Pesquisa aponta a marginalização dos debates de gênero nos livros didáticos de História

Apesar da presença das mulheres nos livros didáticos, a linguagem utilizada ainda reflete apenas a perspectiva masculina, ocidental e branca
Foto: Thercles Silva/Flickr

A professora do Departamento de História da UFRGS Natalia Pietra Méndez se dedica aos estudos de gênero na área da História. Nesta entrevista, ela fala de dois estudos.

O primeiro, aborda como os estudos de gênero tem impactado na escrita dos livros didáticos de história ao longo das décadas de 80, 90 e 2000. Ela explica que, ao contrário de sua hipótese inicial, não há ausência das mulheres nos livros didáticos. A perspectiva de trazer mulheres está presente desde os anos 80, apesar de a presença ter aumentado com o passar das décadas. O que ocorre é que os conceitos normativos relacionados a gênero não se modificaram. Os livros do passado e presente seguem utilizando uma linguagem masculina, ocidental e branca. Natalia Méndez explica ainda que os debates de gênero nos livros ocupam um lugar marginal nos livros.

E no seu estudo mais recente, a professora investiga o papel dos movimentos sociais na criação de leis e políticas de combate à violência de gênero e de opressão à minorias.

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