Cerimônia de encerramento do Salão UFRGS 2011

Premiações marcam encerramento do Salão UFRGS 2011

     A premiação dos trabalhos de iniciação científica e inovação tecnológica marcou o encerramento do Salão UFRGS 2011. Realizada no Salão de Atos, a cerimônia aconteceu na tarde de sexta-feira, 7. O Salão movimentou o Campus Centro durante a semana, integrando pela primeira vez todos os salões da Universidade. Fizeram parte da programação o VII Salão de Ensino, o XXIII Salão de Iniciação Científica, o XII Salão de Extensão, a XX Feira de Iniciação à Inovação e ao Desenvolvimento Tecnológico (FINOVA), a I Feira de Ensino e Popularização da Ciência, o VI Salão UFRGS Jovem e o I Salão de Relações Internacionais.

     Cerca de 2,5 mil projetos de pesquisa participaram do Salão de Iniciação Científica deste ano, em oito áreas do conhecimento. O pró-reitor de Pesquisa, João Edgar Schmidt, considera que o SIC tem a função de treinar os alunos que fazem pesquisa na divulgação de seus trabalhos. Nesse sentido, “o Salão de Iniciação Científica tem sido um sucesso”, afirma ele. Venceram a premiação Jovem Pesquisador Ana Cláudia Berreta (Ciências Agrárias), Fabrício Dutra (Ciências Biológicas), Paula Dapper Santos (Ciências da Saúde), Anelise Audibert (Ciências Exatas e da Terra), Ana Cristina Vidal (Ciências Humanas), Tiago Gautier Borges (Ciências Sociais Aplicadas), Luana Silveira de Oliveira (Engenharias) e Rosana dos Santos Oliveira (Linguística, Letras e Artes). Jéssica Andrade Paes e Taylor Gonchoroski receberam o prêmio Talento Inovador da FINOVA.

     A contemplada na área de Ciências Agrárias, Ana Cláudia Ramos Berreta, está trabalhando há cerca de um ano na pesquisa “Produtos de anticorpos policlonais contra proteína ácida do fluido seminal bovino (AFSP)” e pretende estender o projeto, inclusive numa futura pós-graduação. Paula Dapper Santos, estudante do 7º semestre de Odontologia, venceu o prêmio no campo de Ciências da Saúde. Ela participou da confecção do piloto do projeto de pesquisa “Influência da Adição de Cargas Radiopacificantes nas Propriedades de um Cimento Endodôntico Experimental”, o qual começou em setembro de 2010. Paula ingressou no laboratório como monitora de uma disciplina, passou a ser pesquisadora voluntária e, hoje, possui bolsa PIBIC. Ela diz que pretende seguir na carreira científica, fazer mestrado e doutorado e, mais tarde, tornar-se professora.

     A mudança no formato do evento foi bem avaliada pelos pró-reitores: “Inovação é a marca do Salão. E o fato de ser unificado é mais um passo no sentido de ver o todo na formação dos alunos. A integração veio para ficar", destaca o pró-reitor de Pós-graduação, Aldo Lucion. Para a pró-reitora de Graduação, Valquíria Bassani, “a fronteira entre ensino, pesquisa e extensão não existe na realidade, o que ficou evidente na edição deste ano. No Ensino, esse entrelaçamento ocorreu com muita clareza, o que tornou as sessões mais ricas". Sandra de Deus, pró-reitora de Extensão, afirma: “Com a unificação dos salões foi possível conhecer e participar das outras atividades. Sempre defendemos a indissociabilidade entre o tripé que sustenta a instituição”. De acordo com Silvestre Novak, vice-secretário de Educação a Distância, o evento trará “repercussões duradouras para toda a comunidade acadêmica, como a Sala de Aula Virtual, lançada durante o Salão”. Raquel Mauler, secretária de Desenvolvimento Tecnológico, acredita que “explicar as pesquisas em uma linguagem acessível é um ótimo exercício para os alunos”.

Texto: João Flores da Cunha, Mirian Socal Barradas e Priscila Kichler Pacheco, estudantes de Jornalismo da FABICO



Cerimônia de encerramento do VI Salão Ufrgs Jovem

VI Salão UFRGS Jovem estimula encontro com a ciência

     Encerrou-se na manhã de hoje, sexta-feira, o VI Salão UFRGS Jovem, espaço criado para divulgar as atividades de iniciação científica e tecnológica desenvolvidas por alunos e professores da Educação Básica e Profissional. Na cerimônia, realizada no Salão de Atos da Universidade, 144 estudantes foram agraciados com prêmios de Menção Honrosa e Destaque.

     Nesta edição, foram recebidas inscrições de 50 escolas, localizadas em 11 cidades diferentes, totalizando 635 trabalhos expostos. As três principais áreas de investigação foram as Ciências Biológicas, Ciências Sociais Aplicadas e as Ciências Exatas e da Terra. “Podemos perceber também um forte viés de projetos que trazem a questão da sustentabilidade, da reutilização e do reaproveitamento. Essa linha de pesquisa é importante, pois traz a possibilidade de trabalhos interdisciplinares”, destacou a coordenadora do evento Mônica Estrázulas.

     O Salão UFRGS Jovem surgiu em 2006 como consequência de uma mostra realizada para alunos de educação básica durante a semana acadêmica. Em seguida, a Universidade criou o programa Primeira Ciência, com o objetivo de dar suporte para instituições de ensino interessadas em realizar iniciação científica. Além disso, a Pró-reitoria de Pesquisa (Propesq) obteve 120 bolsas junto ao CNPq que permitiram o desenvolvimento de projetos articulados entre o Colégio de Aplicação e escolas da rede pública. “Estamos tentando, com as promoções do Salão e do Programa Primeira Ciência, incentivar realmente a iniciação científica. A criança formula um problema, levanta hipóteses de solução e busca informações para fazer a relação de resultados”, explica Mônica.

     Dentre os premiados dessa VI edição, está o Instituto de Educação Cenecista Professor Alcides Conter, da cidade de Butiá, localizada a 78 km de Porto Alegre. Os alunos do Ensino Fundamental e Médio participaram pela primeira vez do evento, apresentando oito trabalhos. Desse total, dois ganharam Menção Honrosa e dois, Destaque. “Os prêmios em si não são a maior vitória. A grande vitória é das crianças, que vieram do interior e enfrentaram uma Universidade do tamanho da UFRGS. O brilho nos olhos e o crescimento delas é o principal”, ressalta José Maria Medeiros, professor do Instituto.

     Um dos destaques da escola foi Túlio Fernando de Medeiros Conter, aluno do 1° ano do ensino médio, que, juntamente com colegas, desenvolveu um trabalho sobre bullying. “A gente ficou uns dois ou três meses fazendo essa pesquisa. Editamos vídeos, entrevistamos estudantes que sofriam bullying e montamos o material. Levou tempo, mas teve uma recompensa muito boa”, completa. Segundo o professor Medeiros, a comemoração do resultado já está organizada: assim que chegarem à cidade, haverá uma carreata e os alunos serão recebidos no ginásio da escola por familiares, amigos e pela imprensa local. “Esse troféu não é apenas da gente, mas de toda comunidade. Cada um deu a sua colaboração”, ressalta Túlio.

     Mesmo com o evento já consolidado junto à comunidade, Mônica reconhece que ainda há muitos desafios a serem superados nas próximas edições. A essência do Salão UFRGS Jovem, entretanto, permanecerá a mesma. “O lema do salãozinho é acolher. O principal é fazer com que eles se sintam acolhidos pela Universidade, percebam que ela valoriza o processo que eles estão vivendo e, por vezes, indica alguns caminhos. Não gostamos que ninguém saia daqui sem receber pelo menos uma palavra de estímulo”, diz.

Texto: Bibiana Rodrigues Guaraldi, Daiane Benincá de David e Luiz Eduardo Kochhann, estudantes de Jornalismo da Fabico