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Moçambique adotará programa brasileiro Mais Alimentos África

Acordo irá reforçar políticas do governo moçambicano para reduzir a fome e estimular o desenvolvimento agrário

Brasil e Moçambique assinaram um acordo de cooperação técnica Capacitação e Transferência Tecnológica para o Programa Mais Alimentos. O projeto, que conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), irá fortalecer a segurança alimentar da população do país africano por meio de investimentos na agricultura familiar.

O documento foi assinado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, e pelo secretário Permanente do Ministério da Agricultura do governo de Moçambique, Daniel Miguel Ângelo Clemente. Também integraram a delegação moçambicana o diretor adjunto de Administração e Finanças do Ministério da Agricultura, Pedro Sltole, a presidente do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento Agrário do Moçambique, Setina Titosse, e a técnica de Cooperação Internacional do Ministério da Agricultura, Gertrudes Muchave.

O objetivo é usar o modelo brasileiro no âmbito da Cooperação Sul-Sul para reforçar a estratégia do governo moçambicano de reduzir a pobreza e estimular o desenvolvimento agrário. Pelo projeto, que terá duração de dois anos e um custo inicial de U$ 400 mil, será incrementada a produtividade da agricultura familiar, com atenção voltada para a produção de grãos, leguminosas e hortaliças.

Outro foco é a capacitação técnica. O programa prevê a formação de pequenos agricultores para o manejo e a manutenção de máquinas e equipamentos. A Câmara de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior estuda a aprovação em crédito de U$ 97,6 milhões para a compra dos equipamentos.

“A agricultura em Moçambique é basicamente de subsistência”, afirmou o secretário Daniel Clemente, observando que cada família ocupa em média áreas que variam de meio a 1,1 hectare. “A experiência do Mais Alimentos será fundamental porque nos dará acesso à tecnologia necessária para aumentar a produção e a qualidade dos produtos oferecidos pela agricultura familiar”, disse. 

Ele ressaltou ainda que o programa, cujo modelo brasileiro dos sistemas de comercialização de produtos é baseado em compras institucionais da agricultura familiar, irá possibilitar o aumento da renda dos pequenos produtores, a garantia de alimentos nas escolas e o desenvolvimento do setor de exportação de produtos agrícolas. 

O acordo irá integrar o Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Setor Agrário (PEDSA) 2011-2020, que tem como objetivo estimular em Moçambique o crescimento do setor agropecuário em pelo menos 7% ao ano e o aumento em 25% das áreas cultivadas com produtos alimentares básicos. As ações coordenadas também serão somadas ao Plano de Ação de Redução da Pobreza (PARP), cuja meta é reduzir o índice de desnutrição no país dos atuais 54,7% para 45% até 2014.

De acordo com o ministro Afonso Florence, o programa pode representar uma melhora significativa da qualidade de vida da população africana, além de ser um importante reforço da segurança alimentar das comunidades mais vulneráveis. Moçambique tem hoje cerca de 21,8 milhões de habitantes.

 

Fonte: FAO

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