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Publicado em 23 de outubro de 2015

Salão UFRGS Jovem premia destaques do evento

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Na manhã de sexta-feira, dia 23, ocorreu o encerramento do X Salão UFRGS Jovem com a premiação dos destaques. Durante a semana de 19 a 23 de outubro, foram apresentados 478 projetos e pesquisas desenvolvidas por alunos e professores de Ensino Fundamental, Médio e Profissional Técnico. Crianças e jovens de escolas públicas e privadas de Porto Alegre, Região Metropolitana, cidades do interior do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná participaram das atividades.

A cerimônia de encerramento, que ocorreu no Salão de Atos da Universidade, teve a fala de abertura do coordenador do Salão Jovem e pró-reitor de Pesquisa, José Carlos Frantz. Ele destacou o empenho dos membros e bolsistas da PROPESQ e das organizadoras do evento, Vanise Baptista e Bruna Lorenzoni, para a realização do Salão. Em seguida, foi a vez do vice-reitor Rui Vicente Opperman, que ressaltou a relevância da pesquisa em sua trajetória e a importância de iniciativas como o Salão Jovem para reforçar o papel da Universidade na formação desse público.

Destaques – Dentre os trabalhos selecionados como destaque na área de Ciências Humanas e suas Tecnologias – Sociologia, esteve o projeto “Maçambique: o eco da cantoria negra na tradição musical Sul-Rio-Grandense”, produzido pelas alunas Amanda Faleiro e Maria Luísa Heinzmann, do Técnico em Gestão Cultural no IFSul/ Campus Sapucaia do Sul.

O trabalho, que já havia sido premiado na Feira de Ciência e de Tecnologia do Instituto Federal de São Paulo – Bragantec, trata da apropriação do ritmo maçambique – manifestação cultural e religiosa afro-brasileira característica da cidade de Osório – por pesquisadores e músicos, gerando um novo gênero musical. Segundo as autoras, o estudo se concentrou em como esse novo ritmo, de origem litorânea e afro-brasileira, se inseriu no contexto do mito do autêntico gaúcho e de que forma foi reconhecido.

Na categoria Análise Crítica e Plural de um Movimento Social, o destaque principal ficou com o projeto Feminismo e Negritude: A (falta de) Representação Negra na Marcha das Vadias, produzido por um grupo formado por alunas do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Santa Teresa de Jesus.

“Esse grupo de alunas se reúne desde o 1º ano do Ensino Médio para debater questões de feminismo e gêneros. Esse ano, elas resolveram trabalhar em cima de um recorte étnico dentro do movimento feminista”, comentou a professora de História e orientadora do trabalho Muriel Freitas. A professora valoriza o projeto por ser uma forma de as alunas terem um primeiro contato com o método cientifico: “Elas pegaram o gosto pela pesquisa. Entraram em contato com autores que não conheciam, pesquisam por conta própria novos autores que as interessam. Inclusive, muitas já têm ideias de pesquisas que pretendem fazer na universidade”.

Despertar interesse nos alunos – Para a coordenadora pedagógica do Colégio Dom Feliciano, da cidade de Gravataí, Renata Rech, a participação no Salão serve como incentivo para os alunos se interessarem pela pesquisa: “Percebemos que os alunos estão muito empolgados com os trabalhos e com a premiação. Os irmãos mais novos de alguns deles, que também estudam no colégio, ficam perguntando como podem fazer para participar”. O colégio teve dois trabalhos que ganharam destaque: “FanFictions: Novo Gênero Textual?” e “É Clássico, Mas Não é Chato!”, produzidos por alunos dos 1º e 2º anos do Ensino Médio, que foram selecionados pelo Grupo de Estudos Avançados da escola.

Já os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Vila São Jorge, do Município de Portão, receberam o destaque pelo trabalho sobre as principais energias utilizadas no país e as alternativas para combater a crise energética mundial. Nataniel Vicente, orientador do projeto, ressalta a determinação dos alunos, que não tiveram seu trabalho selecionado na Mostra Brasileira de Ciência e Tecnologia, porém decidiram persistir na pesquisa e agora receberam o prêmio de destaque.

Mais de 900 inscritos – Em 2015, o total de inscrições do Salão UFRGS Jovem foi de 949. Os 478 projetos selecionados foram julgados por uma comissão avaliadora formada por professores e avaliadores da UFRGS, distribuídos nas áreas de Ciências Humanas e suas Tecnologias; Linguagens Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; e Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

Foto: Gustavo Diehl

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