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Segurança Alimentar

Cordel escrito por Rogaciano Oliveira

 

 

Brasil, um país gigante

Dimensões continentais

Uma imensa riqueza

De recursos naturais

Tanto solo cultivável

Tanta terra agricultável

Para todos vegetais.

 

Assim, o nosso país

É recorde em produção

Mas, ainda existe fome

É uma contradição

De preços só tem aumento

Desperdício de alimento

Quase em toda região

 

Mais de quarenta por cento

De alimento produzido

Ainda é desperdiçado

O processo é conhecido

Da roça até a cidade

No transporte, na verdade

O alimento é destruído

 

Segundo dados da ONU

Somente aqui no Brasil

Mais de 40 milhões

Sofrem com a fome hostil

O agricultor plantando

E as indústrias exportando

Deixando o povo servil.

 

Na produção de alimentos

O Brasil é campeão

Não é falta de comida

Que causa fome à nação

Pois muito se desperdiça;

É grande a injustiça

E a má distribuição.

 

Desde a década de 40

Que um brilhante brasileiro

Josué de Castro foi

No assunto pioneiro

Denunciou que a fome

E a exclusão, mancham o nome

Dos povos do mundo inteiro.

 

Segurança Alimentar

Não é só o consumismo

É o acesso a alimentos

Com justiça e otimismo

Mas, de boa qualidade

E também na quantidade

Pra suprir o organismo.

 

Preocupante a mudança

De hábito alimentar

Por influência da mídia

Que quer nos prejudicar

Mudemos esta cultura

Praticando uma agricultura

Sadia e familiar.

 

Porque a televisão

Mostra um desenho bonito

D’uma pipoca num saco,

Uma bala, um pirulito

E a criança coitadinha

Troca um ovo de galinha

Por esse tal de xilito. *

 

*  salgado popular a base de milho com corantes e conservantes

 

Segurança Alimentar

É ter acesso à comida

Mas, de boa qualidade

Em toda fase da vida

É dever da União

Manter com alimentação

A nação sempre nutrida.

 

Portanto, pra garantir

A Segurança Alimentar

Precisa fortalecer

Agricultura Familiar

Fazer a Reforma Agrária

Que a elite arbitrária

Insiste  em  adiar.

 

Segurança Alimentar

Também Nutricional

É uma  questão política,

Econômica e social

Precisa ser resolvida

Para melhorar a vida

Do povo que vive mal.

 

Devemos ser criativos

Alternativas usar

Como Casas de Sementes *

Um trabalho salutar

A autonomia mantida

E  a semente garantida

Para o agricultor plantar.

 

  * Bancos de Sementes nos demais Estados do Nordeste e Brasil

  

Além de distribuir

Renda, riqueza e poder

A geração de empregos

Salário que vai dizer

Que o povo desprezado

Precisa ser respeitado

Para realmente viver.

 

Para isso o governo

Tem muito que incentivar

Investir sem medo, na

Agricultura Familiar

E a produção local

Que tem função social

Tem que privilegiar.

 

Segurança Alimentar

É o mesmo que nutrição

Fazer chegar o alimento

Para quem tem precisão

Porque nossa  agricultura

Produz com muita fartura

Alimento pra nação.

 

É  preciso que os plantios

Sejam diversificados

Pra produzir alimentos

Pelo Brasil, nos roçados

Comida farta na mesa

Pra alimentar com certeza

Os povos necessitados.

 

Basta de ser humilhado

Pelo imperialismo

Produzir só pra exportar

Vai nos levar ao abismo

Vamos plantar é feijão,

Milho, arroz e algodão;

Abaixo o capitalismo.

 

Precisa-se de ações concretas

Para acabar com a fome

Fazer a Reforma Agrária

Pra o povo ter vez e nome

Investir na produção

De milho, arroz e feijão

Que a população consome.

 

Investir na educação

E também valorizar

A nossa agricultura

Produção familiar

A renda distribuir

Para assim garantir

Segurança Alimentar.

 

Assim diversificar

A nossa agricultura

Manejo agroecológico,

Abelhas, horticultura

A criação de galinhas

Também Casa de Farinha

E engenho de rapadura.

 

Manter a diversidade

Na produção de alimento

No processo de plantio

Como no processamento

De raízes, folhas, frutos

De todos sub-produtos

Fazer aproveitamento.

 

Políticas estruturais

Voltadas pra reforçar

A nossa agricultura

Sadia e familiar

Saúde e educação

Crédito e habitação

Para a vida melhorar.

 

Os transgênicos ameaçam

A Segurança  Alimentar

As  multinacionais

Só querem mesmo é lucrar

Produzem inseticida;

A semente e a vida

Elas querem controlar.

 

Se os alimentos transgênicos

Podem causar alergia

É melhor comer feijão

E acarajé da Bahia,

Baião de dois, mucunzá

Mão-de-vaca e vatapá,

Gerimum e melancia.

 

E devemos dizer não

Aos transgênicos, um perigo!

Às  multinacionais

Que nos deixa sem abrigo;

Pra nos livrar do abismo

Abaixo o capitalismo

O nosso grande inimigo.

 

Hoje só querem comer

É comida enalatada

Mas, é melhor rapadura,

Tapióca e coalhada,

Capote, frango e peru,

Cuscuz, farofa e angu,

Carne de bode e buchada.

 

Devemos valorizar

O milho e o feijão

A fava e o gergelim

A mamona, o algodão

Produtos da agricultura

Familiar que segura

O povo desta nação.

 

Evite os produtos que

São industrializados

Podemos com nosso milho

Fazer muitos derivados:

Cuscuz, pamonha, fubá,

Canjica  e  mucunzá

São pratos apreciados.

 

Alimentos nutritivos

Como o mel de abelha

Ovo da nossa galinha,

Carne de bode e ovelha

Da cabra o queijo e o leite

Gergelim, mamona, azeite

Urucum de cor vermelha.

 

Temos que ter água boa,

Limpa, pura e cristalina

Com a cisterna de placas

Como a técnica determina

Pra beber quando quiser

O homem e a mulher

O menino e a menina.

 

Temos que ter água boa,

Limpa, pura e cristalina

Com a cisterna de placas

Como a técnica determina

Pra beber quando quiser

O homem e a mulher

O menino e a menina.

 

 

 

___________________________

 

   José Rogaciano S. de Oliveira

     Técnico do Esplar

Tauá-CE,  maio de 2012

 

                                                                                                        rogacianoo@gmail.com

 

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