Projetos Concluidos:
2010 - Atual
Mapeamento e Intervenção nas Relações Conjugais no RS: Questões de gênero, resolução de conflitos e violência.
Este estudo tem como objetivo aprimorar o diagnóstico da conjugalidade e propor estratégias de resolução de conflitos conjugais, enfocando os papéis de gênero, o fenômeno da violência e sua reverberação no ambiente familiar. A proposta metodológica estrutura-se em quatro momentos. No primeiro momento, propomos um estudo empírico, com o qual se pretende mapear, nas diferentes regiões do RS, a dinâmica que se estabelece frente aos conflitos e a violência conjugal e a sua reverberação no sistema familiar. A amostra será composta de 600 casais que tenham um relacionamento estável. O instrumento para a coleta dos dados está constituído de um questionário para os casais (masculino e feminino) que investiga seus dados sócio-bio-demográficos, aspectos da conjugalidade e formas de resolução de conflitos com o cônjuge. No segundo momento, pretendemos criar e executar dois programas de intervenção para casais desde uma perspectiva preventiva, orientando os casais na resolução de seus conflitos, e terapêutica, auxiliando as relações conjugais violentas. No terceiro momento, objetivamos construir materiais pedagógicos de orientação a casais propondo diferentes alternativas de resolução dos conflitos conjugais, a fim de evitar a violência e proteger o sistema familiar. Por último, pretende-se desenvolver uma tecnologia social que capacite profissionais de diversas áreas que integram a rede de atenção às famílias e aos casais, através de cursos de qualificação do seu trabalho, tanto em nível terapêutico como preventivo.
FINANCIAMENTO: FAPERGS/CNPq - Edital 08/2009 - PRONEX.
2010 - Atual
Conjugalidade e parentalidade: estratégias de resolução de conflitos de pais e filhos..
Este estudo tem como objetivo descrever as diferentes dimensões do conflito conjugal na perspectiva do casal e de seus filhos, assim como os estilos e estratégias de resolução destes entre os membros do subsistema conjugal. Também buscamos conhecer em que medida as estratégias e o estilo dos pais na resolução de seus conflitos se expressa nas relações que os filhos estabelecem com seus iguais. A proposta metodológica estrutura-se em dois momentos. No primeiro momento, investigaremos 350 casais de nível sócio-economico médio e seus filhos em idade escolar (8 a 16 anos). O instrumento para a coleta dos dados está constituído de um questionário para os filhos, que investiga os dados sócio-bio-demográficos e a maneira como os mesmos resolvem seus conflitos com seus pais e seus pares, e um questionário para os casais (masculino e feminino) que investiga os dados sócio-bio-demográficos, aspectos da conjugalidade e formas de resolução de conflitos com seu cônjuge. No segundo momento, objetivamos construir um material pedagógico de orientação a casais propondo diferentes alternativas de resolução dos conflitos conjugais. A partir de tal compreensão, pretende-se sistematizar uma proposta de orientação para a resolução de conflitos conjugais, a fim de proteger e promover melhores níveis de saúde conjugal e do exercício da parentalidade no sistema familiar.
FINANCIAMENTO: CNPq.
2005 - Atual
A Família, a Escola e os Direitos na Infância.
A pesquisa sobre os Direitos da Infância se iniciou através de um intercâmbio entre o Núcleo de Pesquisa Dinâmica das Relações Familiares e o Instituto sobre Qualidade de Vida (IRQV) da Universidade de Girona, na Espanha.
Estudo Empírico: Nesse estudo o objetivo foi examinar a percepção que crianças tinham a respeito dos seus próprios direitos, assim como investigar o reconhecimento dos progenitores e professores sobre direitos infantis. A amostra brasileira foi constituída por 806 participantes do Rio Grande do Sul, tanto da capital como do interior do estado, sendo 250 pais, 250 professores e 306 crianças com idades entre 7 e 12 anos, alunos do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas. A amostra espanhola foi constituída por 1020 participantes da província de Girona e Lleida, na Catalunha. Sendo 401 pais, 66 professores e 553 crianças.
Os instrumentos utilizados foram um questionário para crianças, composto por 14 dilemas de caráter moral com uma situação hipotética, além de dois itens dicotômicos (sim/não). Para os progenitores e professores, aplicou-se um questionário semelhante, composto por 21 questões, respondidas em uma escala Likert de cinco pontos e 4 questões do tipo dicotômicas.
Os sujeitos foram contatados por meio de escolas da rede de ensino público e privado em ambos os países. Após a autorização dos pais, o questionário das crianças foi aplicado por voluntários do grupo de pesquisa devidamente treinados, enquanto que os questionários dos pais e professores eram auto-aplicáveis.
Dentro dos direitos analisados, as crianças argumentavam a favor da não discriminação, contra o trabalho infantil e a favor do respeito à privacidade. De modo geral, os argumentos das crianças expressam um nível de compreensão cognitiva correspondente a sua faixa etária e do contexto no qual estão inseridas. Pode-se observar também, a importância do contexto no qual a criança se insere e pertence como fator decisivo na forma como cada sujeito percebe determinadas questões e toma decisões a respeitos de temáticas específicas.
Os progenitores de ambas as amostras apontaram não diferir quanto ao direito de autonomia dos filhos para escolher as próprias amizades, falar ao telefone com privacidade, ter um diário pessoal privado e comprar seus próprios sapatos. Ademais, não demonstraram diferenças significativas de opinião quando relataram acreditar que as crianças têm o direito de expressar livremente o que pensam. Talvez esse conhecimento sobre os direitos da infância esteja relacionado ao fato de tanto os pais espanhóis quanto os brasileiros afirmaram já ter participado de algum tipo de atividades relacionadas aos direitos das crianças.
Já os professores, ao serem questionados se as crianças têm direito a expressar livremente o que pensam, responderam, em grande maioria, que concordam que os alunos devam ter liberdade de expressão. Esses dados demonstram que existe uma preocupação por parte destes no que se refere ao exercício dos direitos da infância. Observou-se também, em ambas as amostras, que os docentes avaliaram o exercício educativo das famílias com seus filhos de maneira muito inferior sua própria atividade como professor. Nota-se aí um descompasso entre os dois contextos de aprendizagem. Parece que a família e escola se enfrentam como se estivessem de lados opostos, quando os professores apresentam resultados mais elevados na auto-avaliação de seu desempenho do que na avaliação da família.
Material Didático-Pedagógico: Durante o desenvolvimento desta pesquisa, mais especificamente do trabalho de campo, deparamo-nos com uma expressiva escassez de iniciativas no espaço escolar que privilegiassem o desenvolvimento dessa temática junto às crianças. Durante a aplicação do instrumento infantil, baseado em situações dilemáticas, emergiu a necessidade dos professores seguirem trabalhando esta temática em sala de aula. A equipe de pesquisa foi procurada por algumas escolas a fim de realizar parcerias no desenvolvimento de tais iniciativas.
A partir desta demanda iniciou-se o segundo momento deste estudo, através da pesquisa intitulada “A família, a escola e os direitos na infância - uma proposta de intervenção psicossocial no espaço escolar”, que objetivou desenvolver uma proposta que possibilitasse aos professores do Ensino Fundamental a realização um trabalho sistemático e integrado ao currículo a respeito dos Direitos na Infância, a fim de auxiliá-los no desenvolvimento desse tema em sala de aula, enfocando as noções de cidadania.
Nosso objetivo se concretizou na criação de um material didático-pedagógico, que chamamos de Roteiro de Oficinas, que pode ser utilizado de forma interdisciplinar, atendendo às especificidades dos distintos contextos que compõem a nossa realidade. Todas as atividades sugeridas partem de histórias que expressam dilemas referentes ao exercício dos direitos na infância.
Primeiramente, o material introduz a temática apresentando às crianças uma turma hipotética de uma escola “X”. A partir de então, sugere-se atividades interativas baseadas em situações vividas no ambiente escolar e fora dele. Seguindo a mesma lógica que pautou o primeiro momento deste estudo, apresentam-se histórias que descrevem e problematizam aspectos relativos às ideias centrais que alicerçam os direitos da infância, tais como: identidade, inclusão, lazer, educação, liberdade de opinião, trabalho infantil, entre outros. Ao todo são doze histórias que se desencadeiam e se desdobram em diferentes atividades, as quais podem ser desenvolvidas com crianças por educadores de distintas disciplinas no Ensino Fundamental. Além das histórias, o Roteiro também orienta o(a) educador(a) quanto ao objetivo de cada atividade, às metas a serem atingidas, aos materiais necessários e ao local preferencial para o seu desenvolvimento. Indica, ainda, os passos a serem seguidos na exploração da temática expressa em cada história.
As situações relatadas nos dilemas aparecem ilustradas e encartadas, a fim de que se possa destacar e mostrar as gravuras às crianças como um estímulo inicial. As demais atividades se apresentam em folha picotada, para reproduzi-las e distribuí-las aos alunos, facilitando, desse modo, o manuseio do material e barateando os custos.
Sugere-se a apresentação de, no mínimo, uma história por mês, a partir da atividade introdutória da temática e da apresentação dos personagens que compõem esse material, realizando assim um trabalho continuado ao longo do ano. Ficará a encargo do(a) educador(a) a ordem de aplicação que seja mais oportuna para as crianças, vinculando as temáticas e as atividades ao contexto e às situações que a turma está vivenciando.
Este material foi distribuído aos professores interessados em aplicar a proposta nas escolas nas quais trabalham, com o único critério de responderem, periodicamente, uma ficha de avaliação do material para que, se preciso, ele seja ainda aperfeiçoado. Esperamos que este material auxilie e aprimore a prática diária daqueles que se dedicam ao ensino-aprendizagem, estimulando a reflexão sobre a cidadania de uma forma prazerosa, e também colabore na construção de melhores cidadãos para as novas gerações.
FINANCIAMENTOS: CAPES, CNPq e FAPERGS.
2004 - 2007
Metas Educativas na Família Contemporânea.
Este projeto veio a dar continuidade à linha de pesquisa sobre a educação dos filhos que, em estudos anteriores (A Família e a Tarefa de Educar: Condutas educativas e transgeracionalidade/ CNPq número 475122/2001-1), possibilitou a definição de quatro perfis de famílias. A partir destes perfis, partimos com o objetivo de conhecer qualitativamente os valores e metas que pais e mães têm a respeito da educação dos seus filhos, verificando quais os aspectos que definem e alicerçam estes valores e metas. Para tanto foram entrevistadas 8 famílias intactas, de nível sócio-econômico-cultural médio, representantes de cada um dos quatro perfis, seguindo os seguintes eixos temáticos: projetos que os pais têm para os filhos, estratégias que se utilizam para que eles alcancem tais projetos, avaliação que os pais fazem deles na sua função parental, idéias dos pais sobre as demandas do mundo contemporâneo e percepção das características de personalidade dos filhos. A partir da análise de conteúdo, verificamos que são bastante diversificadas as variáveis que configuram os valores, metas e as práticas que as famílias constroem para seus filhos. O contexto familiar em termos sócio-econômico-cultural exerce uma importante influência sobre a educação dos filhos. Os pais entrevistados se mostraram bastante conscientes das demandas do mundo moderno e daquilo que deveriam desenvolver em seus filhos para que pudessem ter êxito. Além disso, estes pais se mostraram reflexivos, capazes de evocar situações que demonstram sua preocupação em exercer da melhor maneira a parentalidade, com diferentes graus de envolvimento, conforme o perfil familiar ao qual pertenciam. Não se trata aqui de refutar os modelos exercidos em gerações anteriores, mas chamar a atenção para a necessidade de favorecer uma reflexão continuada dos progenitores no que diz respeito aos elementos fundamentais que alicerçam essa tarefa e as conexões existentes entre eles, sem perder a dimensão das conseqüências do exercício educativo no seio da família para o bem-estar dos filhos.
FINANCIAMENTO: CNPq, FAPERGS.
2002 - 2004
A Família e a Tarefa de Educar: Condutas educativas e transgeracionalidade.
A transmissão de questões transgeracionais relativas a valores, crenças, legados e mitos familiares são inevitáveis e fazem parte da própria estruturação do núcleo familiar. Considerando tais postulados, este projeto de pesquisa buscou conhecer como a função educativa estava sendo desempenhada pelas famílias com filhos em idade escolar e qual o peso da herança transgeracional nesse processo. O trabalho desenvolveu-se desde uma abordagem quantitativa, com, uma amostra de 100 famílias de nível sócio-econômico médio da cidade de Porto Alegre e buscou descrever as estratégias que as famílias têm lançado mão para educar seus filhos e o quanto tais estratégias remetem a educação recebida pelos pais em suas famílias de origem. O instrumento utilizado foi o Parent’s Report (Dibble & Conhen, 1974) que avalia 16 categorias de comportamentos parentais, subdivididas em 8 categorias de comportamento socialmente desejáveis e 8 categorias de comportamentos socialmente indesejáveis. Os pais responderam o instrumento, primeiramente, baseados nas suas memórias, remetendo-se ao seu lugar de filho/a. Posteriormente, responderam o mesmo instrumento, enquanto pai/mãe, avaliando as condutas que utilizam com seus filhos. Os filhos responderam o instrumento avaliando as condutas educativas de seus pais. Os resultados indicaram que a educação ocorrida entre as três gerações avaliadas, foi diferente. Os pais, atualmente, tendem a ver-se melhores pais do que foram os seus no seu tempo. As recordações que eles têm de sua família de origem, não coincidem com as condutas que eles dizem ter com seus filhos hoje em dia, entretanto, os filhos tendem a considerar seus pais de forma mais crítica daquela que eles se descrevem. Neste caso, identifica-se que no papel de filho/a na avaliação da educação recebida na família de origem entre as distintas gerações estudadas, tende a ser mais rigorosa do que no papel pai/ mãe.
FINANCIAMENTO: CNPq, FAPERGS.
2000 - 2002
Interação Família e Escola: A percepção dos técnicos em educação.
O presente projeto surgiu como continuidade da pesquisa "Comunicação Familiar: uma proposta de intervenção com adolescentes no espaço escolar" (CNPq n° 523724) quando se identificou a necessidade de compreender melhor a relação família-escola, assim como conhecer a avaliação que os educadores faziam do seu trabalho junto aos adolescentes, a fim de, então, poder-se propor um programa de intervenção que auxiliasse no aprimoramento do processo de interação família-escola. A amostra foi composta por técnicos em educação, entendidos como aqueles que trabalham com adolescentes no âmbito escolar. O questionário foi respondido por 214 sujeitos, os quais trabalham em escolas públicas e privadas de Porto Alegre. O instrumento utilizado para a pesquisa foi um questionário composto por perguntas abertas e fechadas, dividido em cinco partes: dados de identificação, a escola como ambiente de trabalho, relações familiares, a relação família-escola e o professor e a tarefa de educar. Os resultados mostraram que os educadores consideram que a comunicação e o contexto familiar são muito importantes no processo ensino aprendizagem dos adolescentes. Referem ainda que muitas dificuldades escolares estão relacionadas com problemas dentro da família e, algumas vezes, eles tendem a buscar ajuda desta para resolver problemas escolares, mas não de forma sistemática. Neste sentido, pode-se pensar que estes profissionais estejam sentindo-se sobrecarregados por tarefas educativas que, na opinião deles, competem ao núcleo familiar. Este pensamento vem ao encontro à literatura sobre educação, que indica o quanto as transformações sociais vem levando a uma delegação da educação dos filhos a instituições, dentre elas, a escola.
FINANCIAMENTO: CNPq, FAPERGS.
1998 - 2000
Comunicação Familiar: Uma proposta de intervenção com adolescentes no espaço escolar.
Este projeto teve como objetivo desenvolver um trabalho de intervenção no espaço escolar com adolescentes oriundos de diferentes configurações familiares. Buscamos conhecer as diferentes formas de comunicação que os adolescentes estabelecem com suas figuras parentais (pai, mãe, padrasto e madrasta) e fraternais (irmãos, meio irmãos, filhos do padrasto/madrasta); A proposta metodológica compreendeu duas formas de levantamento de dados. Realizamos uma intervenção com 31 adolescentes e paralelamente realizou-se um estudo quantitativo com 295 adolescentes. Aplicou-se nesta amostra o mesmo instrumento de avaliação da comunicação familiar trabalhado com os jovens da intervenção, a fim de conhecer, desde uma perspectiva quantitativa, as formas de comunicação que se estabelecem nas famílias com filhos adolescentes, assim como os fatores facilitadores e dificultadores desta. Os resultados apontaram que os jovens percebem, em sua maioria, que existe muito boa comunicação entre as pessoas que moravam com ele e que se comunicar em família é um fator de muita importância. Estes resultados indicaram bons níveis de comunicação na amostra das famílias estudadas.
FINANCIAMENTO: CNPq, FAPERGS.
1996 - 1998
Filhos Adolescentes de Famílias Originais e Reconstituídas: Padrões de relacionamentos, aspectos sócio-cognitivos e bem-estar psicológico.
Este projeto teve como objetivo geral comparar os aspectos sócio-cognitivos, os padrões de relacionamento e o nível de bem-estar psicológico nos filhos adolescentes de famílias originais e reconstituídas. Foram investigados 391 adolescentes residentes na cidade de Porto Alegre, sendo 196 de famílias originais e 195 de reconstituídas, na faixa etária de 12 a 17 anos de ambos os sexos. Foram analisadas as seguintes variáveis: biodemográficas e estruturais; independentes (configuração original e reconstituída) e dependentes (padrões de relacionamento afetivo-emocional, aspectos sócio-cognitivos, nível de bem estar psicológico). O instrumento utilizado foi composto de três partes: 1. Escala de Bem-Estar de Golberg (1978)- GHQ, 2. Inventário sobre a rede de relações interpessoais- NRI, 3. Frases Incompletas. Os resultados indicaram a relevância das variáveis da estrutura familiar relativas ao sustento, as formas de organização e ao poder dos membros da família, no bem-estar psicologico. Além disso, observou-se que a configuração familiar estava diretamente associada aos padrões de estrutura e funcionamento da família.
FINANCIAMENTO: CNPq, FAPERGS.
1994 - 1996
Avaliação e Mudança Psicossocial de Estratégias Educativas na Família.
Este estudo objetivou avaliar diferentes aspectos relativos à educação exercida na família na perspectiva de pais e filhos e desenvolver uma intervenção psicossocial para sensibilizar e instrumentalizar os progenitores na utilização de modelos educativos favorecedores de saúde mental, visando o bem-estar e o equilíbrio emocional de seus filhos. A pesquisa foi subdividida em três fases que se desenvolveram sucessivamente. Na primeira fase aplicou-se um instrumento de avaliação das estratégias educativas utilizadas numa amostra de 71 pais e mães de alunos de ensino fundamental de duas escolas de Porto Alegre. diferentes. O instrumento foi a escala de educação familiar EMBU (Perris et al., 1980), adaptada por Olaizola et al. (1990) com a inclusão de seis fatores explicativos: superproteção, compreensão e apoio, castigo, rechaço e atribuição de culpa. O questionário foi aplicado coletivamente e respondido individualmente pelo pai e pela mãe. Na segunda fase aplicou-se a mesma escala devidamente adaptada nos filhos dos sujeitos que participaram da primeira fase. Obtivemos uma amostra de 68 crianças de 10 a 16 anos de ambos os sexos. Na terceira fase foi desenvolvido o programa de intervenção psicossocial, que ofereceu aos participantes da primeira fase um curso de formação de pais, que foi elaborado a partir dos resultados descritivos das respostas das duas amostras, pais e filhos.
FINANCIAMENTO: FAPERGS.