uma avaliação mediante uma equipe multiprofissional. Com a identificação da origem das dificuldades manifestadas pela criança se orientava os pais e professores a fim de auxilia-los a “...promover modificações ambientais necessárias à remissão das dificuldades encontradas”.

A atuação dessas Clínicas contribui segundo Abrão a diversas reflexões como, sobre o surgimento de uma prática de atendimento inspirada na psicanálise de crianças, sobre a origem da psicopedagogia na escola primeria ou então sobre a relação entre a Psicanálise e a Instituição. Como também a distinção entre criança-problema e criança-deficiente, as quais eram classificadas pela pedagogia tradicional como criança anormal. Arthur Ramos, em A criança problema, 1939, ressaltou que 90% das crianças consideradas como anormais são crianças difíceis, “problemas”, vítimas de uma série de circunstâncias adversas.

A partir dessa concepção, começou a ser levado em consideração que a criança-problema “...tinha suas dificuldades forjadas na relação entre suas necessidades individuais e o meio social em que estavam inseridas”, diferente da deficiente. De acordo com Abrão, isso proporcionou o surgimento da psicanálise de crianças associada a higiene mental e a inclusão de preceitos psicanalíticos na assistência ao escolar deficitário de caráter profilático, através da compreensão de suas manifestações sintomáticas. Essa assistência não assumia uma função terapêutica à semelhança da análise de adultos, o foco principal era o de promover a prevenção da doença mental “...garantindo às crianças que potencialmente poderiam tornar-se neuróticas na vida adulta a assistência necessária a suas manifestações afetivas durante a infância”.

Dentre algumas diferenças, na maneira como a psicanálise era utilizada no sistema educacional, entre a primeira metade do século XX e a atualidade, Abrão destaca que ela deixou de ser vista apenas como instrumento prático destinado a promover o ajustamento do aluno na escola para ser um recurso na compreensão da subjetividade da criança. Agora, percebe-se a importância do aspecto relacional entre aluno e professor e passou-se “....a contemplar a noção de infantil enquanto uma categoria inconsciente, atemporal e presente, tanto na criança como no adulto e a sustentar uma prática que busque a formação integral do professor que detenha conhecimento teórico de psicanálise e experiências pessoais que permitam aproximá-lo de suas vivências inconscientes, de suas experiências infantis recalcadas”. Assim, o aluno poderá ser melhor compreendido pelo professor, “...que passa a atuar como um mediador no processo ensino-aprendizagem.


PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO: UMA CONEXÃO POSSÍVEL?!


Pensar sobre uma conexão entre psicanálise e educação provoca uma tempestade de idéias e uma reflexão sobre tal possibilidade. Os dois campos são diferentes a começar pelos objetos de interesse e pelos sujeitos que demandam esses saberes. O objeto da psicanálise é o inconsciente e o funcionamento do aparelho psíquico, e o da educação é o conhecimento. O psicanalista é o analista e o professor, o educador. Para a educação o foco central dos problemas de aprendizagem quase sempre é centrado no aluno.

Se o professor desejar “beber na fonte” da psicanálise como sugere Kupfer (1997), deverá rever seus conceitos e postura ética de como utilizará esses conhecimentos em sua prática educativa.

A psicanálise tem se constituído como um conhecimento novo na área educacional. Ela não pode fazer o papel de educação e não pode ser considerada salvação para todos os problemas educacionais, mas pode auxiliar no maior conhecimento do funcionamento mental e inconsciente dos sujeitos envolvidos nesse processo.

A tarefa de educar sob a ótica da psicanálise e da educação pode ser entendida como o de ponte, tornando o conhecimento o mais sedutor possível, apostando numa educação que precisa se desconstruir para construir. A educação é apenas o caminho, não a chegada. É um encontro com as diferenças, não com as semelhanças, é onde a linguagem sustenta os sujeitos desejantes nas figuras do educador e do educando, onde as contradições e antíteses permeiam toda relação de amor e ódio, real e simbólico, ideal e único, desejo e medo do saber, boa e má qualidade de educação, soluções e problemas de aprendizagem, psicanálise e educação.

Segundo Lacan (1985), o pensamento se constitui na relação com o outro, e o inconsciente é estruturado na linguagem. O desejo do sujeito é o desejo do Outro. O desejo de saber é uma dívida impagável materialmente, em relação ao Outro, pois é uma dívida simbólica. Como declara Almeida (1998, p. 118) “A criança somente se constituirá como sujeito através do Outro, que acolhe a sua palavra e reconhece o seu desejo e é por isso que o educador precisa estar atento aos “ditos e não ditos”, para conhecer verdadeiramente seu desejo”.

O professor é o mediador desse processo que se dá na relação triangular. Segundo Lacan (1985, p.118) “O inconsciente é o discurso do Outro. O discurso do Outro não é o discurso do abstrato, do outro da díade, do meu correspondente; é o discurso do circuito no qual estou integrado. Sou um dos seus elos”. Essa concepção de Outro se encontra baseada nas construções estabelecidas por Lévi-Strauss, na antropologia, visando delinear os fundamentos do Outro da cultura, do Outro social, do Outro da ordem do simbólico. Um Outro que, para Lacan é da ordem da intersubjetividade, que vai sendo “desencarnado”, para adquirir o seu status simbólico, revelando a importância da linguagem, a importância das leis de parentesco.

A subjetividade dessa relação entre professor-aluno-conhecimento evidencia-se no aspecto transferencial onde o “aluno-falo” se submete à Lei do desejo do professor ou “professor-falo”, quando o aluno o toma como aquele que detém o saber e o poder. Muitas vezes, o professor rejeita o aluno por este ser diferente do que considera um “aluno ideal”, mas não assume a rejeição e, num processo de transferência, afirma que o aluno é que não quer aprender.

A espera de “fórmulas mágicas” e “receitas prontas” para sanar os problemas de aprendizagem paralisam o professor e impedem que este vá ao encontro de conhecimento teórico que fundamente a sua prática pedagógica, impossibilitando a reflexão e re-significação para modificação e melhoria dessa prática pedagógica diária.

Retomando a discussão sob a perspectiva do sujeito “que não aprende”, que é “des” qualquer coisa, temos a seguinte situação: o “não aprender”, muitas vezes, é considerado como um sintoma, um sinal de uma doença que deve ser tratada. Entretanto, pensando a partir da perspectiva lacaniana, o sintoma é, antes de tudo, um enigma: “nós nos perguntamos: o que me acontece? O que isso quer dizer? E então nos endereçamos a alguém que é um suposto-saber e que não é nada além de um suposto-saber” (Pinto, 1999, p.61). Vemos, deste modo, que o saber é sempre suposto e que o sujeito é o sujeito da palavra. Dar a palavra ao sujeito que “não aprende” parece ser uma das dificuldades com que nos defrontamos no cotidiano pedagógico. Assim, em nome de um saber, excluímos o aluno do mesmo.

Jerusalinsky faz um alerta sobre o significante escola: a escola é um lugar de reconhecimento social, é um lugar “normal”, na nossa cultura, de a criança estar. Assim, ser reconhecido no social engloba reconhecer que pertence a uma cultura, identificar-se, ser reconhecido.

Logo, a psicanálise não pode ser considerada como a salvação dos problemas dos professores, mas estes podem utilizá-la para melhorar suas práticas de modo a ajudar seus alunos. A psicanálise vê o aluno como um ser único, com qualidades e dificuldades especícas, e através da psicanálise o professor pode orientar o aluno e ajudar ele a enfrentar seus problemas.


Discussões Psicanalíticas e Escolares


As discussões que existem sobre os métodos de ensino e formas de ensino são as mais variadas possíveis e abrangem os mais diferentes temas.Uma discussão bastante visada hoje em dia é sobre o uso da psicanálise no ensino e a forma como ela pode ser abordado pelo docente.Conforme a opinião de alguns autores o uso da psicanálise seria uma forma de tornar a relação aluno-professor mais próxima e humana onde nesta relação o professor teria além da preocupação básica do ensino acadêmico e formal do currículo também a de ver o seu aluno como um individuo especial com peculiaridades singulares que necessitam de atenção e cuidado ao serem manipuladas.O trabalho do professor como bem sabe-se não deveria ser tomado apenas como o de transmitir o conhecimento possuído por este mais o de também construir um caráter e uma capacidade de raciocínio,reflexão e crítica sobre si próprio e o mundo em que vive.Devido aos diferentes passados vivenciados pelo aluno e pelo professor existem diversas formas de comportamento e absorção dos conteúdos e experiências proporcionados no ambiente escolar, sendo assim professores e alunos não deveriam ser encarados como se fossem todos iguais.Na maioria dos casos os professores são orientados a ter o mesmo comportamento e esperar e exigir dos seus alunos as mesmas respostas não levando em consideração a individualidade de casa um.

O relacionamento diferencial é orientado para que não aconteça na maioria dos casos escolares tomando como alicerce um ponto de vista no mínimo precipitado e antiquado imaginando que as perspectivas e sentimentos envolvidos na relação sejam comuns quando sabe-se que não o são.As demonstrações afetivas e diferentes formas de manifestações são desestimuladas para que não ocorra uma disparidade no momento da avaliação de cada aluno mais o que na verdade acaba ocorrendo é a exclusão daquele aluno ou professor que não se adapta a forma padrão de ensino.Sendo assim toda a relação de ensino deveria levar em conta cada individualidade possuída pelo sujeito. Dificuldades no aprendizado e convívio são facilmente encontradas e mal interpretadas e/ou avaliadas.Falta de atenção, brutalidade, agitação, falta de interesse são exemplos de problemas facilmente encontrados dentro de toda sala de aula e na grande parte dos casos o aluno é simplesmente excluído ou punido pelo seu comportamento sem que haja uma preocupação do professor pelas origens do problema.Muitas vezes um aluno com algum desses problemas está apenas refletindo algo do seu cotidiano em seu comportamento, pois ao contrário do que é aplicado na maioria dos casos não somos nem deveríamos ser sujeitos uniformes que respondem aos impulsos vivenciados da mesma forma.Um aluno ou professor que apresenta alguma peculiaridade na maioria das vezes não é um problema mais sim uma forma diferente de manifestação de uma mesma experiência.Essa peculiaridade,que em algumas vezes pode acarretar em alguma espécie de disfunção de aprendizagem pode ser entendida ou corrigida com o simples fato de se tomar uma posição mais individualizada do caso.Um olhar mais específico pode mudar completamente uma situação que inicialmente pareceria complexa.

O uso de ferramentas da psicanálise vem ao auxilio dos professores para detectar e avaliar estas particularidades de cada individuo e de si próprio. Um aluno ou professor que demonstra abertamente em seu comportamento suas peculiaridades está simplesmente sendo espontâneo e seguindo o conjunto de estímulos criados pelo seu ego, super-ego e id, objetos de estudo e análise das teorias da psicanálise.Uma forma natural de expressão que não deve ser retraída ou desestimulada pois, segundo as teorias da psicanálise, são essas as raízes de muitos problemas psicológicos estudados.O educador que possuí algumas das ferramentas da psicanálise se sente mais apto a analisar as singularidades apresentadas pelos seus alunos o que possibilita uma correção ou orientação para a aprendizagem mais direta e humana.Um relacionamento mais próximo e cuidadoso no espaço escolar entre profissionais da educação - alunos- e familiares só viria a acrescentar no crescimento e evolução de cada um incentivando e criando novos pontos de vista e perspectivas que conseqüentemente vêem a gerar uma reflexão posterior.

Sendo assim pode-se concluir e aconselhar que todo o educador venha a praticar a psicanálise em seus espaços de ensino.As outras formas de se obter estes resultados como o estimulo do profissional e a sua valorização são assuntos para outra reflexão.


Referencias bibliográficas


ABRÃO, Jorge Luís Ferreira. As influencias da psicanálise na educação brasileira no início do século XX. Teor. e Pesq. v.22 n.2 Brasília maio/ago. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-37722006000200013&lng=pt&nrm=isso> acesso em: 26/10/07.

OLIVEIRA, C. Lucia Montechi Valladares de. Os primeiros tempos da psicanálise no Brasil e as teses pansexualistas na educação. Ágora (Rio J.), Jun 2002, vol.5, no.1, p.133-154.

Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151614982002000100010&lng=pt&nrm=iso> acesso em: 26/10/07

REVISTA DA ASSOCIAÇÃO PSICANALÍTICA DE PORTO ALEGRE. Publicação 16 de julho de 1999. Disponível em: http://www.appoa.com.br/revista.

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