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Unidade de Internação Psiquiátrica 4º Norte HCPA |
Horário de Trabalho
Supervisão
Rotinas da Unidade
Rotinas Especiais
Programas ambulatoriais
Preenchimento do Formulário
Atribuições do Plantão Médico-Cursistas (C1): 8h às 14h
- Plantões:
-pela manhã (8-14h) são realizados pelos cursistas do 1o ano;
-à tarde (14-20h), pelos residentes do 1o ano;
-às noites e finais de semana são divididos entre os C1, R1, R2 e R3. As noites de 2a a 5a-feira têm o seguinte horário: das 20h às 8h; 6a-feira, das 19h às 9h; sábado, das 9h às 9h; e domingo, das 9h às 8h. Os plantões de "feriadão" e datas importantes são feitos pelos R1 e C1 (Carnaval, Jornada, Natal, Ano Novo); a feriados menores (como Páscoa) é feita pelos R2; e os feriados de meio de semana pelos R3.
- Sobreaviso:
Deve ficar na unidade ou informar seu ramal, para ajudar o plantão a resolver as intercorrências concomitantes dentro e fora da unidade. Pela manhã (8-12h), são realizados pelos cursistas e à tarde (14-18h), pelos residentes.
- Programas ambulatoriais:
-Neuromemória: 2as-feiras das 16 às 20h, por 3 meses;
-Grupo do Lítio: cada médico tem 1 grupo quinzenal que ocorre às 2as, 3as ou 5as-feiras, e 1 grupo mensal (às 3as-feiras) ou trimestral (às 4as-feiras), sempre das 14 às 16h, durante todo o ano.
-Esquizofrenia: 4as-feiras das 16 às 20h por 6 meses.
- Ambulatório Egressos:
2 ou 3 consultas por semana.
2. Supervisão -Professores:
| Aida Santin | Marcelo Fleck |
| Aristides Cordioli | Paulo Abreu |
| Cláudio Osório | Paulo Soares |
| Ellis Busnello | Rogério Aguiar |
| Fernando Gomes | Sidnei Schestatsky |
| Flávio Kapczinski | Sérgio Machado |
| Lúcia Ceitlin |
-Período: 4 meses com cada orientador.
-Freqüência: Em geral, uma vez por semana.
-Rotina:
Todos os casos devem ser apresentados por escrito, incluindo estudo de caso após a primeira semana de internação. Na medida do possível, todos os casos deverão, em algum momento, ser vistos conjuntamente pelo professor e aluno.
3. Rotinas da Unidade - Há 26 leitos SUS, 4 privativos e 6 semi-privativos.-Horários dos Pacientes:
- 7h30min - acordar, higiene, banho
- 8h-8h30min - café
- 8h30min-9h - TV no refeitório, higiene
- 9h-11h30min - recreação, lanche para paciente que tem dieta especial
- 11h30min-12h - almoço
- 14h-15h - visitas
- 15h-15h30min - lanche
- 15h30min-17h30min - recreação
- 17h30min-18hmin - janta
- 18h-23h30min - TV refeitório
- 21h - ceia
-Passagem de Plantão da Enfermagem:
Das 7h às 7h30min, das 13h às 13h30min e das 19h às 19h30min. Liberar pastas e evitar solicitar a enfermagem neste horário.
-Visitas:
-Nos primeiros 7 dias, em princípio, o paciente não recebe visitas. É uma norma flexível, devendo ser analisada em cada caso, mas que deve ser mantida na medida do possível
-Quartos 403, 405, 411 e 413: 3as, 5as-feiras, sábados e domingos das 14h às 15h; quartos 415 e particulares: 2as,4as e 6as-feiras das 14h às 15h e sábados e domingos das 15h às 16h.
- Durante o horário de visitas não são permitidas descidas ao térreo do HCPA, nem para encontrar mais pessoas/familiares, nem para fumar ou por outros motivos. Exceção aos pacientes particulares, conforme liberação do professor assistente.
- Passeios:
São permitidos em alguns casos, logo antes da alta, para pacientes sem riscos de fuga ou suicídio e com apoio familiar ativo. Os passeios sempre são diurnos, de modo que os pacientes nunca passam a noite fora da unidade devendo sair e retornar no horário combinado (para não ser considerado alta por fuga). A saída deve ser às 9h, para não comprometer a medicação das 8h, e o retorno, no máximo às 20h. Os passeios devem ser autorizados pelo médico responsável pelo paciente, deixando na pasta a autorização de saída em 2 vias, constando o horário de saída e de chegada e familiar responsável pelo paciente durante o passeio. Comunicar à enfermagem 24h antes.
- Assembléia de Pacientes:
Deverá ser realizada, semanalmente, das 8h30min às 9h30min. Seu objetivo é ampliar a discussão, diminuir dúvidas ou sugerir alterações das normas e rotinas da Unidade e da forma como estão sendo implementadas. É também o fórum mais adequado para se ver, em grupo, problemas de relacionamento entre os pacientes ou dos pacientes e equipe, assim como examinar "atuações" do tipo agressivo, erótico, etc. - Reunião de Equipe:
Quinzenalmente, a equipe técnica se reunirá às sextas-feiras, das 8h às 9h, na sala da recreação da UIP, para examinar, as mesmas questões da assembléia dos pacientes. A coordenação será conforme for estabelecido pela equipe.
- Recreação:
Deve-se entrar em contato com o recreacionista (Rejane, ramal 8265) e colocar a situação de cada um de seus pacientes, evidenciando possibilidades a serem trabalhadas na recreação. Se ele tiver uma atividade que faz em casa, pode trazê-la e deixá-la na sala de recreação. Não é permitido que os pacientes do SUS tragam rádio ou TV de casa pelos riscos (fio, vidro, tesoura, objetos cortantes, agulhas, etc.). Deve-se avisar o recreacionista se serão feitas entrevistas no horário da recreação, e liberar a ida ao solário na pasta, após avaliado o paciente e seus riscos. Quando avaliado e tiver necessidade de permanecer no quarto, comunicar à recreacionista. É importante estimular que os familiares cooperem com as atividades da recreação (trazendo doações para reposição de material, que são obrigatórias no caso do paciente querer levar seus trabalhos para casa). Deve-se também estimular que o paciente vá e seja ativo na recreação, evitando que permaneça no quarto nesses horários. O modelo destas atividades é o de se aproximar o mais possível do ritmo de vida fora do hospital, onde há horários de atividades se alternando com períodos de alimentação e repouso. Durante o horário de recreação, trabalham também, dois estagiários de Educação Física.
- Assistente Social:
Os familiares dos pacientes internados na Unidade de Psiquiatria deverão ser encaminhados para entrevista com a Assistente Social (Esalba, ramal 8305 ou 8576), a fim de se identificar e intervir em questões sociais e familiares significativas, que possam colaborar para o diagnóstico, tratamento e evolução dos pacientes.
Além do atendimento individual, a Assistente Social realiza grupo com os familiares dos pacientes que ingressaram na Unidade ("grupo de ingresso"), todas as quintas-feiras, às 10h, na sala do Serviço Social, no andar térreo.
Através da abordagem deste grupo pretende-se apoiar a família neste momento de tensão, compartilhar trocas de experiências e apoio mútuo, e, ao mesmo tempo, fortalecer a importância da sua participação no tratamento. Nesta ocasião, a família também recebe as primeiras orientações quanto a aspectos previdenciários (como auxílio doença, aposentadoria, benefício de ação continuada, passe gratuito), ou encaminhamentos a outros recursos da comunidade.
- Psicologia:
Pode-se solicitar Testagens Psicológicas ao Serviço de Psicologia (Psic. Márcia, ramal 8507). É importante que, ao solicitar uma avaliação psicodiagnóstica, o médico assistente forneça à psicóloga informações sobre o caso e especifique os objetivos da solicitação. Para solicitar psicodiagnósticos de pacientes internados no 4o norte, deve-se ligar para o Serviço de Psicologia, ramal 8507, e falar com Márcia. A avaliação psicodiagnóstica é comumente utilizada como exame complementar auxiliar no diagnóstico psicológico, tendo alguns objetivos específicos:
-avaliar o rendimento intelectual (QI), o desempenho das funções cognitivas, a interferência de fatores neuropsicológicos ou orgânicos no funcionamento intelectual;
-realizar o diagnóstico diferencial entre categorias nosológicas e níveis de funcionamento através dos resultados dos testes;
-auxiliar no entendimento dinâmico do paciente, identificando estruturas e traços de personalidade, bem como conflitos e mecanismos de defesa.
- Nutrição:
O Serviço de Nutrição e Dietética (Carmem Maria, ramal 8199 – copa 4ºN, ramal 8355) é responsável pela assistência nutricional ao paciente internado. O nutricionista tem como atribuições a avaliação nutricional, anamnese alimentar, acompanhamento do paciente durante a internação junto à equipe multidisciplinar, orientação à equipe sobre a prescrição dietoterápica, controle da ingestão da dieta, orientação da dieta por ocasião da alta hospitalar (que deve ser solicitada com 24h de antecedência) e acompanhamento a nível ambulatorial (quarta-feira à tarde - encaminhamento, marcar no posto de saúde ou na zona 12).
Observação: Não retirar os pacientes para entrevista, nos horários das visitas e refeições.
As normas gerais para prescrição da dieta são as seguintes: solicitação de avaliação da nutricionista; prescrição do tipo de dieta (não devendo ser listados alimentos); a necessidade de restrição de alguns nutrientes; controle hídrico. O cálculo do valor calórico da dieta, bem como o volume, ficará a cargo da nutricionista. Nos horários de refeição é importante a presença do paciente no refeitório ou, se for o caso, no quarto. Não é necessário prescrição de fibras vegetais, basta prescrever dieta rica em fibras ou "resíduos +".
O ambulatório de Nutrição funciona através da marcação de consultas realizada pelo próprio nutricionista às 4as-feiras, no 2o turno, na zona 12.
- Consultorias para outras especialidades:
O médico responsável pelo caso solicita-as quando muito necessário, via computador: coloca-se"?" na última linha (em branco) da tela da prescrição e opta-se com "X". Deve-se fazer um resumo da identificação, motivo da internação, alterações nos exames que justifiquem o pedido de consultoria e o objetivo (avaliação clínica, exclusão de problemas clínicos, orientação quanto à conduta). As condutas são apenas sugeridas pelo consultor, devendo ser adotadas (ou não) pelo médico assistente.
- Atendimento dos Pacientes Internados na UIP pelos médicos (R1 eC1):
-avaliação diagnóstica
-solicitação de exames complementares (incluindo testagens)
-prescrição medicamentosa
-prescrição de manejos
-evolução diária
-atendimento aos familiares
-participação em atividades (recreação, assembléias, solário)
-encaminhamento para alte (incluindo atendimento inicial no Ambulatório de Pacientes Egressos)
-trabalho integrado com os demais técnicos, com o fim de uniformizar condutas
-preparar Estudo de Caso após a primeira semana de internação.
- na alta: além da nota de alta, não esquecer o preenchimento do diagnóstico conforme o CID e, atualizar a lista de problemas.
- Prescrição:
Horários básicos de medicação: 8h, 15h e 21h. Evitar sair destes horários para não colidir com as rotinas da enfermagem. Deixar SN (para insônia, dor ou febre, APM, ansiedade, constipação) conforme as necessidades do paciente, para facilitar o trabalho do médico plantonista e da enfermagem. Fármacos não padronizados devem ser solicitados para que a farmácia do hospital compre (em formulário próprio), ou,. O que é preferível, solicitar contato direto com a família para efetuar a compra. A prescrição deve estar pronta até as 11h, diariamente, e na sexta-feira são feitas as do fim de semana (mesmo que se planeje ir ao HCPA no fim de semana). Prescrições fora destes horários correm o risco de não serem atendidas pela Farmácia, ficando o paciente sem a medicação do dia.
- Sumário de Alta:
Deve ser preenchido o formulário padrão (anexo A), e feita a prescrição de alta no computador.
- Fuga:
Quando um paciente internado na UIP foge (da própria unidade ou de outros locais do HCPA, como do Solário ou durante a realização de exames), deve-se imediatamente chamar a segurança para que registre a ocorrência na polícia (para evitar que o HCPA se responsabilize por qualquer fato que aconteça ao paciente após a fuga). Logo após, avisa-se a família do paciente, solicitando que procurem por ele em locais de alguma probabilidade e que comuniquem a UIP assim que o encontrarem. A fuga deve ser comunicada ao plantão administrativo, que, no caso da psiquiatria, permite que se espere até 24h para se fazer a alta hospitalar por fuga e liberação do leito.
- Miscelânea:
-Nunca atender pacientes externos dentro da unidade. SN, abrir boletim na emergência e atendê-lo lá.
-Não dar receitas a pacientes que não se conhece, mesmo que possuam receitas antigas de outros médicos, pois podem ter abandonado tratamento, querer comprar remédios em grande quantidade, etc. Solicitar que marquem consulta no ambulatório para tanto.
-Não há serviço de emergência psiquiátrica no HCPA, sendo proibida a abertura de Boletim de Atendimento Psiquiátrico na emergência sem a autorização de um R ou C. Isso apenas poderá ser efetuado se chegar alguém solicitando avaliação e houver vaga (para o mesmo sexo) sem estar comprometida para outro paciente, combinado por telefone via questionário.
4. Rotinas Especiais da Unidade - Manejo medicamentoso básico para Agitação Psicomotora (APM):Paciente jovem e hígido:
-Clorpromazina 25mg 1 amp IM + Prometazina 25 mg 1 apm IM, ou
-Levomepromazina 25mg 1 amp IM + Prometazina 25 mg 1 apm IM, ou
-Haloperidol 5 mg 1 amp IM (c/ ou s/ Prometazina 25 mg 1 apm IM), ou
-Droperidol 5 mg 1 amp IM (c/ ou s/ Prometazina 25 mg 1 apm IM),
cuidar hipotensão e repetir SN, sempre em seringas separadas;
Paciente idoso ou com problemas clínicos:
- Haloperidol 5 mg 1 amp IM de 30 em 30 min até sedar, no máximo 6 ampolas.
Protocolo de Contenção Mecânica:
-Todo o paciente que necessitar de CM deverá ter o protocolo de CM preenchido (anexo B) pelo médico de plantão ou responsável, não esquecendo de distribuir o formulário de contra-transferência para todos os membros da equipe que participaram da contenção.
- ECT:
-Recomendações: avaliação clínica com: história médica, exame físico e exame neurológico completos, para detectar fatores de risco que contraindiquem o procedimento (massas intracranianas, IAM recente - menos que 6 meses, HAS severa). Revisar medicações, suspendendo previamente lítio, IMAO, reserpina e trazodona; evitar o uso de benzodiazepínicos e anti- convulsivantes nos dias anteriores ao ECT.
-Orientar familiares quanto à indicação médica do procedimento (risco e benefício), lendo e explicando o Termo de Consentimento Informado (anexo C), que, em seguida deve ser preenchido pelo médico e assinado pelo familiar responsável.
-Marcação: ligar para o CCA marcando semanalmente para 2as, 4as e 6as-feiras, das 7:30 às 9h, devendo-se chegar 10 min antes.
-Prescrever na véspera NPO a partir das 24h.
5. Programas ambulatoriais - Neuromemória:2as-feiras das 16 às 20h, por 3 meses. Por período, passam 2 ou 3 Residentes ou Cursistas. Orientadores: Eduardo Daura Ferreira, Alberto Maia, Márcia Chaves.
- Programa de Atendimento às Doenças Afetivas (PADA) ou Grupo do Lítio:
Cada médico tem 1 grupo quinzenal às 2as, 3as ou 5as-feiras, e 1 grupo mensal (às 3as-feiras) ou trimestral (às 4as-feiras), sempre das 14 às 16h, durante todo o ano. É realizada a reunião do grupo, com características operativas, por 1h e após, em atendimento individual, são solicitados e vistos exames e fornecidas receitas. Todos os grupos são acompanhados pela enf. Eglê Kohlrausch. Pacientes que apresentem intercorrências devem procurar seus médicos por contato telefônico, para combinar consulta extra ou atendimento na emergência, ou para coletar litemia de urgência, por exemplo. Todos os pacientes com Transtorno Afetivo Bipolar do HCPA devem ser atendidos neste ambulatório. Orientadores: Sidnei Schestatsky e Aida Santin, em reunião quinzenal com residentes e cursistas às 6as-feiras, das 9 às 10h.
- Programa de Atendimento às Demências e Esquizofrenia (PRODESQ) ou Ambulatório de Esquizofrenia:
4as-feiras das 16 às 20h por 6 meses. Por período, passam 5 ou 6 Residentes ou Cursistas. Orientadores: Paulo Abreu, Maria Inês Lobato, Ana Luiza Camozzato, Ana Lúcia Baron. Das 16 às 17h são atendidas primeiras consultas, das 17 às 19h são atendidas reconsultas ou grupos, alternando-se quinzenalmente, e às 19h inicia-se o "round" de todos os casos com os orientadores.
- Ambulatório de Egressos:
2 ou 3 consultas por semana para cada R ou C, em horários e zonas pré- determinadas, onde são acompanhados pacientes egressos da unidade psiquiátrica que não se enquadram nos programas acima. Na medida do possível, encaminhar para a rede pública (Postos de Saúde, Central de Psiquiatria) ou ao programa do CELG. Não entram primeiras consultas. Orientadora: Aida Santin.
6. Preenchimento de Prontuário - Paciente da equipe - UIP - 4o norte:-identificar a equipe: "Psiquiatria - Eq. Dr. Fulano"
-identificar o paciente: "Fulano, XX anos"
-"S" (subjetivo): relatar queixas do paciente e tópicos abordados na entrevista, evitando registro de dados mais delicados, uma vez que o prontuário é um documento que pode ser usado em situações legais e é manuseado por grande número de pessoas, lembrando-se, ainda, do segredo médico.
-"O" (objetivo): descrever o que se observa através da entrevista de maneira objetiva, ou seja, estado geral do paciente (p.e.: BEG), Exame do Estado Mental (completo ou apenas funções alteradas), exame físico (quando feito), exames laboratoriais.
-"I" (Impressão): impressão do diagnóstico de eixo I (p.e. TAB- mania, Esquizofrenia Paranóide), eixo II (p.e. Traços de Personalidade Histriônica), doenças clínicas, paraefeitos de medicações (p.e. impregnação, acatisia) e riscos (RF, RA, RS).
-"C" (Conduta): descrever as condutas mantidas e as alterações, como inclusões, exclusões, aumentos ou diminuições na medicação; liberação de visitas, solarium, passeio; solicitação de exames ou consultoria; contato com familiares. Sempre deve-se comunicar à enfermagem as alterações na conduta de cuidados, riscos e medicações, assim como as liberações e solicitação de exames, principalmente de urina, que é coletado pela enfermagem, e não pelo laboratório.
-assinar nome legível, CRM e "cargo" (R1ou C1-Psiquiatria), e/ou carimbar. Esta é uma exigência da Promotoria do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
- Ambulatório:
-identificar o ambulatório: "Psiquiatria-Egressos", "Neuromemória", "G. Lítio", etc.
-identificar o paciente: "Beltrano, XX anos"
-"S", "O", "I", "C": igual. Se for primeira consulta, guiar-se pelo anexo da nota de internação, somando as especificações de cada ambulatório.
-assinar nome legível, CRM e "cargo" (R1 ou C1-Psiquiatria), e/ou carimbar.
- Plantão:
-identificar o atendimento: "Plantão Psiquiatria".
-identificar o paciente: "Ciclano, XX anos"
-especificar o motivo pelo qual foi chamado e por quem, sendo que o contato/chamado deve ser feito pela equipe responsável pelo paciente ou plantão da especialidade, não pela enfermagem.
-"S", "O", "I", "C": igual; as condutas, nesse caso, são apenas sugeridas, já que o paciente não é de responsabilidade de quem está avaliando, mas da equipe. Em caso de providências emergenciais, como para RS ou APM, deve-se contactar equipe ou plantão da especialidade e avisar enfermagem do andar. No ambulatório, a conduta é sugerida ao médico assistente que solicitou a avaliação do plantão, que deve seguir como responsável pelo paciente ou encaminhá-lo à assistente social, se houver necessidade de procurar ou aguardar familiares para internação.
7. Atribuições do Plantão Médico O plantonista deve permanecer na UIP ou comunicar à enfermagem onde estará, deixando a mesma informação assinalada no quadro da sala de prescrição, com o ramal correspondente. Atenderá intercorrências nos seguintes locais: - UIP:APM, dores em geral (cabeça, dente, estômago), crise hipertensiva, impregnação, acatisia, etc. Quando necessário, poderá chamar o plantão das outras especialidades.
- Demais áreas de internação e ambulatórios no HCPA:
O plantão deverá avaliar apenas os casos em que houver algum tipo de risco, como RS, RA, RH, ou situação aguda, como paciente com delírios ou conduta alucinatória. Não são realizadas avaliações eletivas, que podem ser agendadas pelo telefone ou encaminhadas a outro serviço. Não há emergência psiquiátrica no HCPA, logo não se pode descer à emergência para atender pacientes sem contato prévio por telefone, combinado através do questionário, ou com o médico responsável.
Pacientes até 17 anos, 11 meses e 29 dias são atendidos pela Psiquiatria da Infância e da Adolescência, assim como seus pais (eventualmente, solicitados para avaliação pela Pediatria).
7.1. Rotinas de Internação (Baixa Hospitalar Psiquiátrica)
- Lista de pacientes que não devem reinternar:
Feita de acordo com os critérios de exclusão de internação, que são alta a pedido, fuga da unidade e familiares não cooperativos. Fica afixada na sala de prescrição próximo ao telefone, para ser observada no momento do preenchimento do questionário para internação. Deve ser atualizada pelo médico de plantão que procede a alta a pedido ou que constate a fuga, ou pelo médico-assistente do caso.
- Questionário para internação:
O médico de plantão deve preenchê-lo de rotina. É realizado por telefone, após o paciente que libera a vaga ter tido alta, ou seja, ter saído da unidade. Isso deve ser respeitado, para evitar que se ofereça a vaga ao próximo paciente mas que os familiares não venham buscar aquele que está de alta, por exemplo. Somente pode-se dizer que há vaga, após o preenchimento do questionário (e não no seu início), atentando para a lista de pacientes que não devem reinternar (afixada perto do telefone), normas/critérios de internação e doenças com vagas limitadas (também afixada perto do telefone). Deve-se fazer o questionário sempre, mesmo quando for transferência orientada por R3 ou professor. Não é necessário para pacientes particulares, uma vez que, nesses casos, o professor já conhece o paciente e se responsabiliza pelo caso.
- Procedimento de Internação SUS:
Na passagem do plantão, o médico é avisado do número de leitos liberados, previsão de altas e de baixas, recebendo os questionários que já foram preenchidos ou sendo informado de que deverá preenchê-los (conforme número de vagas e telefonemas).
Geralmente, no horário combinado, o paciente e seu familiar apresentam-se na emergência, que telefona para a unidade ou bipa o plantão, avisando-o. O médico de plantão deve, então, descer até a emergência, pegar o boletim de atendimento (BA) com a secretária da frente da emergência e fazer uma entrevista rápida com o paciente e/ou com o familiar, com o fim de avaliar riscos e confirmar a necessidade de internação. Isso feito, preenche-se o BA da emergência (S, O, I, C no primeiro quadro, hipótese diagnóstica, destino, data e horário do atendimento). Se excluída a necessidade de internação, libera-se o paciente.
Se confirmada, o plantonista acompanha o paciente e o familiar à secretária de dentro da emergência, pede a ela e preenche a AIH (nome completo do paciente; registro no HCPA; MB: riscos que justifiquem a internação, como RS, TS, RHomicídio, RA, RM, RPatrimônio; exames: traço; justificativa para a internação: "as acima", HD, CID (pedir para secretária), carimbo e CRM). Ela providenciará o prontuário do paciente ou abrirá um novo, que posteriormente será entregue na unidade, e procederá a internação com o familiar. De posse da segunda via do BA, sobe-se à unidade, onde é realizada a entrevista mais detalhada com o paciente e familiar e o exame físico. SN, em casos de APM, chama-se a segurança para acompanhar o paciente, os familiares e o médico até a unidade, ou seda-se o paciente ainda na emergência.
Nesse momento, pede-se ao paciente que assine a declaração de internação voluntária (pegar na sala de prescrição). Se o paciente não quer internar-se e apresenta riscos que justifiquem uma internação compulsória, esta nota deve ser preenchida para ser enviada ao juiz em 24h.
- Procedimento de Internação Particular (privativo ou semi- privativo):
Sempre um professor deve autorizar a internação, responsabilizando-se pelo acompanhamento do caso. O professor liga para a unidade dando o nome do paciente e combina com o médico de plantão o horário da internação, para que não coincida com outra previamente marcada. Os pacientes particulares e seus familiares dirigem-se à admissão, que comunica à unidade para que o plantonista os busque lá. As entrevistas são realizadas diretamente na unidade, uma vez que não há necessidade de avaliação do paciente, já que o professor indicou a internação. Não há necessidade de preenchimento de BA ou AIH na emergência. Deve-se realizar, como de costume, a nota de internação, preencher a nota de internação voluntária ou fazer a compulsória, prescrever (seguindo orientação do professor responsável) e solicitar exames.
- Internação Compulsória:
É aquela realizada sem o expresso consentimento do paciente em qualquer tipo de serviço de saúde. Não há, na legislação brasileira, critérios explícitos e sistematizados que esclareçam quando se pode hospitalizar um paciente.
Dos artigos da constituição que falam sobre internação psiquiátrica, pode-se deduzir que, para a internação involuntária, devem estar preenchidos os critérios A e B abaixo descritos:
-Critério A - Presença de doença mental (em sentido lato, englobando doenças e síndromes descritas nos Eixos I e II do DSM-IV, exceto Transtorno Anti-Social de Personalidade);
-Critério B - No mínimo, um dos seguintes:
-risco de auto-agressão, que engloba o risco direto de suicídio, bem como o de se envolver em acidentes ou de vir a ser ferido por terceiros.
-risco de heteroagressão difusa, ou à pessoa determinada.
-risco de agressão à ordem pública, expressão ampla que deve ser interpretada restritivamente, abrangendo apenas atos que efetivamente possam se constituir em motivo de alarde social.
-risco de exposição social, principalmente de natureza financeira e sexual.
-incapacidade grave de auto-cuidados, que possa acarretar sérios prejuízos a saúde física e/ou mental do paciente.
- Nota de Internação:
Seguir o roteiro, procurando ser detalhista, descrevendo os sintomas ao invés de apenas constatá-los. Ex: "alucinações auditivas e visuais e delírios místicos" informam pouco quando comparado com "vê espíritos que dizem que sua alma está dominada pelo demônio e que deve matar-se para livrar a humanidade do mal".
- Solicitação de Exames: Seguir a rotina recomendada.
- Prescrição:
Dieta conforme as necessidades do paciente. Cuidados psiquiátricos (RS, RA, RF, RM, CM) e demais cuidados gerais (ingesta hídrica, CD, curativos) e manejos. Medicação: a princípio segue-se a que o paciente vinha usando, podendo-se alterar, com bom senso. Pode-se optar por um "wash out", ou já iniciar o tratamento, sem temer sedar pacientes em APM ou agressivos. Não esquecer de prescrever SN, para facilitar o trabalho do plantão e enfermagem. Comunicar as condutas prescritas à enfermagem.
- Passagem de Plantão Médico:
Conforme horário acima (8h, 14h e 20h, ou 19h e 9h), o BIP deve ser entregue em mãos ao próximo plantonista, jamais sendo deixado em cima da mesa. Em último caso, pode ser passado a outro R ou C1 que se responsabilize pelo plantão, enquanto em posse do BIP. Recomenda-se que o médico plantonista chegue à Unidade Psiquiátrica cerca de 10 minutos antes do início do plantão para a sua passagem. O plantonista que sai conta as intercorrências, internações que realizou e fatos pendentes, que o novo plantão deverá resolver. Registra-se todas as intercorrências no livro de ocorrências.