Garrafas e carcaças de animais ajudam a conhecer a deriva de animais marinhos mortos no litoral norte

Pesquisa de técnico-administrativo do Ceclimar investiga também o encalhe e a decomposição de carcaças
Maurício, de costas, em frente à carcaça de um pássaro
Foto: Maurício Tavares/Divulgação

Neste Ciência 1080, o biólogo da UFRGS Maurício Tavares fala de sua pesquisa sobre o “Efeito dos processos costeiros na deriva, encalhe e decomposição de carcaças de animais marinhos no litoral norte do Rio Grande do Sul”. Os resultados deste estudo podem aprimorar o conhecimento sobre a taxa de mortalidade de animais marinhos, espécies em extinção e populações de animais do nosso litoral.

Como parte de sua pesquisa, Tavares realiza um experimento inovador: carcaças monitoradas por GPS e garrafas de vidro foram lançadas ao mar como forma de monitorar os movimentos de deriva. A investigação conta com a colaboração da comunidade litorânea e veranistas, que ao encontrar as garrafas devem ligar para o pesquisador. Os primeiros lançamentos, que ocorreram em fevereiro, obtiveram uma alta taxa de retorno. Novos experimentos estão programados até o final do ano, um em cada estação.

A pesquisa está intimamente ligada ao próprio trabalho do servidor da Universidade, que atua no Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), em Imbé. Além de sua pesquisa, Tavares fala do trabalho desenvolvido no Ceclimar, que é referência no tratamento e monitoramento de animais marinhos no litoral gaúcho.

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