Estudo investiga as repercussões no cérebro dos ritmos do Sapateado Americano

Análise possibilita compreender dificuldades específicas dos alunos de sapateado e qualificar o ensino dessa modalidade de dança
Pés de três pessoas dançando sapateado
Foto: You Belong in Longmont/Flickr

Como o cérebro interpreta diferentes tipos de ritmos executados por um bailarino de sapateado? Essa é a pergunta que a licenciada em Dança Camila Schlichting buscou responder na sua pesquisa “Considerações Neurológicas Sobre o Ritmo no Sapateado Americano”. O estudo faz um paralelo da atividade do sapateador e do músico percussionista, já que o bailarino dessa modalidade produz música com os sapatos e todo o corpo.

Ao observar que diferentes ritmos exigem processamentos diferentes por parte do cérebro, é possível compreender porque alguns bailarinos conseguem realizar ritmos considerados complexos, mas têm limitações em alcançar ritmos aparentemente mais simples. De acordo com a pesquisadora, compreender essas dificuldades colaboram do ensino do Sapateado Americano, atividade desenvolvida pela própria pesquisadora.

Em entrevista para a Rádio da Universidade, Camila Schlichting dá mais detalhes da pesquisa. O estudo integrou a programação da Semana Nacional do Cérebro da UFRGS, que ocorreu de 13 a 19 de março. O evento teve o objetivo de divulgar os estudos da neurociência em diferentes abordagens.

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